domingo, 27 de novembro de 2011

O FADO não me deixa saudades!



Nasci no Bairro Alto nos anos 50 e vivi por lá 30 anos e quase outro tanto tempo a trabalhar. Ainda não tinha sido parido pela minha mãe e já deitava Fado pelos ouvidos. Farto. Fujo de ouvir o Fado, embora conheça quase todas as letras tantas as vezes era obrigado a ouvi-lo sem querer, porque me recorda as ruas e vielas sujas de lixo, os candeeiros públicos de luminosidade estéril acesos pelo caga-lume, as lâmpadas de 20 "velas" nas casas velhas de paredes estaladiças e jarro e lavatório para o "banho", a telefonia a berrar "Angola é Nossa", mais a Amália, o Marceneiro, o Calvário, a Simone e outros "canários" das ondas de rádio, as mulheres da vida e venderem a sua vida de mulher, os "pintas" de poupa alçada como a onda de um tsunami e anel grosso no dedo mindinho, os pregões dos vendedores ambulantes em peregrinação sobre cascas de laranja, escarros, toros de hortaliça e outros detritos, as músicas deprimentes expelidas por máquinas de discos que entravam em palco a troco de uma moeda, os arraiais de porrada entre militares mobilizados para o Ultramar, os chulos e a polícia militar e civil, as vozes roucas masculinas e femininas do calão que se sobrepunham às badaladas dos sinos da Igreja de São Roque, mais os ruídos sonoros dos fadistas das tascas que trinavam amores e traições, juras de amor e mortes sem sentido. 

Não, decididamente o fado não me traz boas memórias. Pelo contrário. Dispenso.
É Património Imaterial da Humanidade? Parabéns ao Fado, mas continuo e evitá-lo...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ÉS ÚNICA !


Lá vem a Mais-que-tudo que tem muito que encantar
Mais que a Barca Bela só Ela para novas forças me dar
A silhueta ondula suave como ondas dóceis do mar
Afasta as cortinas escuras da noite com o seu doce beijar


Tal a sereia de Ulisses não sei mais que apreciar
Se o seu canto ladino se o relâmpago do seu olhar


Só sinto que não é um sonho antes do seu rosto tocar


Envolve como uma brisa da Primavera ao serão
Perpassa pelo ambiente o deleite de uma relação
Pára a marcha universal do tempo  na rota da ilusão 
Mas Ela está presente em todas as horas de precisão


Afaga  o cabelo longo rebelde com um gesto desenhado
Sorriem os olhos e a boca num trejeito animado


Atrai pela naturalidade em rumo indeterminado 


Mexe as mãos pequenas em movimentos de vento
Os braços acentuam as palavras em tons de complemento
Na génese do seu ser a sensualidade é um elemento
Um dom que não se adquire em qualquer ensinamento

Uma mulher que apenas o sonho pode amar
Se o todo a Ela sem reservas se entregar


Conhecê-la tem um verbo: desejar


Não há nuvem que ensombre a áurea do seu estar
Nem raio de Sol que esfume aquele sedoso cintilar
Ou diamante eterno lapidado para essa jóia ofuscar
O que é único na Natureza impossível é de comparar


Bebo-lhe as palavras e embriago-me com a vista
Naquele corpo esculpido por um génio e artista


Embalo-me na companhia da sua ternura arisca!

























  
































quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ANTÓNIO CAPELA, o anarquista incorrigível que OLIVEIRA SALAZAR livrou das garras da PIDE !


Trabalhei cerca de 20 anos com umas das personagens mais fascinantes que passaram pela minha vida. O António Capela era um fotógrafo fantástico e conhece-mo-nos no mundo frenético da Comunicação Social. Como repórter não conheci outro com tanto talento com tão poucos meios em comparação com algumas pseudo vedetas da arte da imagem que nunca lhe chegaram aos calcanhares em termos profissionais. Como pessoa era um anarquista puro e duro, implacável com o seu sarcasmo corrosivo quer estivesse numa roda de amigos ou na cerimónia oficial mais solene. 
A sua personalidade era de tal modo invulgar que o próprio Zeca Afonso o incluiu numa das suas canções. A "Teresa Torga". 

No centro a da Avenida
No cruzamento da rua
As quatro em ponto perdida
Dançava uma mulher nua
A gente que via a cena
Correu para junto dela
No intuito de vesti-la
Mas surge António Capela
Que aproveitando a barbuda
Só pensa em fotografá-la
Mulher na democracia
Nao é biombo de sala
Dizem que se chama Teresa
Seu nome e Teresa Torga

Muda o pick-up em Benfica
Atura a malta da borga
Aluga quartos de casa
Mas já foi primeira estrela
Agora é modelo à força
Que a diga António Capela
T'resa Torga T'resa Torga
Vencida numa fornalha
Nao há bandeira sem luta
Nao há luta sem batalha 

No tempo restritivo e obscuro da Ditadura, o António Capela dava cabo da cabeça aos temidos agentes da PIDE. Quando regressava a Portugal depois de efectuar reportagens em países de Leste, erguia o punho cerrado e gritava em pleno Aeroporto de Lisboa, ou do Porto, "Viva o comunismo! Avante camaradas!" para espanto de tudo e todos. E lá seguia o seu caminho sem que ninguém alguma vez o incomodasse com aquelas tiradas e gestos proibidos a qualquer outro. 
Depois do 25 de Abril, mudou o "slogan" e em pleno PREC revolucionário clamava alto e bom som "Viva Salazar!". Era um anarquista provocador, genuinamente anti-sistema, fosse ele qual fosse, e depois  acelerava rua fora no seu velho e ferrugento Hillman Imp verde, tão famoso quanto ele nas artérias da capital. 


Numa visita protocolar à China, o António Capela deixou a comitiva portuguesa lívida quando o dirigente chinês mostrou, orgulhoso a Praça Tianamen, proferindo o comentário "reunimos aqui meio milhão de camaradas nas cerimónias oficiais", ao que ele contrapôs "olha que coisa, lá em Portugal juntamos 1 milhão de pessoas no Santuário da Cova de Iria". E prosseguiu na sua paixão de fotografar deixando para trás chineses e portugueses a engolir em seco a chalaça. 


Sportinguista de berço, o António Capela movimentava-se nas instalações do clube como se estivesse em sua casa. Nos anos 70, o Sporting contratou para treinador o lendário Alfredo Di Stefano, actualmente presidente-honorário do Real Madrid. No jogo de apresentação, o resultado mantinha-se teimosamente em 0-0 e a exibição dos "leões" deixava muito a desejar. O António Capela entrou pelo balneário dentro sem pedir licença a ninguém e perante um Alfredo Di Stefano completamente pasmado disse aos jogadores: "Rapazes, isto não tem nada que saber. Tu marcas fulano, tu marcas sicrano, tu encostas à esquerda, tu entras pela direita, joguem ao primeiro toque e cruzem da linha para a área". A equipa leonina reentrou em campo e ganhou por 2-0. 
No dia seguinte, o mundialmente famoso treinador do Sporting e deu uma entrevista ao jornal espanhol "A Marca", afirmando: "Saí de um clube de doidos onde um fotógrafo louco é quem manda na equipa". Sem mais. 
São intermináveis os episódios que poderia contar sobre o inimitável António Capela, mas há um que sempre me impressionou especialmente devido aos intervenientes. 


A PIDE, como atrás relatei, não apreciava as graçolas "vermelhas" do irreverente Capela e um dia o director, major Silva Pais, mandou um inspector prender o insurrecto fotógrafo anarquista-populista-provocador. Pouco antes de os  agentes saírem para cumprir a missão o telefone tocou na secretária do inspector Silva Pais. Este, quando reconheceu a voz do outro lado do fio, saltou da cadeira e ficou hirto  quando ouviu: "O senhor director não tem mais ninguém para aborrecer  do que incomodar o senhor António Capela?" E desligou. Era o professor António Oliveira Salazar em pessoa a ordenar o cancelamento dessa operação. Durante anos este caso despertou-me a maior curiosidade. Cada vez que pedia ao Capela que me revelasse a razão da intervenção do ditador ele sorria misteriosamente. "Sou um gajo porreiro!", respondia invariavelmente, e desviava de imediato o rumo da conversa.  
O resto da história só anos mais tarde me foi relatada por um amigo comum, o Henrique Parreirão, mas comprometi-me a guardar segredo para não gerar mal entendidos. 

Há cerca de 15 anos a filha de António Capela faleceu na sequência de uma doença imperdoável. E ele, o incorrigível anarquista, desistiu de viver...

Como a SARDINHA ignora o CARNEIRO



Era uma vez um Carneiro e uma Sardinha, que, como sabem, é um PeiComo nunca mais chegam a um acordo sobre a classificação da relação (a Sardinha foge do Carneiro como o Diabo da Cruz) foi pedida a opinião a uma Bruxa Má (mas por acaso muito Boa...). Esta, depois de fixar o olhar durante minutos na bola de cristal, emitiu as suas conclusões que deixou tudo na mesma situação ambíguo-atractiva-subversiva-divertida-desalinhada-cúmplice  ou ainda pior... A vulnerabilidade (vê-se bem que não conhecem a sólida estrutura impenetrável da Sardinha mais rija que uma sola depois de anos ao Sol) do aquático Peixes expõe todo o instinto protector dentro do pobre, infeliz, abandonado e deprimido lãzudo Carneiro. E o espírito pioneiro do Carneiro expõe toda a compaixão pelo próximo, excepto o fofo carneirinho,  e devoção do Peixes. Ambos são românticos (o Carneiro chama fofinha e mais-que-tudo à Sardinha e Ela retribui com Urso -- assim mesmo, sem qualquer "inho" como diminutivo nem de peluche...Urso mesmo, no pior sentido do animal selvagem) apreciam a importância da intuição e o lado não racional da vida.

O Carneiro quer uma causa para ser um campeão (yeeeees!), e a suavidade  (ahahahahah...a minha gargalhada pela mania que têm de considerar a Sardinha suave...Nem depois do banho e com muito creme... E a falar com o Carneiro, bem, nem é bom falar...) de Peixes pode fornecer isso. Peixes necessita de alguém heróico para adorar (depois da história inesperada  do Padre já nem quero saber mais nada sobre os "heróis" da Sardinha. Puxa !!!), e o Carneiro e a sua coragem podem providenciar isso (vontade não falta mas quando a pretende praticar já Ela vai longe..muito longe). A inclinação de Peixes para retrair-se (se a Sardinha é retraída a minha avó era um Barco à Vela...) para o seu mundo é bem balanceada pela energia e “vai buscar” (tipo cão, busca, busca...ai ai) perspectiva do mundo exterior do palerma do  Carneiro.

Esta combinação Sardinha-Carneiro pode resultar incrivelmente bem (por acaso tem resultado incrivelmente mal...péssimo...Vê-se bem que nunca chamaram "pedregulho" e "estúpido" a quem faz estas previsões...) porque cada um tem o que o outro necessita. O Carneiro necessita da sensibilidade (bem pode esperar sentado por essa simpatia d'Ela...) e atenção para com a fragilidade humana de maneira a poder evitar impaciências (nervos destroçados, se faz favor...) e insensibilidades (pois é...e Ela corresponde com paixões com o tipo que leva com frigideiras na tola da mulher ou o "ela ou eu (não sou eu, não...)", é mesmo "outra". E Peixes necessita da coragem e confiança do Carneiro de maneira a evitar sentir-se vítima da vida. Claro, e para não ser mimoseada com a forma meiga como o Carneiro a trata...desaparece...esfuma-se...passa para outra dimensão..o mais distante que se possa imaginar.

Desde que vocês os dois (Carneiro e Sardinha) possam evitar jogar ao “insensível contra mártir vulnerável” (o Carneiro já está a perder por mais que a Bósnia com Portugal, no Estádio da Luz...6...6...a 2), juntos têm a habilidade para melhorar (cada vez pior...gradualmente menos visíveis olhos nos olhos) a criatividade (ah isso não lhe falta, não...são aos molhinhos os infelizes rebanhos de desesperados) potencial de cada um, tal como o presente de se manterem os sentimentos românticos (o Carneiro suspira...a Sardinha transpira a escapulir-se para bem longe...) vivos indefinidamente.
PS-Quando vieres cá cuscar diz lá se não é verdade...Ó...?



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MILITARES, FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E UMA DEMOCRACIA QUE JÁ SE FINOU



As manifestações de sábado, 12 de Novembro, confirmaram o que eu penso sobre estes "desfiles". Já o escrevi várias vezes mas agora tenho um motivo suplementar para fazê-lo, uma vez que numa deles estiveram presentes 10 mil militares reformados, na reserva ou no activo. Não sou contra quem exprima publicamente o seu protesto, seja ela individual ou colectivo, mas como ex-militar achei deprimente ver tantos homens que combateram na Guerra de África e noutros palcos mais recentes "marcharem" enquadrados pela Polícia, o braço armado do sistema político, como se fossem uma claque de futebol a caminho de um Benfica-FC Porto, Sporting-Benfica ou FC Porto-Sporting.
Como ex-militar jamais participaria numa semelhante "ordem unida" com um PSP ao lado a ver se me portava bem. Chamou-me particularmente a atenção a presença de um ex-"comando" africano, um preto (não me venham com balelas ou críticas racistas porque combati ao lado deles em variadas ocasiões e nunca entendi esta palavra como depreciativa) com duas cruzes de guerra ao peito, sinal de bravura e distinção em combate.
Aposto singelo contra dobrado que aquele ex-"comando" africano terá sido um dos poucos sobreviventes dos milhares que foram fuzilados na Guiné-Bissau pelo governo de "libertação" (e democrático, claro...) do PAIGC de Luís Cabral após a independência daquele país e que Portugal vergonhosamente abandonou depois de deles se ter servido como "carne para canhão".

Falaram os repórteres amiúde, durante a manifestação, nas declarações do coronel Otelo Saraiva de Carvalho a incitar à revolução. Só a iliteracia das Novas Oportunidades poderia levar a semelhante conclusão. O major (e não capitão como a ignorância quase geral se refere ao posto que detinha na altura) que comandou o Golpe de Estado do 25 de Abril a partir do Quartel-General da Pontinha afirmou que não concordava com manifestações de militares fardados e que "as Forças Armadas devem intervir quando ULTRAPASSADOS CERTOS LIMITES"... o que é substancialmente diferente do que quer jornalistas quer comentadores deturparam à medida dos seus dislates político-pessoais.
Resta-me acrescentar neste ponto que nem sequer nutro qualquer simpatia especial pelo coronel Otelo Saraiva Carvalho uma vez que a minha unidade no período do PREC de 75 era adversária do COPCON e nunca entrou em utopias folclóricas revolucionárias ou abusos discricionários de poder com mandados de captura em branco. Aliás, o 25 de Novembro colocou o rumo do País fora da órbita de um PCP que odiava Otelo Saraiva de Carvalho mas também longe das garras do MDLP direitista do general António de Spínola.

Uma vez que fosse, concluindo, concordo com o coronel Otelo Saraiva de Carvalho. "Ultrapassados certos limites", as Forças Armadas têm o dever e a obrigação de intervir e evitar sofrimentos limite ao povo português.

Os funcionários públicos que pela enésima vez calcorrearam a Avenida da Liberdade voltaram a casa do mesmo modo que saíram: muitos deles com os ordenados definhados e a despedirem-se, quiçá para sempre, dos subsídios de férias e de Natal. A UGT e a CGTP, divisões anexas do Partido Socialista e do Partido Comunista, respectivamente, cumpriram mais uma missão "democrática" tolerada pelo Governo, enjaulados na "caixa" policial que os mantinha ordenados qual rebanho obediente ao pastor e aos cães de guarda. Mais umas horas de fama para João Proença, Carvalho da Silva, Mário Nogueira, os eternos "pastores" destas hordas disciplinadas e obedientes de modo quase pavloviano às palavras de ordem ensaiadas entre as quatro paredes partidárias.

Tudo isto cheira-me mais a resignação do que a indignação. E o "sistema" agradece. Mas não retribui!

A propósito: quantos daqueles funcionários públicos que passearam na Avenida da Liberdade (?) não entraram no paraíso do emprego para toda a vida pela via da cunha dos partidos políticos?

Vou relembrar aqui algo que parece não merecer muita importância entre a massa rebelde mas que, quanto a mim, é o período mais negro da Europa desde a II Guerra Mundial. O fim da Democracia, tal como a conhecíamos. Hoje em dia não são os governos que dirigem as nações e muito menos os povos que escolhem o seu destino. A sombra do Todo-Poderoso (Maçonaria, FMI, Banco Mundial, BCE e Conselho Judaico Mundial) faz e desfaz governos ao sabor dos seus interesses.
Goste-se ou não de algumas personagens, o certo é que Zapatero desapareceu da vida política de Espanha, Papandreo foi engolido na Grécia após ganhar um voto de confiança na assembleia e ascendeu ao lugar um burocrata ex-vice-presidente do Banco Central Europeu, em Itália aconteceu precisamente o mesmo e reina um tecnocrata ex-comissário da União Europeia, com a gravidade de ter sido nomeado apressadamente senador vitalício para poder tomar posse do cargo.

Curiosamente, mas não surpreendentemente para mim, após estes golpes palacianos os "indignados" desapareceram das praças da Grécia, de Espanha e de Itália. Quando o Povo teve oportunidade de se fazer ouvir...desapareceu. Que mãozinha marota e ao mesmo tempo sombria e tenebrosa manobra as marionetas das ruas?

A Europa do Norte está em silêncio, o Benelux idem, a Grã-Bretanha não pia, os países de Leste emudeceram, o Sul recolheu a casa. Por cá, vamos atirando umas "pedradas" facebookianas ao Cavaco, ao Sócrates, ao Passos Coelho & Cª Lda. como se eles detivessem algum poder de decisão nesta Nova Ordem Mundial.

O que se passa?

O Fim da Democracia (excepto uns votos de vez em quando) perante a apatia geral. Até que a "situação ultrapasse certos limites", parafraseando o coronel Otelo Saraiva de Carvalho. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"GENERAL PATTON KANOKA": aniversário

11 de Novembro de 2001. Nasceu o "General Patton Kanoka". Filho do Jack Patolas the Ripper e da Nika. Veio ao mundo felino entre os humanos dentro de um guarda-vestidos. Dentro do seu instinto de conservação, a mãe escondia-o, de vez em quando numa gaveta sob a cama do dono. Era o mais irrequieto da ninhada de mais dois irmãos. Mas teve uma "infância", ou "gatância", atribulada. O avô "Tomassas" odiava-o. Quantas vezes foi apanhado com o recém-nascido na boca para o enviar para o paraíso dos gatos. Lá o descobria e salvava-o do destino fatal tão prematuro. A recentemente falecida avó "Flufa" também demonstrava uma atracção especial pelo "General Patton Kanoka". Roubava-o à mãe e aninhava-se com ele dentro de um armário. Como não tinha leite para lhe dar, o "azulinho" foi definhando e esteve em riscos de se "ir". Mas, como verdadeiro sorevivente que era, ultrapassou todas estas adversidades e tornou-se num gato vivaço, destemido e terrível para qualquer gato ou cão que lhe invadisse o território. Tem no seu palmarés de combatente vitórias sobre um caniche, uma boxer e, imagine-se, um pittbull...
Passeia pelas escadas sem medo algum e, malandro como é, rebola-se de prazer a subir e descer no elevador, depois de "ratar" as plantas da vizinhança. 
É uma excelente companhia, muito activo, sempre pronto para a brincadeira ou para a tareia. O "sonho" dele é assassinar a tia dele, a "Xuxa", uma pachorrenta e sossegada siamesa albina. Mas ela lá tem conseguido aos ataques mais ferozes desta pequena fera azul-acinzentada. 
Antes de me deitar tenho sempre de lhe atirar uma bola de papel para o corredor. 
Hoje, comemora o seu 10º aniversário! 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

EUROPA perdeu a "DEMOCRACIA"



O Todo-Poderoso acabou com esta espécie de "democracia" que vigorava na Europa. O governo-sombra que domina actualmente os destinos do Mundo (FMI-Maçonaria-Conselho Mundial Judaico) abocanhou agora a Itália e o rebelde e controverso primeiro-ministro Berlusconi apresta-se a deixar o cargo e a ser substituído por alguém de confiança do Todo-Poderoso para amestrar os destinos daquele país. 
Resta a Alemanha a segurar as pontas do Euro numa Europa que arredou os Povos de se pronunciarem sobre os respectivos destinos e uma França, já desesperada, a sentir as labaredas da crise a carbonizar a sua política. Por quanto tempo? Muito pouco, certamente. 
A tragédia grega extinguiu-se, ou melhor, consumou-se com a saída de Papandreuo da liderança do governo, sendo substituído por Papademos, um ex-vice-presidente do Banco Central Europeu. Como não existem coincidências não deixa de ser curiosa a escolha de um homem integrante do "sistema" do Todo-Poderoso para governar a Grécia. Também por coincidência, ou talvez não, as manifestações populares extinguiram-se como por encanto em terras helénicas desde que foi recusado ao Povo um referendo sobre o seu futuro. A troco de quê? Quem manipulou e quem tem sido manipulado?
As respostas a estas questões sombrias estarão em breve à vista de todos nas próximas eleições em Espanha, Itália e Grécia. 
Toda a Europa se encontra neste momento manietada e amordaçada pelo Todo-Poderoso e um dos seus braços armados, a NATO. Os países de Leste há muito foram encarcerados na Nova Ordem Mundial, a Grécia cedeu às pressões insuportáveis, os nórdicos desapareceram da discussão europeia após os ataques na Noruega, outra coincidência assinalável, os anglo-saxónicos estão concentrados no próximo ataque ao Irão, o que só não aconteceu até ao momento porque a Rússia rugiu e o velho urso de Moscovo ainda é um papão que assusta. 
E em Portugal? 
Portugal está perfeitamente dominado, anestesiado, pronto a deixar ministrarem-lhe  toda a espécie de receitas ordenadas pelo Todo-Poderoso. Sócrates refugiou-se em França sustentado pelo pecúlio amealhado na política e sem contas bancárias no nosso país, Pedro Passos Coelho entrou à leão no Governo de cutelo em punho para cortar as gorduras do Estado mas depressa saiu de cena como um rato espavorido com o ataque das garras dos gatos saídos da escuridão e actualmente ninguém se apercebe da sua governamental presença. A Oposição faz de conta que faz oposição. Debita cada vez mais envergonhadamente umas frases feitas e uns chavões para assegurarem uns votos quando chegar a altura dos papéis dentro da urna. O presidente da República (?) satisfaz-se a ver umas vacas a sorrir pelo Portugal profundo. 
Está tudo amorfo, sem energia, esvaído de indignação, salvo alguns posts em grupos facebookianos do género deste, de 1 Milhão, também ele já contaminado pelo vírus do "sistema". "Eles", os infiltrados sabem como neutralizar os indignados e os revoltados. Repetem até à exaustão alguns temas-chaves de modo que os leitores já tomem como normalidade as imensas anormalidades que se cometem. 
Os povos perderam o controlo sobre os governos e os governos perderam o controlo sobre os países. A "democracia" pós-II Guerra Mundial extinguiu-se gradualmente após o 11 de Setembro de 2001. O pretenso combate ao "terrorismo" abafou os direitos adquiridos e a qualidade de vida europeia. As medidas de combate aos défices, um marco de 3% inventado pelo Todo-Poderoso para escravizar e pouco e pouco as classes produtivas,  deixou a maioria da população reduzida a "zombies" que sobrevivem penosamente dia-a-dia. 
Uma longa noite de Inverno envolveu a Europa. Suceder-lhe-à uma Primavera? 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

GRÉCIA: O POVO É QUEM MAIS ORDENA! PORTUGAL: O POVO É QUEM MAIS PAGA!



A União Europeia foi constituída clandestinamente à revelia dos povos que a integram. O seu objectivo básico foi deitar dinheiro sobre os ódios dos países que se envolveram em duas sangrentas guerras mundiais. O euro é apenas o "cuspo" que segura esta frágil união de facto por conveniência e já ninguém se lembra dos tratados de Maastricht, Roma ou Lisboa. 

Com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, desaparecido na caça ao cherne e o finlandês Van Não Sei Quantos Nokia, chefe também não sei de quê, a UE sobrevive ligada à máquina assistida por Merkel e Sarkozy, que mandam e comandam tudo e todos através de conferências de Imprensa à revelia de uma inutilidade caríssima aos contribuintes chamada de Parlamento Europeu. 

O caos é total e disso se aproveitam a máfia judaica da banca mundial. 

A Grécia, cercada de inimigos históricos como a Turquia, Albânica, Macedónia e Bulgária, e asfixiada pelas Troikas, FMI's e BCE's tomou a única alternativa que dispunha antes que os generais das Forças Armadas tomassem conta da situação, como aconteceu na sangrenta e terrível conflito civil após a II Guerra Mundial e mais tarde na célebre ditadura dos coronéis: fazer um referendo e dar a palavra ao Povo.

O Povo, esse eterno esquecido e relegado para a sombra assim que terminam os actos eleitorais, terá, assim, uma palavra decisiva sobre o seu Futuro. Os gregos serão donos e senhores do seu destino. Eles é que sabem se querem viver pobres, remediados ou ricos, se estão dispostos a fazerem toda a espécie de sacrifícios para pagar uma dívida de que obviamente também são responsáveis mas igualmente têm sido sujeitos a taxas de juro absolutamente pornográficas, um verdadeiro negócio da China para os credores usurários. 

A Europa entrou em estado de choque com esta decisão da Grécia, mas também os restantes países devem começar a habituar-se que a última palavra sobre os destinos nacionais compete aos próprios povos. E como eles têm combatido corajosamente nas ruas e nas praças históricas do berço da Democracia. 

Muitos dos países que exigem mundos e fundos à Grécia são eles próprios alguns dos maiores devedores mundiais, França e Alemanha incluídos, pelo que a sua moral de cobradores está muito longe de ser integra. 

E em Portugal?

Por cá, paga-se e discute-se o sexo dos anjos satânicos da política partidária e das . E de vez em quando passeia-se pela Avenida da Liberdade! 

Até um dia...