domingo, 20 de fevereiro de 2011

AS PESSOAS E OS ANIMAIS

Tenho andado um bocado neurótico devido a várias circunstâncias. A (falta de) saúde do meu pai preocupa-me muito, há coisas que não me têm corrido bem e também não esperava a reacção de uma pessoa em relação a um gesto que tive com ela. Por estas e por outras a disposição não tem sido a habitual e têm sido raras as minhas habituais brincadeiras. No entanto, se as pessoas já não me desiludem, embora pontualmente ainda aconteçam algumas pequenas surpresas, porque já sei o que a casa gasta, como se costuma dizer, felizmente que tenho os animais junto a mim. Ao contrário das pessoas a quem tenho, se me apetecer, de explicar tim-tim- por-tim-tim os motivos pelos quais ando aborrecido, os meus gatos entendem imediatamente o meu estado de espírito e agem em conformidade com ele. Não são necessárias palavras nem gestos, desabafos nem queixumes. Eles sabem, muito melhor que as pessoas, dar-me toda a atenção, prestar-me o devido apoio na hora e, por fim, animar-me com a sua atitude cúmplice e revigorante.
Há dois ou três dias, encostei-me no sofá um bocado desanimado, algo que não é comum na minha pessoa. De imediato, a minha gata Nikita se aproximou, sentou-se à minha beira com os seus olhos grandiosos fixos em mim, e assim se manteve, quieta e muito atenta, até que lhe dirigi a palavra, falei com ela e o "mau tempo" passou.
Por acaso consegui captar esse momento fantástico de compreensão animal para com o seu dono e aqui está o resultado:
Elucidativa a expressão da minha Nikita, não é? 

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