quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

VALE tudo ?

Nunca simpatizei pessoalmente com Vale e Azevedo. Nem como benfiquista. Por  duas vezes fui convidado para almoçar no seu escritório e não aceitei. Os motivos não eram profissionais mas apenas e só de propaganda da parte dele. Não alinho nisso. Não faço a mínima ideia se o ex-presidente do Benfica é criminoso ou não. No entanto, neste País onde a corrupção tem rédea solta e a Justiça é a vergonha que todos conhecemos, não deixo de estranhar algumas "coincidências" demasiado óbvias. 
1) O então ministro da Economia, Pina Moura, ter afirmando em plena Assembleia da República, na véspera da detenção de Vale e Azevedo, que "iria ser feita Justiça"... Estaria o governante do PS a par da operação policial? Como? A que propósito? Porquê?
2) O juiz Ricardo Cardoso, que ordenou a prisão de Vale e Azevedo naquela rábula digna de um País como a Malásia ou as Filipinas, à porta do Estabelecimento Prisional de Lisboa, fora mandatário da lista de Luís Tadeu nas eleições do Benfica que Vale e Azevedo venceu...Interessante, não é?
3) Um dos casos que tramou VA foi o guarda-redes russo Ovchinikov. Curiosamente, ou talvez não, a Polícia nunca investigou a razão pela qual Ovchinikov nunca estava em condições de alinhar pelo Alverca nos jogos contra o FC Porto... O russo acabou por ser transferido para o clube do Porto e o presidente do Alverca era nem mais nem menos que Luís Filipe Vieira, que sucedeu a Vilarinho na presidência do...Benfica e era ao mesmo tempo sócio do...FC Porto. Curiosamente, assim que Vale e Azevedo foi detido o FC Porto recambiou Ovchinikov para a Rússia e ergueu-se um muro de silêncio...Confusos? Quem não ficaria?...
4) Vale e Azevedo rasgou o contrato televisivo com a Olivedesportos, que pagava (e paga) uma miséria pelos direitos desportivos do clube da Luz, quando se compara essa quantia com a de outros clubes com muito menor impacto televisivo. Há poucas semanas, António Oliveira, fundador da Olivedesportos com o seu irmão Joaquim, afirmou na RTPN que "a Olivedesportos controla o futebol português". Alguém foi investigar essas afirmações bombásticas? Claro que não. Está tudo caladinho como ratos...Obviamente que logo após a saída (e quase imediata detenção) de Vale e Azevedo da presidência do Benfica, tanto Vilarinho como depois Luís Filipe Vieira foram mendigar novos contratos ruinosos (para o clube, claro...) com a Olivedesportos. 
Para se tentar compreender melhor esta sanha persecutória contra Vale e Azevedo, com o qual, repito, nunca simpatizei, aqui fica registado este processo tão diferente de outros que envolvem corruptos já condenados, mas que se passeiam sem pudor ou qualquer dificuldade por essas vilas e cidades...
- 1997: 31 Out – Vale e Azevedo é eleito o 31º presidente do Benfica, após derrotar Luís Tadeu e Abílio Rodrigues. - 2000: 31 Out – João Vale e Azevedo termina um mandato de três anos como 31º presidente do Sport Lisboa e Benfica, três dias depois de Manuel Vilarinho, que toma posse nesta data, o ter derrotado nas eleições mais concorridas da história do clube (21.804 votantes), com 62 por cento dos votos. Durante o mandato de João Vale e Azevedo o clube esteve envolvido em várias polémicas, com atrasos no pagamento de transferências de jogadores, quebra contratual com a empresa Olivedesportos – que detinha os direitos de transmissão televisiva dos jogos de futebol do Benfica – e uma alegada delapidação do património do clube, da qual Vale e Azevedo era acusado pelos seus opositores.- 2001: 15 Fev – Vale e Azevedo confirma que, dois dias depois, ia estar ausente na Assembleia Geral do Benfica na qual foi aprovada a proposta da nova Direcção do clube para modificação do contrato de constituição da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) para o futebol, alterando assim o modelo aprovado em 10 de Março de 2000 sob proposta do anterior elenco. 15 Fev – O ministro das Finanças, Pina Moura, revela na Assembleia da República haver indícios de irregularidades nas relações económicas, financeiras e monetárias que Vale e Azevedo manteve com o clube durante o seu mandato como presidente. Vale e Azevedo declara-se “indignado” com as afirmações de Pina Moura no Parlamento, considera-se alvo de um “linchamento público” e garante que “não existem quaisquer irregularidades”.16 Fev – Vale e Azevedo é detido pela Polícia Judiciária, à porta do seu escritório, na Avenida da Liberdade, após almoçar num restaurante da baixa lisboeta. A polícia faz uma busca ao seu escritório de advogados e, já de madrugada, uma juíza do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa (TIC) determina a sua prisão domiciliária na sua residência em Almoçageme, Sintra. Na sequência de investigações iniciadas em 14 de Novembro de 2000, o ex-presidente do Benfica é acusado da apropriação de uma verba de 193.000 contos (386.930,26 euros) relativa à transferência do guarda-redes russo Serguei Ovchinnikov do Benfica para o Alverca, a qual terá sido aplicada na compra do iate de luxo “Lucky Me”, através de uma empresa “offshore” com sede nas Ilhas Virgens Britânicas – a JFI, Lda -, alegadamente pertencente a João Vale e Azevedo. 23 Fev – O criminalista José António Barreiros – que esteve envolvido em vários processos mediáticos, como os de José Manuel Beleza, irmão da antiga ministra da Saúde Leonor Beleza, e do “skinhead” Pedro Grilo, condenado no caso da morte do dirigente do PSR José Carvalho – é constituído advogado de João Vale e Azevedo. 20 Mar – O advogado de João Vale e Azevedo interpõe recurso contra a aplicação da prisão domiciliária ao ex-presidente do Benfica.15 Mai – O Tribunal da Relação de Lisboa decide manter João Vale e Azevedo em prisão domiciliária, indeferindo o recurso apresentado pela defesa. 18 Mai – A juíza Margarida Gaspar, do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, mantém por mais três meses a prisão domiciliária de Vale e Azevedo, após ter recebido novas provas recolhidas pela Polícia Judiciária sobre os alegados crimes de abuso de confiança e branqueamento de capitais na transferência de Ovchinnikov. 28 Jun – João Vale e Azevedo é ouvido de novo no Tribunal Criminal de Lisboa no âmbito de um outro processo-crime, relacionado com a alienação dos terrenos Sul do clube e a compra e venda simulada de uma herdade no Seixal, destinada à construção do centro de estágio do Benfica. A juíza indefere o pedido do Ministério Público, que solicitou a prisão preventiva de Vale e Azevedo no âmbito deste novo processo, regressando o ex-presidente do Benfica à sua casa de Almoçageme, no regime de prisão domiciliária. 07 Ago – É decretada a prisão preventiva ao ex-presidente do Benfica, por decisão da juíza Conceição Oliveira, do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, no âmbito do “caso Ovchinnikov”. Perigo de fuga e conservação de prova fundamentam a decisão judicial. O advogado de defesa do antigo dirigente “encarnado”, José António Barreiros, revela que vai recorrer para a Relação de Lisboa da decisão da juíza e que Vale e Azevedo ficará preso preventivamente na nova área prisional da PJ de Lisboa. 22 Ago – O sócio do Benfica Eusébio Gouveia requer a abertura da instrução no Tribunal de Instrução e Azevedo, o que na prática poderia prolongar a tramitação processual. Eusébio Gouveia pretendia implicar no processo outros membros da direcção “encarnada”, nomeadamente José Manuel Capristano, José Manuel Antunes, António Sala e o juiz Cândido Gouveia. 04 Set – Juiz de turno do TIC indefere pedido de abertura de instrução instaurado pelo Ministério Público com base num requerimento de Eusébio Gouveia. 19 Set – Tribunal da Relação de Lisboa indefere recurso do advogado José António Barreiros contra decisão de manter em prisão preventiva João Vale e Azevedo.- 2002: 04 Jan – O Ministério Público deduz acusação contra Vale e Azevedo no âmbito do caso da venda dos terrenos Sul do Benfica à empresa Euroárea, que, alegadamente, permitiu que o antigo presidente “encarnado” se apropriasse de cinco milhões de euros. 10 Jan – Início na 2ª Vara do Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, do julgamento do “caso Ovchinikov”, no qual João Vale e Azevedo se terá alegadamente apropriado de 193 mil contos (pouco mais de 385 mil euros), em Julho de 1999. O Ministério Público acusa o antigo presidente do Benfica de 14 crimes de peculato e um de branqueamento de capitais. 17 Abr – Vale e Azevedo é condenado a quatro anos e meio de prisão efectiva no âmbito do “caso Ovchinnikov” e fica detido no Estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária.  29 Jul – O juiz de Instrução Criminal do “caso Euroárea”, Paulo Albuquerque, decidiu enviar Vale e Azevedo a julgamento por um crime de peculato (apropriação indevida de dinheiro do clube), três de branqueamento de capitais e três de falsificação.  22 Out – O Tribunal da Relação recusa o recurso apresentado pelo advogado de defesa de Vale e Azevedo, José António Barreiros, e decide manter a pena de prisão no “caso Ovchinnikov” – 2003:  11 Jun – Início do julgamento do “caso Euroárea”, na 8ª vara, 2ª secção do Tribunal Criminal da Boa hora.14 Nov – O colectivo de juízes substituto da 8ª vara, constituído por Ana Wiborg, Ana Peres e Simões de Almeida, determinou a anulação do julgamento do processo Euroárea, alegando que não foi produzida prova, durante 30 dias, em sede de julgamento.– 2004: 19 Fev – O Tribunal da Relação de Lisboa manda libertar João Vale e Azevedo, tendo por base o facto de o antigo presidente do Benfica não ter sido ouvido no âmbito de uma diligência processual relativa à prisão preventiva decretada ao abrigo do processo Euroárea.  Vale e Azevedo esteve em liberdade apenas breves momentos, já que mal saiu do Estabelecimento Prisional anexo à Polícia Judiciária, na Gomes Freire, em Lisboa, foi detido para interrogatório por decisão do juiz Ricardo Cardoso, titular do processo. 20 Fev – Após interrogatório, o juiz Ricardo Cardoso decide manter Vale e Azevedo em prisão preventiva alegando perigo de fuga e de ocultação de provas. 18 Mar – O Tribunal da Relação de Lisboa afasta definitivamente Ricardo Cardoso do processo, ao determinar a continuação do julgamento da Euroárea com o colectivo que o iniciou (presidido por Ana Wiborg) e validar toda a prova produzida até a audiência ter sido suspensa, em Novembro passado. 01 Abr – João Vale Azevedo foi ouvido ainda pelo juiz Ricardo Cardoso numa diligência destinada “a sanar um pequeno problema processual”. 12 Mai – O advogado de defesa, José António Barreiros, entregou no Supremo Tribunal de Justiça um pedido de “habeas corpus” a solicitar a libertação imediata do ex-presidente encarnado, por considerar ilegal a sua detenção no caso Euroárea. 14 Mai – Ficou a saber-se que João Vale e Azevedo iria ser julgado por oito crimes de falsificação de documentos em co-autoria e por um crime de burla qualificada no âmbito do processo Dantas da Cunha, relacionada com a venda de imóveis de família deste empresário. 09 Jun – Foi retomado o julgamento do caso Euroárea pelo colectivo de juízes presidido por Ana Wiborg e que tem como juízes auxiliares Simões de Almeida e Ana Peres. 19 Jun – O Supremo Tribunal de Justiça recusou o pedido de “habeas corpus” para a libertação de João Vele e Azevedo, alegando “falta de fundamento bastante”– 2005: 14 Mai – Numa inédita decisão, a Assembleia Geral do Benfica expulsa Vale e Azevedo de sócio do clube, condição que o ex-presidente mantinha desde os 15 anos. – 2006. 01 Fev – Vale e Azevedo começa a ser julgado no Tribunal da Boa Hora no “caso Dantas da Cunha”, sendo acusado de um crime de burla qualificada e de oito de falsificação de documentos. No âmbito deste processo, também a notária Lídia Menezes se senta no banco dos reús, por co-autoria nos crimes de falsificação de documentos. O tribunal iniciou também o julgamento de outro processo em que Vale e Azevedo é acusado de retenção ilícita de 8,6 milhões de euros em impostos do Benfica, pelo que a acção foi apensada ao “caso Dantas da Cunha”. 14 Jul – O Ministério Público pediu a condenação de Vale e Azevedo pelos crimes de abuso fiscal, burla qualificada e falsificação de documentos nos processos distintos que envolvem a família Dantas da Cunha e o Benfica.  A sentença nos dois casos ficou marcada para 27 de Outubro. 16 Jul – Pedro Dantas da Cunha pediu ao tribunal que declare inválido o seguro de caução que permitiu a Vale e Azevedo ficar em liberdade. 27 Out – Vale e Azevedo é condenado a sete meses e meio de prisão por falsificação de documentos e burla qualificada no “caso Dantas da Cunha”, enquanto a notária Lídia de Menezes foi condenada a três anos de prisão, que se suspende na sua execução pelo período de cinco anos. Vale e Azevedo foi ainda condenado a pagar a indemnização cível a quantia de 5.276.970,43 à Caixa Geral de Depósitos com juros vencidos desde 02/02/06 e o montante de 5.377.137,50 à Pêmais, empresa da família Dantas da Cunha, com juros vencidos desde 17/10/03). Vale e Azevedo interpôs sucessivos recursos para as instâncias superiores (Tribunal da Relação de Lisboa e Tribunal Constitucional). – 2007: 12 Fev – O Tribunal Constitucional notificou o advogado do Benfica, António Marchueta, da decisão de “transitar provisoriamente em julgado” o acórdão de primeira instância que condenou Vale e Azevedo a seis anos de prisão em cúmulo jurídico nos casos Ovchinnikov e Euroárea.  30 Mar – Vale e Azevedo foi condenado a uma pena de cinco anos de prisão pelo colectivo de juízes da 9ª Vara do Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, no âmbito do “caso Ribafria”. O antigo presidente do Benfica foi pronunciado pela prática de um crime continuado de burla qualificada e ao pagamento a dois corticeiros de 518.663,02 euros, com juros vencidos desde Janeiro de 1994 e vincendos até à liquidação do montante. 11 Jul – O Tribunal da Relação de Lisboa confirma a condenação de Vale e Azevedo e da notária Lídia de Menezes no “caso Dantas da Cunha”, julgando improcedentes os recursos apresentados pelo ex-presidente do Benfica.– 2008: 11 Abr – Fonte ligada ao processo disse à Agência Lusa que o despacho de pronúncia que determina a ida de Vale e Azevedo a julgamento foi proferida por uma juíza do TIC. O antigo presidente do Benfica vai ser julgado pelos crimes de peculato, branqueamento de capitais e falsificação de documentos relacionados com a transferência dos futebolistas Scott Minto, Gary Charles, Amaral e Tahar el Khalej. 09 Mai – Decisão do Tribunal Constitucional desfavorável a Vale e Azevedo no “caso Dantas da Cunha” já transitou em julgado, o que obriga o ex-presidente do clube “encarnado” a ir para a prisão. 02 Jun – Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica e da SAD, acusa João Vale e Azevedo e o agente FIFA Paulo Barbosa de burla na comissão das transferências de 17 jogadores. Processo em instrução na 8ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP), com Vale e Azevedo e Paulo Barbosa acusados de desvio de cerca de um milhão de euros. 05 Mai – A GNR deslocou-se a casa de Vale e Azevedo em Almoçageme, Sintra, para o deter no âmbito do “caso Dantas da Cunha”, mas não encontrou o advogado, suspenso pela Ordem dos Advogados por um período de 10 anos. O caseiro informou os militares da GNR que Vale e Azevedo encontra-se em Londres, em parte incerta. 26 Mai – Emitido mandado nacional de captura de Vale e Azevedo. 06 Jun – Edward Perrot, advogado de Vale e Azevedo, confirma que o ex-presidente do Benfica está em Londres com o conhecimento das autoridades portuguesas.11 Jun – O Tribunal da Boa Hora emite mandado europeu de detenção contra Vale e Azevedo na sequência da condenação no “caso Dantas da Cunha”.24 Jun – Vale e Azevedo garantiu à Agência Lusa que não é fugitivo, que desconhece o mandado de detenção e que não vai voltar a Portugal voluntariamente, mas obrigado e às custas das autoridades.Azevedo alegou que o processo de cálculo do cúmulo jurídico podia demorar meses, durante os quais estaria preso, o que não aceitou por considerar que já cumpriu o tempo mínimo requerido. 08 Jul – Vale e Azevedo foi detido na esquadra de Belgravia, em Londres, em cumprimento do mandado de detenção europeia. O juiz do Tribunal de Westminster considerou que não se verifica o risco de fuga e o ex-presidente do Benfica foi libertado sem fiança. O passaporte foi-lhe retirado e o tribunal proibíu o ex-presidente do Benfica se sair do Reino Unido, comunicando-lhe que terá de voltar ao Tribunal de Westminster a 23 de Setembro. 23 Set – A audiência para decidir sobre o pedido de extradição do ex-presidente do Benfica para Portugal foi adiado a pedido do Ministério Público britânico. A nova data não deverá ser marcada antes de Novembro. 07 Out – Fonte judicial disse à Agência Lusa que foi emitido a 02 de Outubro um novo mandado de detenção de Vale e Azevedo, que contém os complementos e cumpre todos os formalismos” exigidos pelo Tribunal de Westminster. 21 Out – O Benfica requereu a abertura da instrução do processo contra Vale e Azevedo e Paulo Barbosa, depois de a acção ter sido arquivada pela 8ª Secção do DIAP, por se entender que não houve “conluio” para o desvio de um milhão de euros do clube.
Perceberam? 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Carta de Intenções do Movimento Cívico da Página do Facebook "1 MILHÃO POR PORTUGAL"




Com um ano de existência, tendo actualmente mais de 25 mil membros e milhares de publicações, vimos por este meio apresentar a nossa carta de intenções.



Porque:

- Somos cidadãos que não nos revemos em rótulos de esquerda, centro ou direita. Não nos revemos em qualquer partido político.

- Não nos sentimos representados.

- Não nos sentimos governados.

- Somos democratas na verdadeira aceção da palavra.


- A nossa cidadania que se quer responsável e moral, é barrada pela blindagem de uma Constituição da República Portuguesa, feita para e por partidos políticos.

- Torna-se necessário e urgente reescrever a nossa lei fundamental, com o intuito de dar finalmente ao povo Português a possibilidade de escolher o regime em que quer viver e ser governado.

- Só assim podemos estabelecer uma democracia verdadeira em que os destinos de Portugal estejam nas mãos dos seus cidadãos e não de políticos.

E porque:

- Não nos revemos nem aceitamos que a primeira figura da hierarquia do Estado português possa ser eleita apenas com 23 % dos votos expressos dos cidadãos portugueses, apenas à primeira volta com "maioria absoluta".

- Não aceitamos nem nos revemos num governo como o actual que é constituído “…por uma "maioria absoluta" parlamentar de apenas 29% (PSD/CDS) dos eleitores dos portugueses.”

- Não nos revemos e não aceitamos ser governados por quem faz afirmações e promessas nas campanhas eleitorais, que depois são o contraditório da sua ação quando eleitos, violando o principio da honestidade e integridade, pondo assim em causa a democracia.

- Não nos revemos nem aceitamos um governo que o melhor que tem para dar às gerações presentes e futuras é incentivá-las a emigrar.

- Não nos revemos num governo que não cuida, não protege e não zela pelos interesses e até despreza os seus cidadãos emigrantes.

Afirmamos que:
- Só partidos políticos geriram o nosso país nos últimos 37 anos, estando no governo ou na oposição, só a eles poderá ser atribuída a culpa pela situação económica desastrosa actual, que leva o povo a "mendigar" ajuda externa e a perder a soberania de decisão do seu próprio futuro.

Assim lutaremos:

- Pela eleição de um Chefe da Nação verdadeiramente apartidário.

- Por um Parlamento mais pequeno, cujos deputados, aufiram vencimentos comparativos aos que declararam em sede de IRS indexados ao salário mínimos nacional acrescidos a 50% pela exclusividade do cargo, e sem nenhuma outra mordomia, abolindo desta forma todas as reformas especiais, futuras e retirando todas as reformas imorais presentes.

- Pela eleição deputados local/regionalmente, sempre votando em pessoas, em programas e não em partidos.

- Para que esses mesmos deputados sejam obrigados a responder a qualquer interpelação directa de quem os elegeu.

- Para que esses deputados elejam o Presidente da Assembleia.

- Para que todas as nomeações de cargos superiores de interesse Nacional devam ser propostas pelo presidente da Assembleia e aprovadas pela maioria dos deputados constituintes.
Que estes deputados justifiquem sempre a razão do seu voto.

- Para que todos os cargos de administradores ou gestores tenham ordenados baseados no padrão nacional, sempre indexados ao salário mínimo nacional.

Defendemos por isso:

- Uma politica de impostos justa e equitativa, sempre na medida das necessidades da Nação, mais baseada nos impostos sobre o consumo, vícios e luxos do que sobre o trabalho, poupança ou investimento.

- Uma politica energética séria porque acreditamos fazer parte da base de progresso de uma economia robusta. Que sejam referendados os rumos que Portugal tem de tomar neste contexto, para que se clarifiquem e cristalizem todos os procedimentos.

- Que todo o cidadão tenha acesso aos verdadeiros custos da justiça, saúde, educação, organização social (reformas pensões e subsídios) energias, organização estatal interna e externa para que possa assim conscientemente participar nas suas reformas.

- Toda a decisão capital para Portugal, deve ser referendada, tendencialmente por meios eletrónicos, vulgo internet/telemóvel pela sua rapidez, diminuição de custos, e exercício de uma democracia direta.

Exigimos por isso:

- O fim de todas as empresas de capital público supérfluas (parecerias público-privadas, Fundações, Institutos). O fim de consultadorias milionárias, grupos de trabalho e afins.

- A responsabilização civil e criminal de todos os agentes políticos, e administradores públicos,sem prazo de prescrição, e que a qualquer um seja imediatamente retirado o cargo quando existir matéria de acusação.

- E porque não nos sentimos nem divorciados do passado, nem solteiros do presente nem tão pouco viúvos do futuro, exigimos com caráter de urgência uma auditoria apartidária às contas públicas.

Viva Portugal!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

WHITNEY HOUSTON deixa saudades

Aos 48 anos a Whitney Houston calou a sua voz para sempre. Já deixa saudades. A melodia e a emoção que emprestava às suas interpretações era muito sui-generis e tocava fundo na alma. Que descanse em Paz que a sua memória será Eterna. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O desgosto do PATOLAS


Tinha sete gatos mas agora só tenho seis. Em Outubro, como aqui registei, morreu a Flufa. Os meus peludos são todos família. Deixou dois filhos "órfãos", o Jack Patolas the Ripper e a Xuxa Morgana. Fiquei, obviamente, consternado com a morte da gata e todos os dias me lembro dela porque era uma bichana muito patusca, exótica, mexida e divertida. 
Passados uns dias reparei que o Jack Patolas the Ripper se refugiava num quarto desocupado e passava os dias enrolado como se estivesse a dormir. Pensei que andava cansado das brincadeiras nocturnas. Quando me certifiquei que ele já não comia peguei nele para me certificar o que se passava com o meu grandalhão tigrado amarelo, um brincalhão nato que agora não se mexia. 
Descobri então que a "doença" dele era nem mais nem menos que saudades da mãe. Comecei por obrigá-lo a comer e a beber. Durante semanas prestei-lhe mais atenção que aos outros gatos. Distraí-o, brinquei mais com ele e aos poucos foi recuperando a alegria de viver que perdera no seu luto felino.
O Jack Patolas the Ripper foi retomando a convivência com os outros e a reintegrar-se outra vez com o resto da família. Já deixou de miar a chamar pela mãe, mas deita-se no sofá e na minha cama, precisamente nos mesmos lugares antes ocupado pela Flufa. Voltou a ser o alegre folião com o seu feitio extrovertido. Agora já não dorme encostado à mãe mas à irmã. Os animais têm sentimentos. E deveras profundos. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

MKT está febril e com frio

A minha "mais-que-tudo", MKT, queixou-se de dores no corpo e estado febril. É normal como esta descida de temperatura que gelou Portugal nos últimos dias.
"Devias agasalhar-te mais um bocadinho", aconselhei-a. Mas ela é teimosa e...vaidosa! O que fazer com uma "mais-que-tudo" assim? 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

AMANTES DA LUA NEGRA

Gostei de escrever o romance AMANTES DA LUA NEGRA. Meio histórico, meio fictício, centra-se nas Invasões Francesas como pano de fundo, especialmente a primeira, em 1807.  É uma homenagem à coragem e resistência dos Portugueses nesses dias sombrios, massacrados impiedosamente sem que a História o refira em profundidade por motivos políticos e influência maçónica. Mas  a resistência do Povo foi determinada. Padres, abades e regedores comandaram guerrilhas populares que fustigaram as tropas de Napoleão. Dediquei este livro ao meu avô Joaquim, natural de Alcafozes, Beira Baixa, um exemplo de aprumo e verticalidade intocáveis. Em Alcafozes travou-se também uma batalha entre portugueses e franceses, no dia 1 de Agosto de 1810. Um conto que envolve Paixão, Amor, Patriotismo, Deus e o Diabo.