Blogue de António (Tozé) Santos Costa. Pintor, Escritor, Jornalista, Coleccionador, Má-língua, Teimoso, Anarquista, contra tudo e todos, sempre a favor de quem se opõe não interessa a quê.
Agora que o meu blog chegou às 40 mil visualizações queria reactivá-lo em clima de festa. Infelizmente não dá. Soube, há pouco, que o meu amigo Moita "foi-se". "Desmaterializou-se" deste Mundo e do nosso convívio, embora não o visse há anos. No entanto, permanecem na memória as nossas tertúlias cujo assunto principal era gajas, gajas e mais gajas.
Diariamente lá chegava ele pelas 16h30 ao "nosso" café. Ele que saía às ... 17 horas do trabalho. Alto e esguio, consequência dos anos em que praticara hóquei em patins no Belenenses, o Moita papava o "bacalhau" pela calada. Obviamente que não era o bacalhau "fiel amigo" mas uma outra "espécie" facilmente compreensível pelo que atrás descrevi...Adiante...(Moita, podes confiar em mim que eu não abro o "livro"...eheheheh!)
Aos 60 e poucos anos, reformado, uma vida estável no solarengo Algarve, além dos amigos o Moita deixou mulher, filha e netos e aquele indispensável copo de uísque com muita água e gelo ao fim da tarde...
Muito se fala, escreve e publica que o Povo Português está resignado com as medidas de austeridade que o esmagam no dia-a-dia. Vou mais longe. Toda a Europa se encontra entorpecida com um dose de cavalo de "morfina" alemã desde que se desenvolveu esse embuste da Terra Prometida que é a União Europeia. Quanto mais se aprofunda essa ideia que nasceu do medo cobarde da França do General De Gaulle que a Alemanha se reerguesse com propósitos bélicos dos escombros do III Reich pior vão vivendo os cidadãos do Velho Continente, sobrecarregados por uma política direccionada para a obsessão de controlar os défices das contas públicas quando, como se sabe, todos os países devem dinheiro uns aos outros. O acordo Ronald Reagan-Margaret Tatcher, nos anos 80, que permitiu aos bancos escaparem ao controlo dos respectivos governos abriu a porta ao galope desenfreado de um mercado liberal elevado ao extremo, espezinhando na fúria da sua passagem as pessoas e as suas necessidades básicas. E os povos europeus, domados pelos encargos do dia-a-dia ditados por uma União tecnocrata e essa tenebrosa e abstracta imagem que são os "mercados" esvaíram-se da sua ancestral rebeldia. Não, não são apenas os portugueses que pouco ou nada reclamam e de vez em quando desfilam pelas avenidas em magotes ordeiros controlados pela Polícia, solicitados pelos sindicatos e olhados com desdém pelo Presidente da República e os membros do Governo. Onde estão os espanhóis que lutaram e morreram pela República? Onde estão os bascos, os catalães e os asturianos que queriam separar-se de Castela? Onde estão os franceses que mudaram as mentalidades com o Maio de 68? Onde estão os ingleses que obrigaram Tatcher a demitir-se devido a um simples imposto? Onde estão os irlandeses que interromperam a luta de séculos contra o colono inglês? Onde estão os húngaros e os checos que se revoltaram contra o urso soviético, soçobrando apenas ao serem esmagados pelas lagartas dos tanques do Exército Vermelho? Onde estão os polacos que encetaram a histórica luta nos estaleiros de Gdansk e fizeram estremecer o Pacto de Varsóvia? Onde estão os romenos que marcharam sobre Bucareste para depor o ditador Ceausescu? Onde estão os gregos da sangrenta guerra civil pós-II Guerra Mundial e da deposição da ditadura dos coronéis? Onde estão os lituanos, letões e estónios que enfrentaram a gigantesca Rússia? Onde estão os finlandeses da épica Guerra de Inverno com o seu vizinho comunista? Onde estão os italianos que penduraram Mussolini na praça de Milão? Onde estão os povos da ex-Jugoslávia, o único país que se libertou dos exércitos de Hitler sem ajuda externa e logo de seguida disseram "não" a Estaline? Onde estão os descendentes dos heróicos resistentes da Holanda, Dinamarca, Noruega e voluntários da Suécia. Portugal, é verdade, poderá estar adormecido, mas também o resto da Europa se encontra aconchegada no regaço de uma ama-seca intratável que dá pelo nome de Angela. Quando os sinos tocarem a rebate o despertar será bem amargo!
A cadeia de supermercados Pingo Doce venceu o 1º de Maio por 1-0 no Dia do Trabalhador. As promoções da cadeia -- a compra de 100 euros de produtos proporciona um desconto de 50 por cento -- levou a uma afluência anormal às lojas da cadeia Pingo Doce na área da Grande Lisboa, quiçá maior em todo o País que os ajuntamentos das centrais sindicais da UGT e da CGTP.
Mas, muito mais interessante que as notícias que dão conta de bichas intermináveis, confrontos, distúrbios e produtos roubados e/ou espalhados pelo chão, são os comentários de leitores de alguns jornais diários on-line:
' O supermercado confirma "o entusiasmo e a euforia" dos clientes por causa de uma promoção de 50% de desconto.'Poder-se-á dizer que o proprietário da J.M. até ao momento ainda não parou de ter orgamos múltiplos.
Pobre que passa fome não tem 100 euros para alinhar nesta palhaçada.Contente vou ficar é com enchentes destas mas para pilhar os supermercados destes merceeiros de mer.da.Só prova que este País é constituido por um povinho de atrasados mentais que só tem o que merece.
Acho que esta promoção só demonstra que andamos a ser roubados todos os outros dias do ano! Como podem vender os produtos com 50% de desconto? Significa que nos outros dias os lucros cobrem esses valores, ou seja, margens de lucro brutais!
De manhã fui ao pingo doce e á tarde vou pôr um cravo na lapela e vou ao 1º de Maio beber umas minis e comer uma caracolada.Sou ou não sou um verdadeiro democrata tuga?Viva o 1º de MAIO!!!!!!hihihiih
poupaste quanto corno? la foi o lucro porque compraste cremes para cara da vaca da tua mulher meu cornudddddddddddoooooooooooooooooooo hiihihihihihihihihihihihihi
E aqui está uma pequena amostra do nosso Povo no Dia do Comprador, perdão, o Dia do Trabalhador...Só falta um joguinho de Futebol à noite para ser o dia perfeito...
Há 100 anos, mais ou menos por esta altura, o RMS Titanic embateu num icebergue no Atlântico Norte durante a sua viagem inaugural entre a Inglaterra e os Estados Unidos, numa noite serena, sem vento nem ondulação, entrando na lenda das grandes tragédias do mar.
Com 2.240 pessoas a bordo, o naufrágio resultou na morte de 1.523 pessoas, hierarquizando-o como uma das piores catástrofes marítimas de todos os tempos. O Titanic provinha de algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como "inafundável" - na verdade, um folheto publicitário de 1910, da White Star Line, sobre o Titanic, alegava que ele fora "concebido para ser inafundável". Foi um grande choque para muitos o facto de que, apesar da tecnologia avançada e experiente tripulação, o Titanic não só se tenha afundado como causado grande perda de vidas humanas. O frenesi dos meios de comunicação social sobre as vítimas famosas do Titanic, as lendas sobre o que aconteceu a bordo do navio, as mudanças resultantes no direito marítimo, bem como a descoberta do local do naufrágio em 1985 por uma equipa liderada pelo Dr. Robert Ballard fizeram a história do Titanic persistir famosa desde então.