terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vazio...Silêncio...


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Saudades !

Quando por aqui passares fica sabendo que tenho saudades tuas e dói-me o vazio da tua ausência! 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DESNAMORADOS !


Eles são felizes como desnamorados. O que é este neologismo de desnamorados? São desnamorados, pronto. Ele nunca pediu namoro a ninguém apesar de ter casado três vezes e unido de facto umas dez. Nunca as contou e a memória já não anda grande coisa. Ela jura a pés juntos por todos os santinhos que não está apaixonada. Percebe-se. Se vocês o conhecessem também não estariam. O desnamoro dura há cinco anos e tem subido gradualmente de cumplicidade. Conversam, falam, riem-se e poucas vezes desconversam. Gostam de estar juntos a dizer o que pensam ou a não pensar o que dizem... Mas isso tanto faz porque se sentem felizes assim. 
Poderão filosofar alguns que o desnamoro é como o descafeínado, a coca-cola light, o leite desnatado, o pneu sem câmara de ar ou a cerveja sem álcool. No entanto, também se poderá contrapor que é como um céu sem nuvens, um mar sem ondas ou uma rosa sem espinhos. 
O desnamoro é como a alheira de Mirandela. Parece que é mas não é e no entanto não deixa de ser. Um truque de judeus para cristão ver...
Se Ele e Ela estão bem assim para quê mudar ou complicar? 
Podia ser diferente? Podia, mas não era a mesma coisa...
Não é assim, Ó?...
(Vá lá, ri-te, cara gira, linda, sem vergonha...ahahahahah)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

R.I.P Fátima !


Éramos amigos há quase vinte anos e andávamos sempre a embirrar um com o outro. Sem nunca nos zangarmos, claro. Dizia-lhe sempre "que mau feitio que tens, Fátima, não sei como te conseguem aturar". Ela respondia-me sempre do mesmo modo: "Olha quem fala !". Passámos dezenas de serões juntos com amigos e amigas comuns. Alguns deles em minha casa. Conversas despretensiosas para passar o tempo e rirmos de algumas cenas aqui do sítio. Cumprimentava-mo-nos só com um dedo. O mais pequenino. Quase como um código maçónico. Nessas dezenas ou centenas de noitadas cimentámos a amizade que já provinha de outras amizades. Soube há quase dez anos que ela sofria de uma doença persistente. Mas andava bem. Até há mais ou menos um ano. A partir daí começou a definhar de dia para dia. Ainda há pouco tempo a via vir da praia com o filho e mais quatro crianças que lhes foram atribuídas à sua guarda pelo tribunal. Metia-me com ela. "Estás a ficar um modelo", gracejava. No entanto, no íntimo, não augurava nada de bom. Já vira muita gente deixar o nosso convívio assim aos poucos para me enganar no "diagnóstico". Admirava a coragem dela.  Não se rendia ao Destino. Fazia uma vida absolutamente normal e intensa. Há poucos anos calhou-me a mim uma daquelas crises de saúde que não desejo a ninguém. Mal me levantava da cama ou do sofá. Eis que um dia a Fátima e a Aida entraram pela minha casa dentro e limparam tudo de uma ponta à outra. Nunca esquecerei essa atitude. Amigo não é quem o diz, é quem FAZ. E ela e a Aida fizeram-no. 
Agora a Fátima "partiu". Aos 40 anos. Talvez nem tanto. Não sou crente e, portanto, não sei para onde foi. Se o Céu existe ela será uma das condóminas do Paraíso. De uma coisa estou certo: nunca o São Pedro recebeu uma refilona assim. Mas no fim irão ficar Amigos. Como eu e ela. 
Descansa em Paz, Fátima! Amiga !

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ELA não está apaixonada !

Friamente, só como as mulheres sabem sê-lo, Ela disse-lhe com a maior naturalidade deste mundo: "Não estou apaixonada por ninguém!". Ele, apanhado de surpresa, ficou boquiaberto, sem reacção, o sangue congelado nas veias, os pêlos da espinha eriçados, as unhas descoloridas, os cabelos caídos como as orelhas de um cão abandonado pelo dono, as pernas trôpegas, os braços dormentes, os lábios cerrados, a barba mais esbranquiçada, os olhos turvos de lágrimas ou do raio do suor deste malfadado tempo abafado, o nariz dilatado para oxigenar mais eficazmente a dolorosa decepção fungava a sinusite, a língua secou como um bacalhau nas salinas de Aveiro, o estômago contraiu-se num nó susceptível de enforcar a angústia que o invadiu, os pés esfriaram ao nível do nariz de um urso polar, a voz bloqueou entre as amígdalas, dois dentes despenharam das gengivas subitamente enrugadas, os pulmões reclamavam por mais O2 que o existente naquela atmosfera saturada de fumaradas de escapes subornados na inspecção dos veículos, um tique nervoso súbito fez o braço direito atirar com o cinzeiro para o chão, onde se desfez em mil pedaços voadores tal como o coração dele após a terrível revelação dela, os pensamentos rodopiavam num turbilhão idêntico ao Katrina que destruiu Nova Orleães e o seu primeiro impulso foi pedir emprestado o skate ao miúdo filho da vizinha do prédio de lado para embalar pela avenida abaixo em velocidade gradualmente acelerada e esmagar o corpo minado por um espírito arrasado e incapaz de reagir contra o prédio meio quilómetro mais abaixo e colocar um termo ao sofrimento atroz que ela tão cruelmente lhe causara. 
E depois...

domingo, 11 de setembro de 2011

Aniversário do TOMASSAS e da FLUFA !


Tuta

Flu
Às 21h35 do dia 11 de Setembro de 1999 nascia em minha casa o Tomassas Tuta the Tuba, o primeiro filho da Nika e do (falecido) Bolacha. A mãe persa farfalhuda torcia-se com dores de parto sob a mesa da sala de jantar da altura, "chamando-me" para socorrê-la enquanto se debatia para dar à luz o rechonchudo filhote. O Bolacha veio rapidamente para junto da "mulher" e lambia-a carinhosamente no intuito de acalmá-la mas, curiosamente, ele parecia ainda mais ansioso. 
Finalmente, após muitos esforços, o Tomassas Tuta the Tuba viu a luz do dia, neste caso das lâmpadas porque já era de noite, e assim que a mãe rompeu e comeu a placenta lá fui ele muito rapidamente mamar na teta da progenitora. Talvez por eu lhe ter pegado durante vários minutos, enquanto o irmão Nocas não nascia, ainda hoje ele é o meu gato mais carinhoso, que anda sempre à minha volta e demonstra uns ciúmes desgraçados de cada vez que outro gato se aproxima de mim. 
Nunca vai dormir sem me desejar "boas noites", se estou sentado não sai das minhas pernas e de vez em quando vem dar-me umas "turras" e lamber-me os queixos, desde que cortei os bigodes. 
O Nocas dei-o, melhor ofereci-o, a uma ex-"unida de facto" com quem vivi uns dois anos, era todo preto e cada vez que o via em casa dela vinha deprimido por me ter separado dele. 
Logo a seguir ao Nocas, saiu cá para fora o Flufa Flu the Fu, uma gorducha exótica mesclada de presto e amarelo, sempre atenta a tudo e mandona, que gosta de tudo feito a seu gosto. Daí não ser raro o dia em que ela não arranja uma confusão com a família e tem a pata leve para dar umas arranhadelas a quem desobedeça às suas "ordens". 
E por cá andam felizes e contentes os aniversariantes de hoje...


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ele e Ela = Zero


As perspectivas não podiam ser piores. Ele gosta de vermelho, berrante, vibrante, atiçador de emoções e Ela deleita-se com os tons pastéis mais discretos, menos reluzentes com uns bordeaux à mistura, para dar nas vistas, a vaidosa, sem querer demonstrar que dá nas vistas. É uma artimanha para atrair a presa, uma espécie de estratégia da aranha. Manhosa. Ela diz que não mas Ele topa-a bem.  Parece um bocado complicado mas só vendo Ela de perto, especialmente  se não se aperceber que  está a ser observada. Assim como Ele quando começou a deitar-lhe  o olho a 3/4 vista de trás numa "emboscada"...E que paisagem com uma orografia irresistível aos gostos de Ele...Por Ele já estava mas... 
Dizem as más línguas, só podem ser algumas bruxas invejosas, que Ele é um conquistador compulsivo, que tarde ou nunca mudará na vida, apenas com pica para Ela até aparecer outra que lhe reacenda a chama da aventura seguinte. Não é bem assim mas às vezes as circunstâncias pregam-lhe injustamente a partida. Até parece que nunca ouviram dizer que "a ocasião faz o ladrão"...Pois é!  
Está bem que Ele é um impulsivo apressado e sem grande paciência para infindáveis jogos de sedução. Ao contrário de Ela, que prolonga, alonga, estica até aos limites da exaustão  (d' Ele) qualquer sinal verde para a "coisa" seguir em frente. São ambos bastante imaginativos embora a ritmos diferentes. Ele imagina como se lesse um livro saltando de capítulo em capítulo até chegar finalmente ao...final; Ela, pelo contrário, lê, relê, pensa, mói, mastiga, interroga e quando se julga que Ela já está prestes a pronunciar o "Fim", da leitura, ou o "Sim", da relação, eis que faz uma regressão de meia dúzia de capítulos e o cenário volta quase à primeira forma...Depois o pobre d' Ele é que é carimbado de apressado. Todos fazem o mesmo mas o infeliz  coitado é que tem as costas largas, só porque é um bocadinho mais expansivo e não anda a passo de caracol. 
Ah, mas Ela também não é nenhuma Santa. Gosta da mesma "coisa" que Ele embora se meta por estradas florestais ou à beira-mar cheias de curvas, balanços e solavancos para chegar onde Ele já espera e desespera há horas depois de acelerar a fundo na auto-estrada do sentimento.
Uma vizinha pindérica que ninguém lhe pega disse que Ele tão depressa aquece como logo depois arrefece enquanto Ela pode demorar uma eternidade a ferver mas nunca mais depois a temperatura não baixa  nem que a coloquem no congelador. 
Vistos e revistos todos os pormenores, a compatibilidade deles é igual a zero. É uma relação com as mesmas hipóteses de êxito como as de crescerem couves galegas na Lua. Ou de Ele lhe beijar os pés...como Ela aprecia. Iac!, disse Ele. Lá pelo pescoço de um e das costas do outro ok tudo bem, seja no conforto de uma quarto à média (da vela) luz d' Ela ou selvaticamente no elevador parado entre o 4º e o 5º andar do prédio mais próximo onde Ele de repente lhe apetecer transmitir como a ama. 
Bem, Ele tem de arranjar uma boa colecção de óleos e perfumes e apanhá-la desprevenida para a massajar como Ela delira languidamente. Mas aí d' Ela se Ele nunca mais vir o cor-de-rosa ao fundo de um túnel ainda muito negro...   

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um dia de merda !


Aos 84 anos o meu pai caiu e fracturou uma perna. Encontra-se no Hospital de São Francisco Xavier para ser operado. Era para ser submetido rapidamente à intervenção cirúrgica, mas doentes graves vítimas de desastres têm tido prioridade para entrar no bloco operatório. Espero que tudo corra bem e o meu "velhote" ainda "coxeie" por cá mais uns anos para as suas indispensáveis romarias com os amigos às "catedrais" dos bons vinhos e petiscos. Que tudo corra bem, Pai!