terça-feira, 7 de junho de 2011

ABSTER É NÃO ENCHER O CU A GULOSOS



Ao contrário do que muita gente pensa, a Abstenção não é inócua para os partidos políticos e daí eles tentarem convencer, de todas as formas e feitios, o pessoal a ir às urnas enfiar o papelucho com a cruz. A questão é que cada voto custa ao erário público 3,10 euros e cada partido recebe no final das eleições em função dos votos amealhados. Assim sendo, os quase 4 milhões de abstencionistas que mandaram os políticos levar onde as galinhas põem o ovo fizeram o acto patriótico de poupar mais de 12 milhões de euros a um Estado teso como um carapau. Daí a cacafonia de todos os quadrantes políticos sobre o peso da abstenção que lhes sonegou os tais 12 milhões de euros dos cofres partidários. Pela minha parte, desde o 25 de Abril, já poupei umas centenas de euros ao Estado...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Caridade é uma roleta russa !


O meu amigo Arménio andava doido para papar uma russa (da Rússia) que morava no apartamento ao lado. Realmente a mulher era um espectáculo. Alta, loira, esguia, curvilínea, longo cabelo loiro-branco, enfim, um dos mais belos espécimes paridos pela raça eslava. Além disso, era muito simpática, culta, e aquele português com sotaque dos Urais adicionava-lhe uma graça suplementar ao charme e à sensualidade. Só tinha um defeito: era casada. Pior: o marido tinha sido capitão do Exército Vermelho e se não atingia os 2 metros pouco faltava. Um autêntico cedo das impenetráveis florestas siberianas. 
No entanto, nem a imponência do marido da russa desanimava o meu amigo Arménio de desfrutar dos prazeres da deusa moscovita. 
Por portas e travessas, qual agente lusitano do KGB, o meu amigo Arménio soube que o casal imigrante do Leste necessitava de uma mobília de quarto porque a irmã e o cunhado da espectacular Ludmila também vinham tentar a sua sorte profissional em Portugal. 
Aí fez-se luz no cérebro extasiado-excitado do meu amigo Arménio e com segundas, terceiras e quartas intenções ofereceu-se para dar uma mobília aos vizinhos, com o pretexto que a mulher (pois claro que o meu amigo Arménio era casado) já estava farto dela e queria deitá-la fora, o que era um crime, pois ainda se encontrava em excelente estado de conservação. 
Uma tarde, o meu amigo Arménio bateu à porta da explosiva Ludmila. Tinha o guarda-vestidos para a contemplar com a mítica generosidade lusitana. Ela deixou-o entrar, ele levou a peça de mobiliário para o quarto vazio, apercebeu-se que ela estava sozinha em casa, o que mais o incentivou a continuar com o seu plano de caridade sexual. 
O Arménia esfregava as mãos de contente porque o horário de trabalho do marido da russa coincidia com o da esposa do meu amigo. Perfeito. 
No dia seguinte, nova peça de mobiliário, a cómoda e o espelho,  foi transferido do apartamento do Arménio para o da radiante russa. O meu amigo andava nas nuvens. Cortou o cabelo escuro, escanhoava-se diariamente, trocou o baratucho Aqua Velva por um mais bem cheiroso Issey Miyake, pôs de lado as camisas com nódias de cerveja e molho dos caracóis, trocou a ganga pela Spingfield e andava sempre a mirar-se e a remirar-se nos vidros das montras para confirmar a sua aparência sedutora. 
A penúltima entrega (dádiva) era a cama. O meu amigo Arménio tocou à porta da bombástica Ludmila, ela abriu com aquele sorriso mais brilhante que o Sol, ele entrou, armou a cama. Perguntou, ufano, se estava tudo bem e despediu-se com um melado "até amanhã", ao qual ela correspondeu com aquele irresistível "obrrrigada". 
Chegou o dia tão ansiosamente esperado: a entrega do colchão. Encontrei-o no café. Os olhos dele brilhavam como os de um predador prestes a abocanhar a presa. Emborcou duas imperiais quase de um gole e despediu-se de mim com um rápido: "Estou com pressa. Tenho muito que fazer.". Pois...pois...calculei eu, que andava a par, graças à minha "pide" local, de todas aquelas manobras...
O meu amigo Arménio "voou" para casa, pegou no colchão, ajeitou o cabelo e deixando um rasto intenso do seu novo after-shave Issey Miyake pela escada, tocou à porta da fulminante russa. 
A porta abriu-se e o meu amigo Arménio teve um choque que quase o levou a chamar o INEM...
Era o marido da monumental Ludmila, que pegou no colchão com as duas manápulas tipo patas-de-urso e agradeceu:
-- Obrrrrigado. Eu levarrrr o colchon prrra dentrrro !

domingo, 5 de junho de 2011

Mais de 10 mil acessos em 4 meses

Ao atingir a marca das 10.000 visualizações em apenas quatro meses agradeço a todos/as os/as "cuscas" a paciência de visitarem o meu anárquico blogue. Obrigado



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sábado, 4 de junho de 2011

ESTOU EM REFLEXÃO !


PAN? MEP? PS? PND? CDS? MRPP? PNR? PTP? PSD? BP? CR7? PSP? GNR? BE? FER? MPT? PCP? BMW? PH? EDP? SNS? POUS? PSR? PDA? PT? GALP? SMAS? SLB? BSB? PPM? SCP? EPC? FCP? EPI? EPA? JB? PLD? PPV? INEM? AUDI? VSC? VFC? PGR? STJ? TC? SIC? TVI? OPEP? OLP? INMG? IST? RR? SCB? MST? MRS? CNN? BPI? CGD? A1? IC19? BCP? BdP? NATO? UE? A2? CML? SIVA? SPA? CMP? AM? AMI? INE? B52? U2? EPE? EPT? EPS? ONU? CVP...MMM....MMMMMM.....MMMMM.....mmmmmmmmmmmm......mmmmmmmmmmmmmm....zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

Soldados, bebés, tropa e amas



É interessante como a notícia de um candidato a fuzileiro, um rapaz "básico" (burro, em linguagem militar) e sem aptidão para integrar aquela força especial que estava a ser metido na ordem pelos colegas fartos de serem prejudicados por aquela "amélia", mereceu nos jornais mais  comentários de "virgens ofendidas" por tanta "brutalidade", como se a tropa fosse um jardim-escola, coitado do "menino", do que a notícia acerca uma mulher repelente e sádica que agredia e maltratava crianças de tenra idade que as mães deixavam à sua guarda.  

As "virgens ofendidas" com o "massacre" de um gajo que nem homem sabe ser, defendido inclusivamente por homens que dizem ter cumprido o serviço militar, passaram pela notícias das agressões às crianças, como se este acto de selvajaria fosse uma mera acção educativa e a criminosa não merecesse o mais amplo e profundo repúdio. . 
Parece-me que alguns dos ex-soldados comentadores ficaram muito mais excitados ao ver uns homens quase nus enrolados numa cena normalíssima nas tropas especiais do que indignados com os castigos às crianças.  
É esta a mentalidade podre e perversa da maioria das gentes que não se centra no essencial e se dispersa pelo acessório.

Talvez por ter levado muita tareia dos meus pais quando era miúdo fiquei especialmente sensibilizado com os maus tratos a crianças e ainda hoje não posse ver um pai ou uma mãe bater num filho. O meu foi criado sem que lhe tivesse alguma vez tocado com um dedo. 
Pelas reacções nos jornais, até parece que o "recruta" foi para o hospital em estado grave...O indivíduo era uma "amélia", os camaradas tinham de pagar TE (Tratamentos Especiais) por sua culpa e estava à espera de quê? Quantas vezes um tipo tinha de marchar duas ou três horas extra porque havia idiotas que não sabiam qual era o lado direito ou esquerdo, outros parvalhões na carreira de tiro viravam as armas carregadas para os colegas, vários atrasados mentais deixavam cair as granadas já descavilhadas, estes burros estavam à espera de quê? De uma medalha? E não eram só os recrutas, havias oficiais instrutores ainda piores que os recrutas. Apanhei um Santa Margarida, numa I.A.O. (Instrução de Aperfeiçoamento Operacional) de mobilizados para o Ultramar, um capitão de Infantaria que enfiou uma granada dentro de um morteiro 60 com o tubo cheio de graxa da arrecadação e para a tirar ia virar o morteiro ao contrário. Felizmente eu e o meu furriel, também de Operações Especiais, vimos a tempo o que aquele animal ia fazer senão o meu pelotão e os tipos lá da companhia desse capitão tínhamos ido para os anjos ou para o Inferno. Enfiei-lhe um pontapé nas fuças, enquanto o furriel com um grande sangue frio apanhou a granada antes desta tocar no chão. Fui a tribunal militar por agressão a um superior e terminado o caso fui louvado pelo coronel e o capitão foi despromovido. A tropa não é para brincadeiras e a preparação é essencial. Se houvesse filmes da instrução nas Operações Especiais, em Lamego, no início dos anos 70, então é que as "flores de estufa" indignadas é que se borravam todas... 



quinta-feira, 2 de junho de 2011

SÓCRATES, O PS E AS SONDAGENS



Sócrates acordou e ninguém lhe levou o pequeno-almoço à cama nem os jornais do dia. Ligou a TV, viu as sondagens e ligou para o seu braço-direito de estimação, Pedro Silva Pereira. 

-- Bom dia, camaradazinho, onde estão os meus assessores e as secretárias que me traziam o pequeno-almoço à cama e os jornais? 
Pedro Silva Pereira: -- Desculpe...quem fala ? 
José Sócrates: -- Mau, estás mouco, lerdo ou obnóxido hoje? Onde estão os palermas que me trazem o que te disse, que eu saiba não lhes dei folga ? -- acentuou, elevando a voz? 
"Este gajo não viu ainda as sondagens e desconhece que já não é primeiro-ministro, o raio que o parta", pensou Pedro Silva Pereira antes de responder: 
-- Não estou a ver quem fala...deve ser engano... 
José Sócrates: -- Caramba, Pedro Silva Pereira, sou eu, o primeiro-ministro, o chefe, o líder do Partido Socialista, o Cristo do Freeport, o melhor amigo da Merkel, o mártir da Face Oculta, o pai do Magalhães, o amante das Novas Tecnologias, o ideólogo do Simplex, xiça, o gajo que tem o cabelo igual ao teu, até parecemos os irmãos Dupont e Dupont, já te lembras? 
-- Não ! -- respondeu secamente Pedro Silva Pereira, desligando o telemóvel e continuando a pintar o cabelo de...preto. 
Sócrates, furibundo como um "animal feroz" encurralado dedilha o número de António Costa, presidente da CML. 
-- Bom dia, ó Costa, o que se passa que hoje está tudo parvo? 
António Costa: -- Quem fala? Não estou a ver quem é? 

Ao mesmo tempo, o presidente da CML amarrotava os jornais do dia com as sondagens e atirava-os para o caixote de lixo. 
José Sócrates: -- Também tu, Costa? Que se passa com vocês? Se não fosse eu andavam por aí pelas Novas Oportunidades à procura de um emprego numa pizzaria...
António Costa: -- Meu caro concidadão, se ligou para fazer obras em casa é favor falar com o Manuel Salgado, se quer ventoinhas para gerar electricidade ou arranjar o jardim contacte por favor o Zé do Túnel do Marquês...
Sócrates desligou o telefone. Espumava como se estivesse na Assembleia da República a catalogar os opositores de "demagogos", "más-línguas", "neoliberais", "mentirosos, etc...
Marcou o número de Mário Soares. O ex-presidente da República encontrava-se a contabilizar os lucros da Fundação com o seu nome quando atendeu. 
José Sócrates: -- Senhor Presidente Mário Soares? É o engenheiro José Sócrates ! Bom dia !
Mário Soares: -- Conheço um Sócrates mas não é engenheiro...deve ser engano...
José Sócrates: -- Mas, Sr. Presidente, fui eu que o apoiei para ser candidato em... 
Mário Soares: -- O único Sócrates que conheço é filósofo, morreu há dois mil anos e não tem o meu número de telemóvel...
José Sócrates: -- Mas o Senhor ainda há dias num comício disse que eu sou fixe...
Mário Soares: -- É impossível. O único socialista fixe sou eu !  

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uma BOMBA no CENTRO de (DES) EMPREGO


Quando deixei o meu emprego (hei-de contar essa história com pachorra) dediquei-me à Escrita e à Pintura, ambas, por acaso, actualmente um pouco desleixadas. Um amigo meu, numa loja que eu tinha só para as artes (um dia conto a história dessa loja), em conversa disse-me: "Ouve lá, tu tens direito a subsídio de desemprego !". Ok. Eu nem sabia disso na altura, também não havia a crise que faz penar o pessoal agora, os quadros vendiam-se e agora está quieto, as pessoas metem uns penduricalhos dos chineses por dois ou três euros na parede e que se lixem os picassos, e lá fui um dia ao Centro de Emprego, a abarrotar de desempregados, da minha zona. 
Como não sou de bichas, as de fila-indiana ou as "delícias do mar", recorri ao velho truque aprendido na minha juventude quando comecei a trabalhar como paquete (um dia conto essa história) e que nunca falha, apesar das Novas Tecnologias...
Graças a esse segredo que não vou desvendar (puxem pela cabecinha que eu também puxei) fui logo atendido no dia seguinte depois de almoço. 
Lá estava o funcionário público no outro lado da secretária de atendimento aos intrusos (desempregados) a transcrever os meus dados para o computador com a estonteante rapidez de um caracol de cento e tal anos cheio de reumático e bicos-de-papagaio a mancar sob o sol infernal da planície alentejana no dia mais quente do século na era do aquecimento global. 
Vinte e cinco minutos demorou este "speedy gonzalez" dos PC's (computadores, ok?) a teclar qual galinha a debicar os grãos de milho o meu nome, morada, BI e cartão de contribuinte. Eu assistia àquela eficácia fulminante do funcionário de 30 anos e pensava comigo: "Este cromo no sítio onde eu trabalhava (um dia conto a história) vinha parar aqui ao Centro de (Des)Emprego em meia hora". 
Terminada a esgotante missão de preencher o formulário acima citado em tempo recorde, certamente, o funcionário público perguntou-me: 
-- Que cursos tem? 
-- Tenho o Curso dos Liceus, de Letras e de Operações Especiais ! 
O tipo olhou muito sério para mim lá do seu trono pago pelos contribuintes com ar de quem não percebeu nada e mandou-me para o 1º andar, onde fui atendido por uma colega muito simpática, diga-se,  e ligeiramente mais mexida e perspicaz que "cromo" do andar de baixo. 
Ela mexeu e remexeu nos papéis que já preenchidos, escrevinhou qualquer coisa na papelada, e leu em voz alta: -- Curso dos Liceus, de Letras e Operações Especiais. Depois olhou para mim: -- E com estas habilitações o que sabe fazer? 
Respondi-lhe muito calmamente: 
-- Olhe, isso significa que sei ler, escrever, disparar todo o tipo de armas ligeiras e pesadas, montar, desmontar e fazer explodir bombas...
A mulher arregalou os olhos (por acaso eram um verde giro), despachou rapidamente a papelada, deu-me um cartão com um número, que devo ter perdido logo de seguida, e mandou-me embora num ápice como se eu fosse um dos malfadados pepinos que andam por aí a dar cabo do pessoal da erva... 
Fosse pelas minhas "habilitações" ou não, a verdade é que toda a malta nas minhas condições tinha de se apresentar de xis em xis tempo não sei onde e a mim nunca ninguém apelou à minha digna e charmosa presença.