terça-feira, 3 de maio de 2011

50 mil "likem" o real rabo da Pippa

De 0 a 10 dava-lhe...21 !
O casamento real do príncipe William de Inglaterra com a plebeia Kate-não-sei-quantos efectuou-se a horas em que estou a dormir. Mesmo que estivesse acordado não ia perder tempo com casórios por muito reais que sejam. Já me bastaram os meus e as consequentes  separações, mais umas tantas uniões que acabaram em desuniões de facto. 
No entanto, ao passar uma vista de olhos pelos jornais on-line dei conta que o rei da festa não foi o dito propriamente dito, nem a rainha, nem as princesas, nem os príncipes mas sim o rabo de Pippa Middleton, a cunhada do William. 
Como bom português apreciador de mulheres com curvas perigosas não resisti à tentação de ir vasculhar a net à procura do já famoso rabo da Pippa. Et voilá. Encontrei-o em vários sites e mesmo no Facebook o belo traseiro já coleccionou 50 mil "likes" (50001 with me) e já tem páginas em italiano (ah primos, vocês também não perdem uma...) e até em alemão, o que se compreende porque a rapariga tem tantas  curvas como  um Volkswagen Carocha...
O raio do William deve ser um bocado vistas curtas para escolher um pau-de-virar-tripas como a Kate em vez de se perder no apetitoso corpo da Pippa. Segundo consta, pelo que li, o príncipe mais novo, o Harry, parece ser mais apreciador de arte que o irmão, e não tirava os olhos da parte de trás do vestido da mocinha. 
Bem, mas nisto de cunhadas eu não tenho muita moral para falar até por que... (Queriam saber o resto da história? Isso é que era bom...). Cliquem no "like" da Pippa e não digam que vão daqui...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Como Portugal "abafou" BIN LADEN

"Comandos" portugueses em plena operação-Bin Laden

Anda todo o Mundo enganado sobre quem "abafou" Bin Laden. Não foram os nabos dos americanos mas sim a "inteligência" portuguesa que retirou o terrorista de circulação. Uma fonte de água limpa bem informada do SIS, furibunda com os ordenados em atraso, deu-me a conhecer todos os pormenores. Há precisamente 15 dias deixou a base naval do Alfeite o submarino "Portas" comandado por Santos Silva. A tripulação incluía ainda Teixeira dos Santos (percebem agora porque tem andado desaparecido com a treta da desculpa que está a negociar com o FMI?), Ricardo (Mãozinhas) Rodrigues e o operacional Telmo das Órgias. 
Depois de embater no pilar sul da Ponte 25 de Abril e encalhar na Trafaria, de onde foi desencalhado por uma grua da Mota-Coelho, o submersível virou a bombordo (como nunca fui marinheiro nunca sei se é para a esquerda ou para a direita)  à saída da barra e seguiu mar fora, evitando o território hostil da Madeira, atravessou o Mediterrâneo, evitou os aviões da NATO que bombardeavam a família de Kadhafi e chegou ao canal do Suez, onde o comandante Santos Silva suou as estopinhas para não atropelar algum camelo das margens. 
Já no Mar Vermelho e perante a falta de combustível, a tripulação do "Portas" assaltou um navio pirata para encher os depósitos e deixando um malfeitor somali teso e aos berros: "Porra, e o pirata sou eu!".
Em terra, a troika + 1, como os mosqueteiros de D'Artagnan, portuguesa fez o percurso disfarçados com burkas, merecendo Teixeira dos Santos incontáveis assobios dos árabes pelo seu traseiro proeminente. Passadas as grutas de Bora-Bora de burro que o Ricardo (Mãozinhas) Rodrigues surripiou a um traficante de ópio, internaram-se no Paquistão até à vivenda de Bin Laden, localizada numa escuta entre Sócrates e Vara, percebendo-se agora o cuidado que o Procurador-Geral do Part...perdão...da República demonstrou ao esconder as conversas de toda a gente. 
Ao cair da noite, atingiram, enfim, o objectivo. Teixeira dos Santos bateu à porta. Toc! Toc! Toc!
-- Quem é? São os meus amigos americanos? -- perguntou Bin Laden, inquieto, com a AK-47 em punho. 
-- Não, não -- respondeu Teixeira dos Santos em árabe técnico aprendido num Domingo de chuva -- Somos portugueses, andamos a vender o "Magalhães", podemos fazer uma demonstração!
-- Allah Akbar (Deus é Grande, para os ignorantes do árabe técnico) o "Magalhães", o sonho da minha vida ! -- gritou eufórico o terrorista mais procurado do Mundo.
E abriu a porta. 
A troika + 1 entrou na casa de Bin Laden, que esbugalhou os olhos com a visão daquelas quatro matrafonas de burka. 
-- Calma, calma, somos homens, vire lá a caçadeira (Santos Silva apesar de ser ministro da Defesa não sabe qual é a diferença entre um revólver e um canhão 8.8 sem recuo) já tiramos estes trapos. 
-- Que raio de casa onde você mora, parece aqueles galinheiros que o nosso primeiro desenhou lá na Guarda ou os abortos da Gebalis que o António Costa distribui em Lisboa a quem não precisa...ah ah ah -- ironizou Teixeira dos Santos. 
-- Que raio, por Allah, esta casa custou-me um milhão de dólares...-- ofendeu-se Bin Laden. 
-- Meu amigo, uma casa destas nem o motorista da secretária do assessor de um secretário de Estado do meu Governo queria nem para lá pôr o cão. -- respondeu Teixeira dos Santos. 
-- Por isso, meu amigo, nunca fizemos um atentado em Portugal -- disse Bin Laden dando uma palmada nas costas no ministro das Finanças -- O vosso primeiro-ministro arrasou o País todo ! 
-- Querem ver que tenho de malhar neste... -- murmurou Santos Silva, enquanto Ricardo (Mãozinhas) Rodrigues ia metendo uns bibelots no bolso. 
-- Vamos lá ao que interessa -- virou-se Teixeira dos Santos para Bin Laden -- Temos aqui "Magalhães" para vender, títulos da dívida pública de Portugal e um submarino. Tudo a preço especial para amigos. Que tal? 
O Telmo viu, entretanto, uma árabe meio escondida a um canto e perguntou: 
 -- Ó chefe, posso fazer aqui uma órgia com esta gaja?
-- Serve-te à vontade, moço -- respondeu-lhe Bin Laden, já entretido com sites manhosos no "Magalhães". 
A AK-47 do terrorista "desapareceu" sob a burka de Ricardo (Mãozinhas) Rodrigues. 
Ao fim de uma hora, Bin Laden decidiu ficar com o "Magalhães" e mil milhões de euros de dívida pública portuguesa. Só faltava negociar o submarino. 
-- Vamos lá vê-lo -- disse Teixeira  dos Santos ao Bin Laden que se babava com o site gajasboas.pt. 
Evitaram as patrulhas paquistanesas e americanas e chegaram ao submarino "Portas". 
-- Posso experimentá-lo? -- inquiriu o fugitivo mais procurado do Mundo com um brilhozinho nos olhos. 
-- Faça favor ! -- mandou-o entrar Teixeira dos Santos. 
Bin Laden entrou na embarcação, deu umas voltas, mergulhou e nunca mais apareceu. A troika+1 portuguesa esperou, esperou, esperou e nada. 
Os "comandos" portugueses entreolharam-se e ficaram preocupados com o final trágico daquela viagem de negócios secreta. 
Procuraram uma cabina telefónica e com umas moedas que o Ricardo (Mãozinhas) Rodrigues "tomou posse" a uns miúdos que andavam a pedir esmola ligaram para José Sócrates. 
-- Chefe -- disse Teixeira dos Santos fazendo uma vénia -- A coisa aqui está pior que a Face Oculta. O "gajo" afundou-se com o submarino. 
Após um breve silêncio, o Chefe ordenou. 
-- Camaradas, não há crise, se eu e as minhas agências de comunicação conseguimos ficar à frente das sondagens apesar de eu ter dito que não governava com o FMI também posso convencer o Passos Co...desculpa...o parvo do Obama que foram os americanos que assassinaram o Bin Laden e ao mesmo tempo acusar a Direita da tanga dos submarinos. 
E a troika+1 portuguesa lá voltou com a noção do dever cumprido. O Teixeira com a massa do Magalhães e da dívida pública, o Ricardo (Mãozinhas) Rodrigues cheio de "recuerdos", o Telmo com a barriga cheia de órgias e o Santos Silva livre do malvado do "Portas"...


domingo, 1 de maio de 2011

AYRTON SENNA morreu há 17 anos !

Ayrton pensativo...como sempre

1º de Maio de 1994. Estava a trabalhar no Jornal. Sem ninguém da CGTP nem da UGT a berrar-me à porta para ir para casa ou a invectivar o meu patrão por nos estar a escravizar. Eu fazia o meu serviço por gosto. Como sempre. Era um Domingo calmo sem notícias sensacionais. Enquanto não chegava a "hora de ponta" do Jornal ia vendo com interesse o Grande Prémio de São Marino porque sempre apreciei a Fórmula 1. Sem que nada o fizesse prever vejo o Williams-Renault de Ayrton Senna sair muito largo de uma curva à sétima volta do Autódromo Enzo e Dino Ferrari e embater com grande violência no muro de protecção. Apesar do aparato de bocados de carro a voar em todas as direcções não me parecia estar perante uma tragédia. No entanto, à medida que os minutos passavam e o piloto brasileiro permanecia dentro do carro sem se mexer e, posteriormente, com a aterragem do helicóptero médico na pista comecei a pensar que a situação poderia ser bastante grave. Pelo sim pelo não, comecei a tomar medidas em relação a possíveis alterações na feitura do Jornal não fosse acontecer o pior. Aconteceu. Dei o alerta geral na Redacção quando foi noticiada a morte do grande piloto. Num ápice, uma calma e serena tarde de um Domingo de 1º de Maio transformou-se numa azáfama só possível num Jornal. Era preciso "dar tudo" sobre o falecimento de Ayrton Senna, a sua biografia, o currículo, fotos, reacções à sua morte. O Futebol foi relegado de imediato para segundo plano. A manchete e as primeiras páginas do Jornal eram dedicadas pelos piores motivos ao grande campeão do Mundo que falecera a exercer a sua profissão no Dia do Trabalhador. 
Eu conhecera Ayrton Senna precisamente dez anos antes quando ele conquistou a sua primeira vitória num Grande Prémio de Portugal, no Estoril, numa tarde diluviana. Não era uma pessoa com quem se simpatizasse à primeira vista ou às primeiras palavras. Não tinha a empatia de Emerson Fittipaldi, por exemplo, e estava longe de ser o típico brasileiro extrovertido que gera alegria em seu redor. Pelo contrário, era muito reservado, difícil de lhe arrancar uma palavra e mesmo o seu raro sorriso parecia emanar de uma profunda tristeza. Na pista, porém, era de uma coragem quase suicida e ficaram famosos os seus duelos, algumas vezes poucos cavalheirescos de parte a parte, com o francês Alan Prost.
Na sua curta carreira, Ayrton Senna correu na Toleman, Lotus, Mclaren e Williams, venceu 41 dos 162 GP's que disputou e sagrou-se campeão do Mundo em 1988, 1990 e 1991.
Faz hoje 17 anos que morreu umas das personagens mais carismáticas e controversas do Desporto mundial e não encontro uma linha sequer sobre o evento. A memória dos homens é curta; a minha não porque todos os 1º de Maio me recordo que fiz um dos exemplares do Jornal mais stressantes da minha carreira. Infelizmente!
O acidente fatal de Senna

1º de Maio - Dia do Desempregado !



Antes de o Partido Socialista subir ao poder o 1º de Maio era o dia do Trabalhador.
Seis anos depois, com mais de 10% de gente sem trabalho, o PS transformou o 1º de Maio no Dia do Desempregado. 
Os 150.000 empregos que Sócrates prometeu antes da sua primeira eleição confinaram-se aos tachos do partido, gestores  públicos, assessores, secretárias, motoristas, directores-gerais e regionais, conselhos de administração de institutos e fundações. 
Para todas estas "rosas" entrarem ao serviço, que não ao trabalho,  mais de meio milhão de portugueses ficaram sem emprego. 
Podia o 1º de Maio da CGTP evitar os insultos ao Ferro Rodrigues que um dia disse pelo telefone ao Jorge Sampaio "estou-me c@gando para a Justiça"? Podia. Mas não era a mesma coisa...
Carvalho da Silva abespinhou-se contra o Belmiro de Azevedo por este abrir as suas lojas no dia de hoje. Já agora também poderia ir para os estádios de futebol para impedir os jogos, fazer barricadas às portas dos cinemas, arame farpado em redor das discotecas, cordões humanos à volta dos jornais, furar os pneus aos táxis, entaipar os restaurantes e os cafés, etc. 
Para Carvalho da Silva, a CGTP, a UGT e os políticos o ano tem 365 1º de Maio: não fazem a ponta de um corno !

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A troika e os tolos




> Medidas mais amplas do que na Grécia e Irlanda
(Em Portugal há mais ladrões)
> Justiça obrigada a fazer reformas profundas
(A começar pela saída do camarada PGR)
> Ministério das Finanças é todo reorganizado
(Contratar pessoal que saiba a tabuada)
> Corte no subsídio de Natal ainda por decidir
(Cortem nas reformas em duplicado e triplicado)
> BCE quer impor reforço do capital da banca
(Os bancos que paguem é mais IRC)
> Troika estranha afastamento de min. Finanças
(É um inútil como o chefe)
> INE foi obrigado a aceitar défice de 2010 
(A 98642345677545ª mentira de Sócrates)

Sócrates em tribunal por falir o Estado


Levante-se o réu: Sócrates !

Anda por aqui uma grande confusão em Portugal sobre as atitudes políticas a tomar sobre a derrocada financeira do país. Algumas figuras gradas da sociedade, entre as quais o actual e os ex-Presidente da República, pretendem uma "união nacional"  comportamental como se todos os portugueses fossem responsáveis pelo monumental buraco das contas públicas. A realidade, porém, não é esta. O responsável por esta tragédia tem um nome: José Sócrates. 
O primeiro-ministro tem-se servido do Estado Português como de um couto privado e esbanjar o dinheiro dos contribuintes em proveito do partido e de um bando de amigos nada recomendáveis. 
Se tivesse vergonha na cara, José Sócrates desaparecia sorrateiramente pela porta se serviço da política e ia fazer algo que nunca fez na vida: trabalhar. Mas não. A vergonha  é omissa n a genética do primeiro-ministro. A cada escândalo em que o nome de José Sócrates Pinto de Sousa aparece envolvido, este reage como uma virgem ofendida por um marinheiro atrevido, ora balindo como uma ovelha inocente ora rugindo como um animal feroz acossado. 
Neste momento não existe "união nacional" que salve o país de uma prolongada desgraça de gerações. José Sócrates deve  prestar contas pelo esbanjar dos cofres do Estado através dos Varas, os sucateiros, os Luís Figos e quejandos e, como defende Catroga,  se necessário ser julgado em tribunal, acusado por desmandos governativos dos dinheiros públicos. 
O vaidoso que se veste em Nova Iorque à custa dos impostos pagos pelos portugueses, deixando na caixa dessa loja de luxo à porta fechada  mais por um fato do que uma substancial percentagem dos reformados recebem num ano, é um mitómano que parasita num  palco irreal, completamente diferente da sociedade dos comuns mortais. 
Apesar de ser o mais incompetente primeiro-ministro da História de Portugal, José Sócrates pretende continuar a definhar o País. A sua corte de protegidos pagos a peso de ouro, e tão ineficazes quanto ele, tenta desesperadamente manter-se com a mão na massa, no sentido metafórico do termos. Entretanto, esfumaram-se nas teias socialistas o PEC I, o PEC II, o PEC III e mais que fossem. Manter as frotas de carros de luxo, os cartões de crédito dourados, os telemóveis, os assessores, as secretárias, as agências de comunicação, os gestores públicos, os institutos, as fundações são luxos majestáticos que horrorizam os finlandeses. E com razão. Eles não são parvos e sabem muito bem o que a casa (de José Sócrates) gasta. 
O primeiro-ministro bate recordes sobre recordes: é o recorde do défice, é o recorde da dívida pública, é o recorde do desemprego, é o recorde dos escândalos, é o recorde da falência de empresas, é o recorde da insegurança pública, é o recorde da instabilidade na Educação, é o recorde dos prejuízos da Refer, da TAP, é o recorde das despesas com a saúde, é o recorde dos atrasos na Justiça, enfim é o recorde dos descalabros. 
Culpado é um: Sócrates e mais nenhum. Rua com ele e depois um lugar no banco dos réus. Qual "união nacional qual carapuça"!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

SER PORTUGUÊS !

Quem se mete com um Lusitano...leva!

Que os Portugueses são descendentes dos Lusitanos já ninguém tem dúvidas. A única incerteza que ainda continua a prevalecer sobre o povo original da nossa terra é se somos centonetos (inventei a palavras por isso escusam de correr para os dicionários) de celtas iberizados. Para percebermos quem somos é obviamente essencial saber como fomos. E aí o nosso perfil não é lá muito abonatório. Os Lusitanos habitavam na Meseta Ibérica até ao Atlântico  e a sul do Douro até às montanhas do Algarve, a terra dos Cinetes. Não se pode dizer que a nossa lusitana actividade fosse muito dignificante. Apesar de assentarmos arraiais como pescadores, agricultores e pastores, as nossas tribos, sem qualquer organização política, eram especialistas em assaltar e saquear a vizinhança Galaica e "algarvia", a roubar viajantes desprevenidos e a fazer uma perninha como mercenários. Aníbal e os seus elefantes quando tentou conquistar Roma levou consigo uma legião de Lusitanos, mas a epopeia correu mal aos invasores. 
Entretanto já tínhamos uma certa queda para o turismo e enganávamos os Fenícios e os Cartagineses do mesmo modo que, actualmente, os "camones" são explorados até ao tutano no Algarve, na Madeira e não só...Os romanos quando quiseram conquistar o Mundo meteram-se numa alhada tremenda no momento em que as legiões puseram as sandálias na Lusitânia. Durante dois séculos, os gládios romanos foram impotentes para dominar esta rapaziada rebelde que "não se governa bem se deixa governar", como escreveu um general desesperado da maior potência mundial  da altura ao seu imperador. 
Estrabão escreveu que os lusitanos eram "a mais poderosa das nações ibéricas e que, entre todas, por mais tempo deteve as armas romanas". Disse também que os lusitanos eram sóbrios e frugais, bebendo só água, cerveja de cevada e leite de cabra. Dormiam deitados no chão. Usavam cabelos compridos como as mulheres, untavam-se com azeite e celebravam jogos vários de destreza física. Fabricavam pão de farinha de glandes de carvalho. Só bebiam vinho em festins. O vestuário dos homens era preto e de lã grosseira ou pelo de cabra.
Ora uma malta assim metia respeito até aos legionários. Mais a mais porque os Lusitanos tinham uns hábitos que até aos romanos arrepiava. Abriam as entranhas dos inimigos capturados ainda vivos, que berravam como possessos com o raio desta mania e ainda faziam mais umas marotices como cortar-lhes a mão direita e tirar-lhes a pele a sangue frio. Este último hábito ainda se mantém hoje, tantos são os spa e os institutos de beleza que fazem depilação mas com um bocadinho de mais cuidado.
Após dois séculos de massacres para aqui e para ali, Roma lá conseguiu a tão sangrenta conquista. Mesmo assim, a romanização da Lusitânia seria muito superficial porque os "portugueses" de então usavam todos os truques para fugir aos impostos, um hábito que se mantém, e não abdicavam dos seus usos e costumes. E mesmo o Latim que nos queriam impingir foi aceite de tão má vontade que a malta se entendia com uma espécie de "latim técnico", mais ou menos como o "inglês técnico" do nosso "engenheiro".  A sinistra "pax romana" nunca foi um sucesso em Portugal e daí a Justiça estar como está no século XXI. 
Se os Lusitanos não eram bons de assoar a situação piorou substancialmente quando os "hooligans" da época, os Alanos, os Suevos e os Vândalos imigraram da Germânia para aqui. Agora é ao contrário. Somos nós que vamos para lá justificar os "canudos" que por cá só garantem desemprego ou um lugar de caixa numa grande mercearia do Belmiro.  Bem, mas estava a falar dos Vândalos. Esse pessoal era tão boa gente e educada que ainda hoje quando se risca um carro, se grafita uma parede, se parte um candeeiro ou escavacam os bancos do jardim se traduz essa acção por "vandalismo". Agora imaginem o que terão feito esses germânicos para dois mil anos depois continuarem a ser conotados com maldades. 
O ADN português com o sal lusitano e a pimenta vândala tornou-se completamente intratável e ninguém queria tomar verdadeiramente conta cá do burgo. Quando se pensava que mais reguilas que isto era impossível desembocaram nas antigas scuts romanas sem portagem os Visigodos. Estes primos dos Godos já tinham escaqueirado o Império Romano e entraram por aqui numa boa com os primos Vândlos, Alanos e Suevos pelo que os Lusitanos ganharam uma nova energia. 
Como o pessoal não era esquisito começaram a enrolar-se uns com os outros aperfeiçoando a portugalidade, uma forma de ser e estar que não tem nada a ver com os outros people da Europa.  Nem em lado nenhum. Fartos de andarem pelas estradas a roubar gente cada vez mais pobre, os Visigodos descobriram uma forma muito mais rendível e menos trabalhosa de fazer fortuna: construir cidades. Obviamente que a corrupção floresceu com esta fórmula de povoamento e os autarcas da altura mais os construtores civis esfregaram as mãos de satisfação com este método rápido de ganhar dinheiro, expediente que actualmente é o grande responsável pelo défice gigantesco das nossas contas públicas e das contas bancárias galáticas dos políticos. 
Estava tudo na paz do Senhor a viver, como agora, à custa do Estado quando em vez do FMI desembarcaram os árabes. Os ditos sarracenos cortaram pela raiz as mordomias dos senhores feudais e desataram a construir alquevas, centros culturais, santuários e aldeamentos turísticos por todo o lado. A riqueza acumulou-se tanto durante uns séculos que despertou a cobiça de um real visionário: D. Afonso Henriques. 
Os azeites subiram à cabeça do nosso primeiro rei quando a sua Teresa mãe o quis contrariar e aí ferveu-lhe o sangue celta-lusitano-alano-suevo-vândalo-visigodo nas veias, pregou um par de estalos na progenitora (a violência doméstica cresceu desmesuradamente em desde esse acto indigno), chamou uns tipos que de santos nada tinham, Egas Moniz, D. Fuas Roupinho, Geraldo Sem Pavor e o Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, e veio por aí abaixo a mandar para o Reino dos Céus tudo o que mexia com uma meia lua. 
Ao longo dos anos ainda nos vieram cá chatear os espanhóis e os franceses mas nem uns nem outros apreciaram a nossa tão propalada hospitalidade. Alguns castelhanos acabaram assados dentro de um forno de uma padeira em Aljubarrota, o que deve ter inspirado Adolfo Hitler, com o qual ainda temos em comum uma costela de vândalo, na diabólica ideia dos holocaustos. Não é por acaso que basta dar a um português um lugarzito de chefia por mais simples que seja para se tornar imediatamente num ditador implacável. Os franceses chegaram com uma prosápia napoleónica a Lisboa. O Cavaco, o Sócrates, os ministros, os deputados, os políticos da altura piraram-se rapidamente para o Brasil mas a malta não se atrapalhou. Apesar dos desmoralizantes massacres de Évora e de outras cidades e aldeias, que a maçonaria portuguesa esconde nos livros de História, a "geração à rasca" de 1807 a 1810, chefiada por abades, padres e militares cortaram tantos gauleses às fatias à moda lusitana por essas aldeias fora que praticamente dispensávamos a cínica ajuda inglesa. 
E hoje somos o que somos graças a tudo isto! "Eles" (sejam quem for) julgam que nos governam mas estão enganados.