Blogue de António (Tozé) Santos Costa. Pintor, Escritor, Jornalista, Coleccionador, Má-língua, Teimoso, Anarquista, contra tudo e todos, sempre a favor de quem se opõe não interessa a quê.
O bombardeamento nuclear de Hiroshima foi um dos piores crimes de guerra praticados pela Humanidade. A cidade japonesa não era um alvo importante industrial ou militar na II Guerra Mundial. Quando a superfortaleza voadora "Enola Gay", comandada pelo coronel Paul Tibbets, largou a "Fat Boy", a primeira bomba atómica a ser usada num conflito, quem sofreu as consequências da ordem emanada pelo presidente americano Harry Truman foram 90 mil inocentes que, de um momento para o outro, foram incinerados por um engenho apocalíptico e mais 90 mil sofreram ferimentos atrozes pela exposição à radiação.
Quem escreve a História são os vencedores, costuma dizer-se e com uma certa razão. É um facto que na História da II Guerra Mundial as atrocidades são atribuídas aos Alemães e aos Japoneses e aos seus aliados. Hiroshima e mais tarde Nagazaki, assim como os bombardeamentos a civis em Tóquio, Dresden, Hamburgo, Colónia e outras cidades germânicas são actos de barbaridade selvagem ao nível das praticadas pelos exércitos de Hitler ou do Império do Sol Nascente.
O sadismo moral dos responsáveis do suposto Bem que combatia as hordas do Mal chegou ao ponto extremo de ser proibido aos médicos tratar durante alguns anos os sobreviventes das bombas atómicas para os cientistas "estudarem" a evolução do estado de "saúde" dos "doentes" sujeitos às radiações.
O sinistro médico nazi Dr. Mengel não decidiria melhor...
Comemoram-se entre hoje e depois de amanhã os tristes aniversários de Hiroshima e Nagazaki. Já lá vão 67 anos e ainda hoje existem fanáticos políticos-religiosos cristãos, judeus, hindus e muçulmanos ou ateus comunistas ávidos de repetirem a História.
Agora que o meu blog chegou às 40 mil visualizações queria reactivá-lo em clima de festa. Infelizmente não dá. Soube, há pouco, que o meu amigo Moita "foi-se". "Desmaterializou-se" deste Mundo e do nosso convívio, embora não o visse há anos. No entanto, permanecem na memória as nossas tertúlias cujo assunto principal era gajas, gajas e mais gajas.
Diariamente lá chegava ele pelas 16h30 ao "nosso" café. Ele que saía às ... 17 horas do trabalho. Alto e esguio, consequência dos anos em que praticara hóquei em patins no Belenenses, o Moita papava o "bacalhau" pela calada. Obviamente que não era o bacalhau "fiel amigo" mas uma outra "espécie" facilmente compreensível pelo que atrás descrevi...Adiante...(Moita, podes confiar em mim que eu não abro o "livro"...eheheheh!)
Aos 60 e poucos anos, reformado, uma vida estável no solarengo Algarve, além dos amigos o Moita deixou mulher, filha e netos e aquele indispensável copo de uísque com muita água e gelo ao fim da tarde...
Muito se fala, escreve e publica que o Povo Português está resignado com as medidas de austeridade que o esmagam no dia-a-dia. Vou mais longe. Toda a Europa se encontra entorpecida com um dose de cavalo de "morfina" alemã desde que se desenvolveu esse embuste da Terra Prometida que é a União Europeia. Quanto mais se aprofunda essa ideia que nasceu do medo cobarde da França do General De Gaulle que a Alemanha se reerguesse com propósitos bélicos dos escombros do III Reich pior vão vivendo os cidadãos do Velho Continente, sobrecarregados por uma política direccionada para a obsessão de controlar os défices das contas públicas quando, como se sabe, todos os países devem dinheiro uns aos outros. O acordo Ronald Reagan-Margaret Tatcher, nos anos 80, que permitiu aos bancos escaparem ao controlo dos respectivos governos abriu a porta ao galope desenfreado de um mercado liberal elevado ao extremo, espezinhando na fúria da sua passagem as pessoas e as suas necessidades básicas. E os povos europeus, domados pelos encargos do dia-a-dia ditados por uma União tecnocrata e essa tenebrosa e abstracta imagem que são os "mercados" esvaíram-se da sua ancestral rebeldia. Não, não são apenas os portugueses que pouco ou nada reclamam e de vez em quando desfilam pelas avenidas em magotes ordeiros controlados pela Polícia, solicitados pelos sindicatos e olhados com desdém pelo Presidente da República e os membros do Governo. Onde estão os espanhóis que lutaram e morreram pela República? Onde estão os bascos, os catalães e os asturianos que queriam separar-se de Castela? Onde estão os franceses que mudaram as mentalidades com o Maio de 68? Onde estão os ingleses que obrigaram Tatcher a demitir-se devido a um simples imposto? Onde estão os irlandeses que interromperam a luta de séculos contra o colono inglês? Onde estão os húngaros e os checos que se revoltaram contra o urso soviético, soçobrando apenas ao serem esmagados pelas lagartas dos tanques do Exército Vermelho? Onde estão os polacos que encetaram a histórica luta nos estaleiros de Gdansk e fizeram estremecer o Pacto de Varsóvia? Onde estão os romenos que marcharam sobre Bucareste para depor o ditador Ceausescu? Onde estão os gregos da sangrenta guerra civil pós-II Guerra Mundial e da deposição da ditadura dos coronéis? Onde estão os lituanos, letões e estónios que enfrentaram a gigantesca Rússia? Onde estão os finlandeses da épica Guerra de Inverno com o seu vizinho comunista? Onde estão os italianos que penduraram Mussolini na praça de Milão? Onde estão os povos da ex-Jugoslávia, o único país que se libertou dos exércitos de Hitler sem ajuda externa e logo de seguida disseram "não" a Estaline? Onde estão os descendentes dos heróicos resistentes da Holanda, Dinamarca, Noruega e voluntários da Suécia. Portugal, é verdade, poderá estar adormecido, mas também o resto da Europa se encontra aconchegada no regaço de uma ama-seca intratável que dá pelo nome de Angela. Quando os sinos tocarem a rebate o despertar será bem amargo!
A cadeia de supermercados Pingo Doce venceu o 1º de Maio por 1-0 no Dia do Trabalhador. As promoções da cadeia -- a compra de 100 euros de produtos proporciona um desconto de 50 por cento -- levou a uma afluência anormal às lojas da cadeia Pingo Doce na área da Grande Lisboa, quiçá maior em todo o País que os ajuntamentos das centrais sindicais da UGT e da CGTP.
Mas, muito mais interessante que as notícias que dão conta de bichas intermináveis, confrontos, distúrbios e produtos roubados e/ou espalhados pelo chão, são os comentários de leitores de alguns jornais diários on-line:
' O supermercado confirma "o entusiasmo e a euforia" dos clientes por causa de uma promoção de 50% de desconto.'Poder-se-á dizer que o proprietário da J.M. até ao momento ainda não parou de ter orgamos múltiplos.
Pobre que passa fome não tem 100 euros para alinhar nesta palhaçada.Contente vou ficar é com enchentes destas mas para pilhar os supermercados destes merceeiros de mer.da.Só prova que este País é constituido por um povinho de atrasados mentais que só tem o que merece.
Acho que esta promoção só demonstra que andamos a ser roubados todos os outros dias do ano! Como podem vender os produtos com 50% de desconto? Significa que nos outros dias os lucros cobrem esses valores, ou seja, margens de lucro brutais!
De manhã fui ao pingo doce e á tarde vou pôr um cravo na lapela e vou ao 1º de Maio beber umas minis e comer uma caracolada.Sou ou não sou um verdadeiro democrata tuga?Viva o 1º de MAIO!!!!!!hihihiih
poupaste quanto corno? la foi o lucro porque compraste cremes para cara da vaca da tua mulher meu cornudddddddddddoooooooooooooooooooo hiihihihihihihihihihihihihi
E aqui está uma pequena amostra do nosso Povo no Dia do Comprador, perdão, o Dia do Trabalhador...Só falta um joguinho de Futebol à noite para ser o dia perfeito...
Há 100 anos, mais ou menos por esta altura, o RMS Titanic embateu num icebergue no Atlântico Norte durante a sua viagem inaugural entre a Inglaterra e os Estados Unidos, numa noite serena, sem vento nem ondulação, entrando na lenda das grandes tragédias do mar.
Com 2.240 pessoas a bordo, o naufrágio resultou na morte de 1.523 pessoas, hierarquizando-o como uma das piores catástrofes marítimas de todos os tempos. O Titanic provinha de algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como "inafundável" - na verdade, um folheto publicitário de 1910, da White Star Line, sobre o Titanic, alegava que ele fora "concebido para ser inafundável". Foi um grande choque para muitos o facto de que, apesar da tecnologia avançada e experiente tripulação, o Titanic não só se tenha afundado como causado grande perda de vidas humanas. O frenesi dos meios de comunicação social sobre as vítimas famosas do Titanic, as lendas sobre o que aconteceu a bordo do navio, as mudanças resultantes no direito marítimo, bem como a descoberta do local do naufrágio em 1985 por uma equipa liderada pelo Dr. Robert Ballard fizeram a história do Titanic persistir famosa desde então.