Em 11 de Setembro de 1999, às 21h35, nascia, sob a mesa da sala, o "Tomassas". Foi o primeiro de uma ninhada de três e depois de eu lhe ter pegado alapou-se à teta da mãe e por ali ficou durante horas e horas. O "Tomassas" é um "dandy", anda sempre impecavelmente cuidado e lustroso. É ciumento com os outros gatos e reclama do dono uma atenção (quase) permanente quando está acordado. É especialista em "turrinhas" e odeia que lhe cante a horripilante "atirei o pau ao gato..."
Blogue de António (Tozé) Santos Costa. Pintor, Escritor, Jornalista, Coleccionador, Má-língua, Teimoso, Anarquista, contra tudo e todos, sempre a favor de quem se opõe não interessa a quê.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
"TOMASSAS" faz 14 anos
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
A PILA DO SPARTACUS
Spartacus é uma figura mítica da revolta dos escravos contra Roma. Vi o filme há muitos anos, com o inesquecível Kirk Douglas a interpretar o famoso rebelde, e soube, recentemente, que a Fox estava a passar essa história por episódios.
Esta noite, num zapping casual, encontrei finalmente o Spartacus. Nem a propósito. Apanhei uma cena em que ele (acho eu que era o trácio) se levantava da cama e dizia para uma mulher nua com um ar de enjoada até ao tutano: "Senti as tuas ancas mexer. Acho que começas a gostar de sentir a minha pila dentro do teu corpo".
Mudei de canal, não por moralismo mas por desinteresse destas retóricas de alcova, com a promessa que nunca mais gozo com os diálogos indigentes de séries portuguesas como "Pedro e Inês" ou "O Processo dos Távoras" ressuscitados pela RTP2.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
FÁTIMA; FUTEBOL, FADO E...
Os fundamentalistas politicamente destros ou canhotos não vêem para além dos seus dogmas. E inventaram essa falácia de que no Estado Novo os três mandamentos do Povo (como há tantos porta-vozes dele que por aí proliferam...) eram o Fado, Fátima e o Futebol. Hoje em dia, uns tantos arautos dos denominados "indignados" bradam aos ventos que se voltou ao passado dos 3F.
Santa ignorância.
No anterior regime, o Fado chegou a ser proibido de se cantar de improviso, sem que as letras passassem pela Censura. O Futebol profissional não foi permitido pelo Estado Novo até finais dos anos 60. Fátima nunca foi consensual na Igreja e existiram dentro da mesma correntes de opinião díspares e contraditórias sobre a veracidade das aparições.
Em suma, a tríade dos 3 F não passa nem nunca passou de um mito urbano que se usa quando se pretende distorcer a realidade.
O Povo (como dá jeito esta palavra tão utilizada por candidatos a novos caciques de costumes e capatazes de ideias) não é parvo, não senhor.
Quando existe qualidade na Cultura, ele, o dito Povo, larga o conforto dos sofás, o remanso do lar, a tarde na praia, a telenovela, o jogo de futebol, a peregrinação a Fátima ou uns fados na tasca mais perto de si (dele), e faz uma romaria à exposição de Joana de Vasconcelos, no Palácio Nacional da Ajuda, aguentando horas numa bicha e desembolsando uns euros tão preciosos em tempos de crise para admirar, gostar ou não gostar, umas quantas obras de arte.
Afinal, o Povo (uff, se não fosse esta denominação tão politicamente usurpada) não é tão alienado e obtuso como destros ou canhotos da política o pretendem qualificar. Dêem-lhe, isso sim, arte em todo o seu esplendor e não lhe vendam gato por lebre...
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
Entrevista a LURDES SANTANA, a cantora que foi e veio: "NUNCA DEI UM MAU ESPECTÁCULO !"
Lurdes Santana é Touro. De signo. Nunca desiste das suas ideias. É cantora. Tem uma bela voz. Clara e limpa. Emigrou para França em 1971. Voltou há pouco para Portugal. Tem público em França e não só. Adora o seu País, os espectáculos, a música, o filho Julian, o "homem da sua vida" e está cheia de projectos para novos êxitos. E vêm aí surpresas.
Vejamos. Melhor, leiamos:
-- Lu, nasceste para a música?
-- NÃO SEI SE NASCI PARA A MÚSICA MAS SEMPRE GOSTEI MUITO DE OUVIR E CANTAR. É UM FACTO QUE A MUSICA ME TRANSFORMOU, ESPECIALMENTE DESDE 1991, DATA EM QUE COMECEI A FAZER ESPECTÁCULOS E, MAIS TARDE, EM 1992, QUANDO GRAVEI O MEU PRIMEIRO TRABALHO EM CASSETE, COM O TITULO " MEU POVO ALEGRE".
-- O que te deu para começares a cantar?
-- EM FRANÇA, NO INÍCIO DOS ANOS 91, COMECEI COM UM CONJUNTO TÍPICO DE MUSICA PORTUGUESA CHAMADO "NOSTALGIA". OUVI NA RÁDIO QUE ESTE GRUPO PROCURAVA UMA VOCALISTA E APRESENTEI-ME PARA FAZER UM "CASTING". FUI COM A MINHA IRMÃ ZAZA E NO FIM FICÁMOS AS DUAS...
-- Cantarolavas quando eras miúda?
-- SEMPRE ADOREI CANTAR. AINDA ME LEMBRO DE O MEU QUERIDO E FALECIDO PAI ME PROIBIR DE CANTAROLAR "A DESFOLHADA", DA SIMONE DE OLIVEIRA, POIS ELE CONSIDERAVA QUE ERA UMA CANÇÃO MUITO ADULTA PARA SER CANTADA POR UMA CRIANÇA. CANTAROLAVA TUDO QUE OUVIA NA RÁDIO. JÁ ERA O BICHINHO A ALICIAR-ME.
-- Quando pensaste em cantar a sério?
-- LEVEI DESDE SEMPRE O MEU TRABALHO NA MÚSICA MUITO A SÉRIO. TEMOS UMA GRANDE RESPONSABILIDADE FRENTE AO PÚBLICO E DEVEMOS RESPEITÁ-LO. É UMA ACTIVIDADE QUE NÃO É FÁCIL, CONTRÁRIO DO QUE MUITA GENTE PENSA. É DIFÍCIL CATIVAR O PÚBLICO PORQUE EXISTEM MUITOS GÉNEROS DIFERENTES DE PÚBLICO.
-- Foste influenciada por alguém nessa fase?
-- SIM, ALGUNS ARTISTAS FASCINARAM-ME NO INÍCIO DA MINHA VIDA ARTÍSTICA, COMO LINDA DE SUZA, DALIDA, JÚLIO IGLÉSIAS, ENTRE OUTROS...
-- Lembraste da tua primeira música?
-- CLARO QUE ME LEMBRO... INTITULAVA-SE "O MEU POVO ALEGRE" O MEU PRIMEIRO TRABALHO GRAVADO EM CASSETE. ERA UMA CANÇÃO MUITO ALEGRE QUE DESCREVE EXACTAMENTE O QUE É UM PORTUGUÊS.
-- A música era o teu maior amor?
-- MAIOR AMOR NÃO DIRIA, MAS MAIOR PAIXÃO SEM DÚVIDA ALGUMA. ABRAÇO A MINHA CARREIRA HÁ 23 ANOS COM MUITO CARINHO E MUITA ESTIMA DO PUBLICO EM TODA A PARTE.
-- E se não tivesses ido por aí? Pela música, claro...
-- É A PRIMEIRA VEZ QUE ME COLOCAM ESTA PERGUNTA. PROVAVELMENTE TERIA CONTINUADO NA EMPRESA QUE ABRI NA ALTURA, ESPECIALIZADA EM SEGURANÇA COM CÃES OU TALVEZ COMO SECRETARIA DE DIRECÇÃO, O QUE FIZ DURANTE ALGUNS ANOS EM PARALELO COM A MUSICA. PARA MIM, NA ALTURA, A MÚSICA REPRESENTAVA UM SUPLEMENTO DA MINHA ACTIVIDADE PROFISSIONAL.
-- És mais conhecida em França que em Portugal, certo?
-- EM FRANÇA FUI MUITO CONHECIDA, POIS FOI LA QUE COMECEI A CANTAR AO LADO DE GRANDES NOMES DA MÚSICA PORTUGUESA. NO INÍCIO, FIZ A PRIMEIRA PARTE DE ALGUNS DELES E MAIS TARDE, JÁ COMO ARTISTA PRINCIPAL, ENCHIA AS SALAS. OS EMIGRANTES ERAM MUITO MAIS SAUDOSISTAS DO QUE HOJE E COMPRAVAM OS NOSSOS TRABALHOS. HOJE, É MAIS DIFÍCIL, JÁ NÃO SE CONVIVE TANTO NAS ASSOCIAÇÕES PORTUGUESAS E OS JOVENS PREFEREM AS DISCOTECAS E BARES.
FOI SÓ A PARTIR DE 1997 QUE COMECEI A SER CONVIDADA PARA FAZER ALGUNS ESPECTÁCULOS EM PORTUGAL E TAMBÉM PROGRAMAS DE TELEVISÃO E RÁDIO. QUERO AGRADECER DO FUNDO DO CORAÇÃO A TODOS AQUELES QUE ACREDITARAM EM MIM E QUE PASSARAM MUITO AS MINHAS MÚSICAS. NÃO POSSO CITAR TODOS, MAS O PEDRO VIEIRA, DA RENASCENÇA, O JAIME FERREIRA DE CARVALHO, DA COMERCIAL, O ROGÉRIO BATALHA, DE MAFRA, ETC., A TODOS ELES FICO ETERNAMENTE GRATA.
-- É difícil estar fora do País?
-- GOSTO IMENSO DE PORTUGAL É O MAU PAÍS E SINTO MUITO ORGULHO DESTE PAÍS MARAVILHOSO ONDE EU NASCI. SOU "MOURA", DO BAIXO ALENTEJO, UMA LINDA TERRA E TAMBÉM GENTE BOA. É A TERRA DOS MEUS PAIS E SINTO MUITO ORGULHO QUANDO LÁ VOU ACTUAR. SAIR, IR TRABALHAR PARA O ESTRANGEIRO É SEMPRE MUITO COMPLICADO. DEIXAR O NOSSO PAÍS, OS AMIGOS E FAMILIARES É TRISTE. MAS QUANDO SE TEM UMA ACTIVIDADE COMO A MINHA É MAIS FÁCIL PORQUE PODEMOS VOLTAR SEMPRE PARA MATAR AS SAUDADES E APROVEITAMOS PARA ENTRAR EM ALGUNS ESPECTÁCULOS. OS MEUS PAIS EMIGRARAM PARA FRANÇA NOS ANOS 70; UM ANO DEPOIS FUI EU E A MINHA IRMÃ. AINDA ME LEMBRO COMO FOI DIFÍCIL DEIXAR OS MEUS AVÓS. MAS DEPRESSA ME HABITUEI. COMECEI A ESTUDAR, FIZ AMIGOS E ESTAVA PERTO DOS MEUS PAIS ... MAIS TARDE CASEI COM UM FRANCÊS E NASCEU O MEU FILHO JULIEN, QUE ADORO. MAS É UM SENTIMENTO ESTRANHO SENTIR-SE OBRIGADO A DEIXAR O PAÍS ONDE VIVEMOS E DE QUE GOSTAMOS PARA IR TRABALHAR PARA UM LUGAR ESTRANHO. É PRECISO MUITA CORAGEM. POR ISSO ORGULHO-ME MUITO DOS PORTUGUESES QUE AINDA HOJE O FAZEM ...
-- Parece-me que te apreciam muito em França. Verdade?
-- É VERDADE QUE A FRANÇA ME ABRIU OS BRAÇOS E ME DEU ALEGRIAS INFINITAS E QUE TENHO LÁ UM PÚBLICO FIEL QUE GOSTA MUITO DE ME OUVIR CANTAR. JÁ ME ACARINHA HÁ 23 ANOS. NUNCA ENTREI NESTA PROFISSÃO PARA SER UMA VEDETA. PELO CONTRÁRIO, SOU UMA PESSOA MUITO HUMILDE E AMIGA DOS MEUS COLEGAS E AMIGOS. QUEM ME CONHECE SABE BEM QUE DIGO A VERDADE .... A HUMILDADE É UMA GRANDE RIQUEZA. SABER ESTAR NO SEU LUGAR É MUITO IMPORTANTE. INFELIZMENTE MUITO BOA GENTE E ATÉ COLEGAS TENDEM A ESQUECER ISSO. DEVERÍAMOS SER MAIS UNIDOS UNS COM OS OUTROS, SEM CIÚMES NEM HIPOCRISIAS.
-- A carreira tem sido um êxito económico também?
-- LEMBRO-ME DE VIVER DA MÚSICA DURANTE DEZ ANOS QUANDO OS ESPECTÁCULOS, QUER EM PORTUGAL QUER NO LÁ FORA, APARECIAM SEM GRANDES DORES DE CABEÇA. HOJE JÁ NINGUÉM PODE DIZER O MESMO, A NÃO SER 2 OU 3 NOMES SONANTES QUE VÃO TENDO MAIS TRABALHO. MAS VIVER EXCLUSIVAMENTE DA MÚSICA TORNOU-SE MUITO DIFÍCIL DERIVADO À SITUAÇÃO CATASTRÓFICA QUE ESTAMOS A VIVER NO NOSSO PAIS. MAS LÁ FORA TAMBÉM SE COMEÇA A SENTIR A FALTA DE VERBAS PARA PAGAR OS ARTISTAS.
-- Qual foi o teu maior sucesso?
-- EU DIGO SEMPRE QUE O MEU MAIOR SUCESSO FOI QUANDO PISEI O PALCO PELA PRIMEIRA VEZ COMO PROFISSIONAL E JÁ LA VÃO 23 ANOS. MUSICALMENTE, ALGUMAS CANÇÕES PODIAM TER FEITO A DIFERENÇA. E ALGUMAS ATÉ FIZERAM NO MOMENTO, MAS NÃO O SUFICIENTE, TALVEZ POR FALTA DE UMA BOA EDITORA NA ALTURA QUE PUXASSE PELO SUCESSO QUE ELAS MERECIAM, POIS SEMPRE TIVE O CUIDADO DE ESCOLHER CUIDADOSAMENTE OS TEMAS. AS BOAS EDITORAS FAZIAM-SE PAGAR BEM CARO E POR ISSO QUASE SEMPRE PREFERI SER PROMOTORA, EDITORA E PRODUTORA. APESAR DISSO, AINDA HOJE TENHO ABERTAS AS PORTAS DAS MELHORES RÁDIOS DO PAÍS E DE ALGUNS JORNAIS.
ACREDITO NO SUCESSO QUE PODE FAZER O MEU ÚLTIMO ÁLBUM QUE É COMPOSTO POR 11 TEMAS CANTADOS EM ESPANHOL, PORTUGUÊS E FRANCÊS E ESTOU A CONTAR COM O APOIO DAS RÁDIOS, ONDE ALGUMAS CANÇÕES JÁ TOCAM E NOS PROGRAMAS DE TV.
-- Mudaste muito o teu visual...Porquê?
-- TENHO MUITO CUIDADO COM A MINHA IMAGEM EM PALCO. GOSTO DE VARIAR OS ESTILOS E ATÉ A COR DO CABELO...AGORA É LOIRO E ACHO QUE VOU MANTÊ-LO ASSIM. O MEU PUBLICO, AMIGOS E FAMILIARES APROVAM.
-- Muitos espectáculos e viagens programados para o futuro?
-- TENHO PERSPECTIVAS PARA VOLTAR A CANTAR NO ESTRANGEIRO, ONDE JÁ ACTUEI MUITAS VEZES EM LONDRES, FRANÇA, SUIÇA, ALEMANHA E MÓNACO, MAS GOSTAVA DE IR MAIS ALÉM FRONTEIRAS, AO CANADÁ, MÉXICO, ESTADOS UNIDOS, BRASIL, ETC ... SERÁ A SURPRESA PARA 2014 ...
-- O teu próximo projecto qual é?
-- UM ARTISTA NUNCA PÁRA. NEM PODE. TEM QUE ESTAR SEMPRE COM NOVOS PROJECTOS EM MENTE E EU GOSTAVA DE GRAVAR EM 2014 UM SUPER ÁLBUM COM MUSICAS LATINAS EM ESPANHOL E PORTUGUÊS. SÃO MUSICAS QUE MEXEM COM A MINHA SENSIBILIDADE MUSICAL E NUNCA ESTÃO FORA DE MODA.
-- Qual o espectáculo do qual guardas melhores recordações?
-- TODOS OS MEUS ESPECTÁCULOS ME EMOCIONAM IMENSO. NUNCA ME LEMBRO DE TER TIDO UM MAU ESPECTÁCULO. SÃO TODOS DIFERENTES, TALVEZ UNS MELHORES QUE OUTROS, DEPENDE DOS LOCAIS, DO PÚBLICO OU SE TENHO BAILARINOS OU BAILARINAS. MAS FICAM SEMPRE EXCELENTES RECORDAÇÕES.
-- Os portugueses têm evoluído na música?
-- DEVO SER SINCERA: A MÚSICA PORTUGUESA ESTÁ COM MAIS QUALIDADE. EXISTE, TALVEZ, MAIS CUIDADO NA ESCOLHA DAS LETRAS E DAS MÚSICAS E TAMBÉM PENSO QUE O PUBLICO É MAIS EXIGENTE.
-- Até quando em França?
-- ESTOU DE NOVO RADICADA EM PORTUGAL, MAIS PRECISAMENTE EM LISBOA, E NÃO PENSO VOLTAR A VIVER EM FRANÇA. IREI LÁ, SIM, PARA TRABALHAR SEMPRE QUE FOR SOLICITADA PELA COMUNIDADE PORTUGUESA. ASSIM TAMBÉM APROVEITO PARA MATAR SAUDADES DOS AMIGOS QUE LÁ DEIXEI.
-- A vida tem-te sorrido?
-- NÃO GOSTO DE SER PESSIMISTA MAS SIM POSITIVA E NUNCA PERCO A ESPERANÇA QUE AMANHÃ PODE SER MELHOR. DENTRO DO POSSÍVEL SOU UMA LUTADORA PARA A VIDA. SOU DO SIGNO "TOURO" E, COMO TAL, NÃO OLHO NUNCA PARA TRÁS. PARA A FRENTE E QUE É O CAMINHO, SEMPRE COM FÉ EM DEUS, QUE ME TEM AJUDADO BASTANTE. POR ISSO HOJE SOU O QUE SOU E SINTO-ME UMA MULHER MUITO FELIZ AO LADO DE UM HOMEM MARAVILHOSO QUE ME DÁ MUITA FORÇA E CORAGEM E PARTILHA CADA DIA DA MINHA VIDA .. ..
ESTOU MUITO FELIZ POR VOLTAR AOS PALCOS E RECUPERAR O LUGAR QUE DEIXEI. ESPERO QUE VENHAM ASSISTIR AOS MEUS ESPECTÁCULOS, QUE OUÇAM AS MINHAS CANÇÕES E QUE ELAS VOS SIRVAM DE INSPIRAÇÃO. APELO TAMBÉM À HUMILDADE E À SOLIDARIEDADE DE TODAS AS PESSOAS E ARTISTAS POR UMA VIDA MELHOR. FIQUEM, EM SUMA, ATENTOS AO NOME DE "LURDES SANTANA" E AO ÚLTIMO ÁLBUM... "E SE FALÁSSEMOS DE AMOR".
Pois bem, falámos com a Lurdes Santana. Agora vamos ouvi-la. Ok?
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Entrevista a ANABELA QUENTAL, directora da "BOA ESTRELA": "Devo ter costela de padre"
Anabela Quental é a directora da revista "Boa Estrela". Uma publicação do "outro mundo". Como ela. A Anabela, claro. Poderia ter sido uma estrela de cinema se os "caçadores de belezas" não andassem a dormir. Além disso é daquelas pessoas com quem se simpatiza não se sabe bem porquê. Mas pela foto adivinha-se uma noção do tal "porquê". Há 19 anos que se empenha na lufa-lufa de ter pronta para as bancas mais uma edição. Já vai nas 230. Mais ou menos. É obra. Ah, também escreveu o livro "Contos do Além". E agora o diálogo, não só separado pelas perguntas e respostas mas também pelo Acordo Ortográfico. Ela adotou-o mas eu não abdico do "p"... Pffff!
-- Como apanhaste o "bichinho" do Jornalismo?
-- Desde que me conheço por gente que gosto de escrever. Andava no liceu e fazia redações para os meus colegas- adequadas ao estilo de cada um deles. Em compensação eles passavam-me os testes de Matemática, mas nem a copiar conseguia tirar positiva… Entretanto fui continuando a escrever, trabalhei num Infantário 8 anos, mais 8 anos nas Páginas Amarelas, até que um dia, quando fiz 37 anos, disse para comigo: «ou sais agora e fazes aquilo de que gostas, ou então estás condenada a passar a vida inteira a ganhar bem, mas sem realizações!». E saí!
-- O que te levou a entrar num projecto como a "Boa Estrela"?
-- Mera coincidência. Fui a uma banca e comprei uma revista que costumava ler: a «Crónica Feminina». Pediam um fotógrafo. Como tinha tirado um curso de fotografia, resolvi ir à sede da revista e oferecer-me para o lugar. Falei com a diretora, que se mostrou recetiva, e disse-lhe que, caso quisesse, também poderia fazer os textos. Ela aceitou (embora nunca me tenham pago…), e posteriormente disse-me que havia uma empresa que estava a pedir um projeto para uma revista esotérica. Fiz o projeto da edição 0, que acabou por ser a edição nº 1. E já lá vão quase 20 anos…
-- É uma revista fora do que é normal ler-se, não achas?
-- Sim, de facto é. Mas os conteúdos têm imensa aceitação, até porque em outros países existem revistas idênticas.
-- Acreditas, no fundo, em tudo o que publicas?
-- Eu coloco-me sempre na posição de observadora. Seria de mau tom envolver-me, até por uma questão de equilíbrio pessoal.
-- Tens muita gente a pedir-te conselhos?
-- Muita! Mesmo os amigos mais chegados… Eu costumo dizer que devo ter uma costela de padre, porque toda a gente me confessa segredos. Até pessoas ligadas à televisão, cantores, atores, etc., guardam qualquer coisa para contar depois de eu desligar o gravador.
-- Alguns dos temas não os consideras contra-natura?
-- Porquê?... Tudo aquilo que é publicado tem fundamento! Mais «anti-natura» são as revistas que fazem primeiras páginas a invadir a privacidade alheia.
-- O que te levou a enveredar por essa temática?
-- Considero interessantes estas matérias, embora reconheça que se tornam cansativas, porque não há descanso. Mas aceitei o desafio, e fui por aí fora durante estes 19 anos, que passaram a correr.
-- És religiosa no sentido tradicional do termo?
-- Diria que não. De qualquer maneira, se há alguma religião com a qual me identifico um pouco, será com o Budismo.
-- Segues na prática o que aconselhas aos outros?
-- Normalmente não. Mas confesso que também não peço conselhos a ninguém- tento resolver os meus problemas sozinha. Bem ou mal, tenho-os resolvido!
-- Vês as pessoas como um todo ou individualizas?
Individualizo. Cada pessoa é diferente da outra; não existem duas pessoas iguais!
-- Essa tua filosofia de vida ajuda-te no dia-a-dia?
-- Sim, de certa forma. Mas nos poucos momentos que tenho livres tento libertar-me desses pensamentos (embora não seja fácil…)
-- És uma apaixonada pela arte e também pela arte de viver?
-- Sou mais apaixonada pela arte de viver do que propriamente pela arte. Sou extremamente curiosa e, por exemplo, quando viajo, prefiro falar com pessoas do que andar a ver museus.
-- A "Boa Estrela" vai ficar por aqui ou pretendes desenvolvê-la?
-- Sim, pretendo desenvolvê-la. É uma revista que tem milhares de leitores e que coordeno desde o início. Não pretendo desiludir os leitores!
-- És mais influenciada pela Filosofia ou pela Natureza?
-- Diria que por ambas… A natureza é o complemento da filosofia. E a filosofia é o complemento da natureza. Quando o espírito se ocupa com questões laborais, está mais influenciado pela filosofia. Quando se liberta, entra a influência da natureza.
-- Vives segundo dogmas ou ao sabor dos acontecimentos?
-- Completamente ao sabor dos acontecimentos! Evito pensar no passado e no futuro. Acho que as «recordações», por melhores que sejam, são sempre negativas.
-- Viveste alguma experiência "sobrenatural"?
-- Sobrenatural, não. Mas tive dois casos na minha vida que foram marcantes pela premonição que envolveram.
-- Tiveste conhecimento de alguma através de alguém?
-- Ui, tantos!!!... Aliás, escrevi um livro, «Contos do Além», que é baseado em relatos verídicos de histórias que me foram contadas- umas por pessoas amigas, outras por pessoas que mal conhecia.
-- Alguma te impressionou?
-- Acho que perdi a capacidade de me impressionar. Ouço, registo e guardo esses relatos na memória. Possivelmente para morrerem comigo, ou então para escrever muito mais livros.
-- Nesta altura de crise, também existencial, procuram-te mais?
-- Sim, de facto existe uma tentativa por parte das pessoas de procurar «socorro». Mas é curioso: procuram-me mais por motivos amorosos do que propriamente financeiros…
-- O que te falta realizar para te realizares plenamente?
-- Acho que o ser humano nunca está plenamente realizado… Quando tem dinheiro não tem amor, quando tem amor não tem saúde, quando tem saúde não tem dinheiro… Quando está bem há sempre alguém ao lado que sofre… Enfim, faz parte da natureza do homem estar sempre à procura de «algo mais». Tenho plena consciência de que nunca estarei realizada!
That´s all, folks! Por agora...
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domingo, 11 de agosto de 2013
"DOLFA" faz 12 ANOS
Entra hoje no seu 12º ano de existência a minha gata "Dolfa". Nasceu cá em casa, filha da "Nika", que faleceu recentemente, e do "Jack Patolas the Ripper". E tudo mudou desde que veio ao Mundo dentro do guarda-roupa esta bichana tartaruga cinzenta, amarela e branca. Alegre e irrequieta, transformou a casa num reboliço permanente com as suas corridas e brincadeiras felinas. É uma trepadora por excelência a cortinados, móveis e janelas. Tem uma paixão: o "Tomassas", outro gatuxo aqui da família, que também demonstra um grande fraquinho por ela e retribui de forma romântica. Apesar de todas estas tropelias é um doce quando quer. Não é, "Dolfa"?
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
"AS MINHAS ARMAS" - MG42
A MG-42 era uma autêntica máquina de arrasar quem lhe aparecesse pela frente. A sua fantástica cadência de tiro de 1200 (mil e duzentas) munições por minuto alimentadas por fitas era um avanço em relação à sua antecessora MG-34 e superava inclusivamente a mais moderna HK-21. Natural da Alemanha, obviamente, a Maschinengewehr 42, nome de baptismo e MG-42 para os "amigos", entrou ao serviço do exército alemão em 1942, na frente Leste e no Norte de África, revelando-se desde logo como a melhor e mais eficaz metralhadora ligeira da II Guerra Mundial.
Produzida pela Metall und Lackierwarenfabrik Johannes Großfuß AG (estes nomes alemães, ai ai), a MG-42 só não contribuiu para um maior número de vitórias germânicas devido ao reduzido número saído das fábricas em comparação com as suas "inimigas" russas, americanas e inglesas. De fácil manuseamento, fiável e certeira a 1000 (mil) metros, o seu uso era apreciado pelo atirador, confiante na velocidade de saída do projéctil, na ordem dos 770 metros por segundo,
Em 1962 a MG42/59 de 7,62 mm começou a substituir as antigas metralhadoras ligeiras Dreyse m/937 como arma de apoio directo dos Pelotões de Infantaria do Exército Português. Em 1968 as MG42 começaram a ser complementadas pelas HK-21. O objectivo seria a substituição completa das MG42 pelas HK21. No entanto as MG42 foram sempre mais apreciadas pelos militares portugueses e acabaram por se manter em serviço até à actualidade.
Os americanos, impressionados com a qualidade e eficácia da MG-42, utilizaram-na como base para a concepção da M-60, embora reduzindo-lhe a cadência de tiro.
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