quinta-feira, 31 de março de 2011

Uma galinha de calças !



Que o mundo anda virado do avesso já todos nós sabemos. A nuvem radioactiva oriunda do Japão parece que agravou as anormalidades que se vão tornando normais. Ora bem, andava uma galinha, a "Gertie", toda emplumada e orgulhosa  da companhia que fazia à dona, embora nunca lhe oferecesse um ovo, quando, de um momento para o outro, vá lá saber-se a razão, despiu as emplumadas vestes femininas, envergou  um uniforme  machão de galo e  artilhou-se de "Bertie". 
A dona, uma senhora britânica de 79 anos, Jeanette Howard, andava confusa e prestes a deitar-se no divã do psiquiatra mais próximo porque todos os dias acordava com o cócórócócó de um galo e não vislumbrava nenhum das redondezas. 
A dona dos três galináceos muito "tias" começou então a reparar que a "Gertie" estava a ficar diferente: um papo mais proeminente, como se passasse horas na musculação, e uma crista mais crescida conferiam-lhe um certo ar de "pinta" do Intendente. Mas daí a concluir que a sua rica galinha se travestira num atrevido galo era o mesmo que acreditar que Portugal tem sido governado por gente honesta...
Só se convenceu mesmo da metamorfose quando viu com os próprios olhos, ainda sem cataratas apesar da idade avançada, a "Gertie" agora "Bertie" a arrastar a asa às suas ex-colegas de sexo, a "Daisy" e a "Gracie", e a saltar-lhes para as penas...E a Dª Jeanette, sem qualquer malandrice, a pensar que a sua "galinha" não punha ovos porque era..."infeliz". 
A minha amiga professora também pensava que o marido não lhe tocava porque vinha cansado do trabalho até ao dia em que ele saiu de casa para ir enrolar-se com um colega...Coisas da vida !

Eléctricos chamam desejo...


CARRIS COM "RATING" DE LIXO
COMPRA FROTA AUTO DE LUXO
(mas não para os utententes, claro
para o "sim senhor" dos "administras"


O FADO DA POLÍTICA





Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia qual era o buraco
Eu disse que não sabia
Tu ficaste encavacado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
E disse que não sabia
Mas vou te dizer agora

Finanças vencidas
Economias perdidas
Contas bizarras
Na partidocracia
Canta um rufia
Roubam guitarras
Eleições, queixume
Corrupção esfume
PEC aldrabado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser o meu assessor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de favor
Fala-me também do ordenado
O partido que é meu abrigo
Só nasceu pra me favorecer
Roubar é tudo o que eu consigo
Mais o que eu não sei dizer.

Tudo isto é fado !


José Sócrates, já só com o nariz fora de água, continua a jurar que o país não está a afogar-se e não precisa de ajuda...glu...glu...glu...; Teixeira dos Santos nem descalço e com a ajuda dos dedos dos pés acerta nas contas públicas; Passos Coelho quer governar mas não tem programa...Também não vale a pena esfalfar-se porque ninguém liga a isso...nem os autores...;  Cavaco Silva em vez de por ordem neste caos anda a mostrar palácios ao príncipe  Carlos, ao camafeu da Camila e à "presidentxi du Brasiú" (não é assim, Miguel Sousa Tavares, que se ridicularizou ao entrevistar a Dª Dilma em "brasilês" do Equador...) mais o Lula; enquanto este vip's comiam do bom e bebiam do melhor os bancos portugueses eram atirados para o "lixo" dos "ratings" internacionais; o ministro da Justiça retirou à mulher, juíza, 72 mil euros que antes tinha autorizado; os tribunais trabalham a meio gás sem tintas para as impressoras; os polícias sem combustível para os carros vêem os ladrões escapulirem-se; os doentes nos hospitais adoecem lá à mingua da fome; o Conselho de Estado, que integra uma boa parte dos responsáveis pela miséria do país, reuniu para Mário Soares dormir uma sesta descansado; as empresas de transportes arriscam deixar os passageiros em terra por se encontrarem falidas;  os comentadores têm todas as mezinhas para curar o País, atropelam-se nas explicações, debitam fórmulas mágicas para exterminar a malvada crise, comentam-se uns aos outros, argumentam como pescadinhas-de-rabo na boca; a esmagadora maioria deles são políticos, muitos foram ministros e só fizeram asneira da grossa; os deputados deputam-se numa assembleia moribunda à espera de novos "polidores de cadeiras" dentro de dois meses. Soa a fim de festa. A finados. A caos. Anarquia. Desorganização. Rebaldaria sem fim à vista. Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado !

quarta-feira, 30 de março de 2011

Estado nas tintas para a justiça



Se alguma vez a expressão popular "estar nas tintas" foi usada com toda a propriedade esta é uma delas. O Estado está-se nas tintas para a Justiça...A falta de tintas para as impressoras nos tribunais é uma prova cruel do desleixo para onde foi remetido o pilar da Democracia. 
Cara, zarolha e politizada, a Justiça portuguesa flutua ao sabor dos caprichos dos partidos que governam e, hoje em dia, é menos credível e equilibrada do que as leis dos piratas a bordo dos seus navios. Pelo menos os salteadores de perna-de-pau cumpriam um código rigoroso sem excepções para ninguém. 
Após quase 40 anos de Democracia já se concluiu facilmente que aos sucessivos governos nunca interessou uma Justiça acessível, cega e equilibrada não vá algum diabo de juiz tecê-las e levar até ao seu termo um processo que envolva alguém influente. Os exemplos são mais que muitos, desde o sangue contaminado com SIDA ao BPN's e aos Freeport's. Sublinhe-se também as acções deploráveis dos sucessivos procuradores-gerais da República, lestos a arquivar na sexta secção (caixote do lixo) tudo o que toque ao de leve em quem os nomeou (governo e presidente) com rábulas que envergonham qualquer estado de Direito. 
Se existe um sector na vida portuguesa que pode ser reestruturado sem se gastar um euro é a Justiça. Infelizmente, as alterações sucedem-se para dar cobertura aos mais altos responsáveis da Nação, com alterações inqualificáveis aos códigos penais, plenos de artifícios para os criminosos se livrarem do castigo e quase omissos quanto aos direitos das vítimas. 
Um país nas tintas para a Justiça é uma Democracia amputada do seu valor supremo. Portugal está doente. Em fase terminal, sem qualquer exagero. 

"Tau tau" na Rihana !


Vá lá entender-se as mulheres. Sempre me disseram desde pequenino que numa mulher não se bate nem com uma flor. "Só com um vaso", ironizam os gabirús. Bem, deixemos a conversa de marialva polidor de esquinas, palito nos dentes e assobio fácil para chamar a atenção de uma curvilínea "vamp"(ira) e voltemos à delicadeza com que as mulheres gostam de ser tratadas. Todas? Nem por isso. A boazona da Rihanna, uma escultural cantora natural dos Barbados cujas curvas distraem da voz, afirmou, em entrevista à "Rolling Stone", que gosta de ser acariciada com umas "palmadas". Ora toma ! 
Apesar de, como diz, se sentir um "bocado masoquista", a Rihanna não aprecia por aí além apetrechos como chicotes ou algemas mas não dispensa ser bem agarrada com as mãos, o que obviamente é mais ecológico e natural. 
Então o que lhe terá feito o namorado Chris Brown, em 2009, para ser condenado por maus tratos à menina?
Chicoteou-a? Crucificou-a? Pendurou-a no tecto de cabeça para baixo? Calculou mal a palmadinha e deixou-a com um olho negro? Mandou-a ficar por cima ela que gosta de ser submissa na cama?
Mistério! Ela não confessa mais que isto, a não ser que o pai, drogado e alcoólico, a prendava com uns valentes enxertos de porrada. 
Pelo menos a Rihanna não fica cara em prendas como jóias, peles, carrões, casarões e outros luxos nestes miseráveis tempos de crise e fica acessível a quem anda asfixiado por PEC's. 
Passa por aqui e levas um "tau tau"...

terça-feira, 29 de março de 2011

Mais de mil acessos !


Pois é, meus amigos e estimados leitores. Apesar da sua infantil existência de menos de 2 meses, o trokatintasnews@blogspot.com já há dias que ultrapassou os mil acessos. A todos os que têm acompanhado as minhas graças e desgraças os meus agradecimentos por terem a pachorra de clicar no meu blogue das lamentações. 
Também é com agrado que verifico a internacionalização dos acessos, especialmente o grande número proveniente dos Estados Unidos, que me "consome" quase tanto como Coca-Cola. Só lamento ter perdido o meu leitor na Índia (será que levou uma marrada de uma vaca sagrada ou achou o kama sutra mais interessante?) mas, para compensar, ganhei um interessado na Indonésia. Saudações ao meu amigo "suharto". Boas-vindas também aos novos cuscas da Irlanda, Itália e Hungria. 



segunda-feira, 28 de março de 2011

Acabaram-se os piropos !


Vade retro! Nem quero ver...
A partir de agora não há piropos para ninguém. Desculpem as minhas amigas mas as palavras "querida" ou "gira" ou "bonequinha" foram banidos do léxico das nossas conversas, mensagens ou sinais de fumo. Finitto. Kaput. Se a Britney Spears passar por mim na rua com aqueles trajes em  que não se percebe muito bem se está meio vestida ou meio despida atiro-me para dentro do vidrão com a mesma determinação com que um faquir se lança sobre um colchão de pregos, não me vá sair da boca algum "ai...ai..." ao ver as curvas daquela "febra", ups, perdão, daquela senhora.
Tudo isto porque a britânica Vicky Simister fundou o Anti-Street Harassment UK (‘Grã-Bretanha contra o assédio nas ruas’, em tradução livre) depois de ter sido perseguida nas ruas de Londres por um grupo de homens que se insinuou sexualmente. Bem, se os meus camaradas homens passaram o limite da obscenidade estou de acordo com a iniciativa, mas se se limitaram a coroá-la como "good", "very good" ou "georgeous" (será que é?) penso que anda por aí uma pontinha (sem intuitos lascivos, juro) de exagero.
Mas há ainda radicais mais fundamentalistas como o grupo internacional Hollaback! que  está a incentivar as vítimas(?) dos piropos indesejados em todo o mundo a contar as suas histórias na internet e a identificar os locais onde ocorreram. Algumas chegam a publicar online fotos dos homens em questão. Eh lá! Só por um simples e inocente assobio ou um adjectivo qualificativo de uma "obra de arte", lá me fugiu de novo a boca para a verdade do dia-a-dia, sorry,  um tipo arrisca-se agora a levar com a sanha persecutória das senhoras ortodoxas alérgicas a um elogiozinho. 
Não, não, a mim não me apanham nas malhas dessas organizações anti-piropo. Vou andar com palas nos olhos, vista colada ao chão e sempre que uma "jeitosa", gaita, novamente a malfadada adjectivação, se aproximar passo para o passeio do lado de lá, voo para uma valeta ou, em desespero de causa, há sempre os esgotos para furtar aos sentidos à visão de uma "bomba", arghhh, cala-te boca !

Portanto, minhas amigas, não se admirem que as trate de modo bem diferente a partir de agora não vão as anti-piropos tecê-las ! 
Feliz da minha vizinha de cima que nunca teve estes problemas...Por que será? 


domingo, 27 de março de 2011

O inferno da mudança da hora


Quem teria sido o filho da mãe, da uma cabra e de um sacristão que inventou esta aberração da mudança da hora? Esse ranhoso deve ter orgasmos sádicos duas vezes por ano quando põe toda a malta a masturbar os relógios para andarmos ao ritmo dele. Grande canalha, vai batê-las aos grilos, seu pulha horário. Deves ser o raio de um impotente recalcado que faz isso para dizes à pobre da tua insatisfeita mulher "ó filha, já chega, estamos "nisto" há mais de uma hora". E por causa da tua virilidade fora de prazo temos de gramar com o raio do Sol até à meia-noite. Devias ser empalado pelo olho cego até à cloaca vocal. Esticado por dois cavalos até o teu malvado esqueleto se rachar. Cortado às fatias numa máquina de fiambre durante a porra da hora que me surripiaste. Despelado em água a ferver para berrares quando pusesses as patas no chão ou esse cu de patife imundo numa cadeira. Que tenhas tanta sede que toda a água do Mundo não evite que te desfaças em areia onde os camelos vão largar as bostas. As sete pragas do Egipto são poucas e benévolas para te castigar devidamente, traste manipulador do tempo. 
E os meus gatos, ó javardo do atrasa-e-adianta? Quem os convence que a hora mudou? Eles estão-se assanhando para a tua paranóia de mudares a hora. À hora certa, a "deles", lá estavam a exigir-me que lhes pusesse a mesa, meu vigarista horário, usando todos os truques felinos para me levantar.
Nunca me apareças à frente, miserável proxeneta dos minutos, pederasta dos segundos, que te esgano até vomitares a hora que me deves e vais desejar mil vezes que antes tivesses encontrado o Mafarrico em pessoa nas goelas do Inferno !

O meu reino por um isqueiro !!!

A minha vela-isqueiro...

Há dias em que um tipo se levanta com o pé esquerdo. Irra ! O meu ritual diário começa por acender um cigarro. Fui para a casa de banho, sentei-me no "trono" dos detritos, peguei no isqueiro e zuca...zuca...zuca...mas quanto à calorosa e desejada chama...nada.  Insisti com o raio do BIC até o polegar ficar em carne viva...Rien de rien...Entre pragas e expressões eventualmente chocantes procurei por fósforos. Vasculhei a despensa, a cozinha e nem um desejado pauzinho de ponta vermelha. Vermelho já estava eu de raiva por não encontrar nada que fizesse faísca e me desse o prazer de satisfazer o vício. Mais umas voltas e lá estavam umas carteiras de fósforos daquelas que um tipo surripia como recordação dos hotéis. Mas, infelicidade das infelicidades, o tempo e a humidade deixaram-nos gelados e incapazes de dar lume como o focinho de um urso polar. Quase a esgotar o meu vasto reportório de pragas lá vislumbrei um Zippo que o meu filho me ofereceu num dos últimos aniversários. Eureka ! Era agora. Qual quê. A pedra estava gasta e o algodão do combustível seco como um esqueleto ao sol do deserto do Atacama. Obviamente que também já não me lembrava onde tinha guardado as pedras e o combustível para o meu estimável Zippo renascer para as labaredas. Descalço e em trajes menos fui bater à porta da vizinha implorando por um fósforo. Subi e desci escadas porque esta gente tem o raio da mania de sair de casa ao domingo para se enfiarem nos Pastéis de Belém, nos centros comerciais ou andarem a lixar ainda mais o buraco do ozono com a poluição dos carros por estradas que percorreram milhares de vezes e não têm qualquer novidade. Depois venham-me falar em crise que os mando para a "outra banda" imediatamente. Finalmente lá encontrei um vizinho consciente que cumpre as regras do FMI e não entra em vadiagens domingueiras supérfluas. Também tinha o isqueiro em baixo de forma com uma chamazinha minúscula. Do mal o menos. Lá deu para eu acender uma vela em casa e cá estou eu de olho nela não vá a corrente de ar apagá-la e os meus pulmões ficarem sem a indispensável intoxicação tabágica...Ainda por cima a vela não sei se é de confiança. Foi-me oferecida por uma bruxa amiga no dia das ditas...

sábado, 26 de março de 2011

A mulher mais importante da minha vida


Hoje, em conversa animada com a minha "mais-que-tudo-e-alguma-coisa" descobri, ao fim de todos estes anos, quem foi, até ao momento, a mulher mais importante da minha vida. 
Não, não foi a minha mãe, também não foram as minhas avós, muito menos as tias, primas, madrinhas e outras presenças femininas fixes para aparecerem nas fotografias familiares. 
Também não foram as minhas três mulheres oficiais ou as cunhadas (hmmm...) e muito menos as sogras, embora estas também não fossem as bruxas-más que as afamam. As seis ou sete outras "unidas de facto" não merecem igualmente este título honorífico mas importantíssimo para mim de "mulher mais importante da minha vida"....Nem as namoradas de ocasião ou as companheiras fugazes de uma só noite...Tão pouco a professora da escola primária ou as dos ensinos daí em diante...As minhas empregadas, confesso, têm dado um certo jeito...Amigas são amigas e não são contas deste rosário...
Mas aquela, a especial, a única, a que saiu do quentinho da cama para me vir acolher nos braços às 3 da madrugada, essa sim merece toda a minha mais profunda gratidão, por me ter desatado os nós do pescoço e fazer berrar a plenos pulmões para o Mundo. 
Ela é, como não podia deixar de ser, a minha PARTEIRA !


PANDUR BONS PARA A GUERRA DO SOLNADO

Os PANDUR prontos para a Guerra do...Solnado

Estes negociantes de armas portugueses das últimas décadas são umas anedotas saídas das famosas Guerras do Solnado. A última situação ridícula relacionada com o nosso "armamento" são os blindados Pandur, veículos austríacos da Steyer-Puch, adquiridos para substituir a velhas, fiáveis e carismáticas Chaimite, ícones do 25 de Abril e do 25 de Novembro de 1975, da Escola Prática de Cavalaria e do Regimento de Comandos. 
Os "crânios" que montaram os Pandur cometeram vários erros. Era suposto que estes veículos fossem estanques mas nos primeiros testes meteram água e o pessoal saiu lá de dentro com os pés molhados e em riscos de apanharem uma gripe...
Agora, instalaram uns lançadores de mísseis de tal modo que a metralhadora da torre não pode disparar para o lado direito. Um "pormenor" insignificante num teatro operacional. Estou a ver os Pandur a intervir na Líbia, a pedido do grande amigo de José Sócrates, o coronel (não se sabe de quê) Kadhafi, e os comandantes dos blindados portugueses a pedirem ao inimigo (em árabe técnico): 
-- Não se importam de se chegar mais para a esquerda para a gente poder matar-vos?
-- لا يكلف نفسه عناء المجيء إلى اليسار حتى نتمكن من قتلك؟ 

A Guerra do Solnado...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Contas públicas de vícios privados


O Orçamento Português foi bastante "ratado"

Se o Presidente da República aconselhou, para não dizer "travou", Pedro Passos Coelho a desistir da ideia de uma auditoria às contas públicas é um escândalo que deve indignar os contribuintes portugueses. 
O Senhor Presidente da República não está a lidar com o orçamento mensal lá da casa particular dele mais a sua Maria. O dinheiro em causa saiu dos bolsos dos cidadãos e dos cofres das empresas privadas. É nosso! Não pertence ao Estado e muito menos aos detentores de cargos públicos. 
Já chega de aldrabices, manipulações e propaganda. O Povo já se apercebeu que o Orçamento de Estado tem mais buracos que um queijo suíço e os PEC´s mais remendos que as vestes de um sem-abrigo, com todo o respeito por estes desvalidos da vida. 
Aos contribuintes assiste o direito republicano e ético de saber onde foram gastos os seus impostos. Cêntimo por cêntimo. 
É muito grave se o Senhor Presidente da República colaborar nesta farsa financeira engendrada pelo famigerado governo que agora caiu. Há cavaquistas a babarem-se de apetite com o odor irresistível do poder. Hoje já se registaram sinais preocupantes de movimentações suspeitas na área do velho e bafiento PSD. 
Que Pedro Passos Coelho não caia no erro de se deixar insinuar pelo canto da tralha cavaquista como foi manipulado, em certa altura, pelo polvo socialista. Isso seria o seu fim político!

Desiludido ? Vote Zé Povinho !

Está desiludido com os governos? Está desiludido com as políticas? Está desiludido com os partidos? Está desiludido com os deputados? Está desiludido com os políticos? Está desiludido com a educação? Está desiludido com a justiça? Está desiludido com a saúde? Está desiludido com o emprego? Está desiludido com o desemprego? Está desiludido com a austeridade? Está desiludido com mentiras e propaganda? Está desiludido com o Magalhães, o Freeport, a Face Oculta? Está desiludido com o BPP e o BPN? Está desiludo por haver "boys" que ganham num mês o que um "sem partido" aufere em 10 anos?
Não se abstenha ! Não vote em branco !
VOTE ZÉ POVINHO !
O único que fala VERDADE !

O  último PEC ! ...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Conselho de Estado e a demissão do Governo



O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para auscultar a opinião dos notáveis senadores portugueses sobre a demissão de José Sócrates e do seu Governo: 
D. Afonso Henriques: -- Eu racho esses reizinhos infiéis com a minha espada e conquisto e arraso o castelo do Largo do Rato ! Egas Moniz, trás o meu cavalo e chama o Geraldo Sem Pavor e o Gonçalo Mendes da Maia para me acompanharem !
D. Dinis: -- Vou mandá-los imediatamente para  Leria para plantarem um pinhal de sol a sol !
Rainha Santa Isabel: -- Majestade, são rosas (socialistas), Senhor !
D. Pedro: -- Arranco-lhes o coração pelas costas, como-os de cebolada e vão beijar o cadáver da minha bela Inês. 
Padeira de Aljubarrota: -- Meto-os no forno a assar em lume brando!
Vasco da Gama: -- Ponho-os a ferros e vão remar até à Índia !
Luís de Camões: -- O Sócrates e os barões assinalados...
Restauradores: -- Cala-te! Em nome de todos os fidalgos sugiro que sejam atirados da janela mais alta do Reino!
Marquês de Pombal: -- Vão ser esquartejados e queimados na fogueira ao lado dos Távoras ! Ohpá, isto está tremido...
Oliveira Salazar: -- Para Angola, rapidamente e em força !
Marcelo Rebelo de Sousa: -- A questão divide-se em quatro partes...
Zás, e caiu redondo, rachado de alto a baixo por uma espadeirada fulminante, acordando Mário Soares.

FILMES EM TEMPO DE TEATRO POLÍTICO


Em tempo de crise nada como nos distrairmos e ir até ao cinema para desanuviar deste dilúvio de más-notícias e do tsunami de comentários mais ou menos disparatados de políticos que levaram o País à miséria enquanto detentores de cargos públicos mas uns maravilhosos curandeiros de todas as maleitas nacionais em frente aos microfones...
Bom mas vamos lá o que há por aí em cartaz:
"O Homem Invisível" com Cavaco Silva; "O Grande Ditador" com José Sócrates; "O Padrinho" com Mário Soares; "O Couraçado Potemkine" com Santos Silva; "E Tudo o Vento Levou" com Teixeira dos Santos; ; "O Cowboy da Meia Noite" com Rui Pereira; "O Clube dos Poetas Mortos" com Manuel Alegre; "Voando Sobre um Ninho de Cucos" com Jaime Gama; "O Guarda Costas" com o Procurador-Geral da República; "A Desaparecida" com Fátima Felgueiras"; "O Tesouro de Barba Ruiva" com Vítor Constâncio; "Lawrence da Arábia" com Luís Amado; "O Senhor dos Anéis" com Jorge Coelho; "Tubarão" com Armando Vara; "Gata em Telhado de Zinco Quente" com Maria de Lurdes Rodrigues; "O Estranho Mundo de Jack" com Mário Lino; "Ali Babá e os 40 Ladrões", com Ricardo Rodrigues; "O Bom, o Mau e o Vilão", com Paulo Pedroso, Bibi e Juiz Rui Teixeira; "Forrest Gump" com Jorge Sampaio; "Os Homens do Presidente", com Oliveira e Costa e Dias Loureiro; "A Guerra das Estrelas" com Pedro Passos Coelho, Manuela Ferreira Leite, Luís Filipe Menezes, Pedro Santana Lopes e Marques Mendes; "As Invasões Bárbaras" com José Manuel Durão Barroso; "Laranja Mecânica" com Pacheco Pereira; "As Vinhas da Ira" com Francisco Louçã;  "América Proibida" com Jerónimo de Sousa; "Estrada Perdida" com Manuela Moura Guedes; "Veneno de Cobra" com Paulo Portas; "A Quadrilha Selvagem" com PS; "A Lista de Schindler" com PSD; "Os Sete Samurais" com CDS; "Tudo Bons Rapazes" com BE; Os Condenados de Shawshank" com PCP; "Os Intocáveis" com Medina Carreira...
Hmmm...acho que vou por este...Gosto de gente séria e impoluta!

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Bela deixou-nos e o Monstro também





Ontem faleceu  Elizabeth Taylor e demitiu-se José Sócrates. Foi um dia de contrastes. Sensações fortes de sinal contrário. Um péssimo e um óptimo. Infeliz e felizmente. 
A notícia da morte da actriz deixou-me triste, introspectivo, embrenhado em recordações,  senti que um bocadinho de mim  também a acompanhou para sempre; a saída do primeiro-ministro despoletou-me um clima eufórico, recalcado desde o 25 de Abril, agora respiro livre das grilhetas de uma governação mitómana imposta por alguém cada vez mais desfasado da realidade; 
O Mundo chora a perda de uma grande senhora do cinema mundial; Portugal festeja o regresso da Liberdade após seis anos de (des)governação asfixiante, incapaz, ignóbil nos meios para atingir os fins. 
Aos 10 anos, a estrela de cinema iniciou a sua carreira fulgurante; o "nosso" ex-PM nunca fez nada na vida.
Elizabeth é um dos ícones globais dos últimos 60 anos; os 6 anos de liderança do José foram uma página negra na História de Portugal.
A diva de Hollywood extasiou o planeta com o seu charme e  a harmonia do seu trabalho; o migrante de Vilar de Maçada achincalhou, mentiu, manipulou e enganou sem pudor o povo português. 
A "Cleópatra" encantou  em milhões ecrãs de cinema, como no inesquecível "Quem tem medo de Virgínia Wolf?", ressuscitando a imperatriz do Egipto em todo o seu esplendor; o "animal feroz" enredou-se numa teia de confusões típicas do xico-esperto que sobe na vida à custa de jogos de bastidores, tráfico de influências e artimanhas políticas;
A bela vedeta de olhos cor de violeta apaixonou milhões de fãs rendidos à sua arte e fez sonhar ricos e pobres; o político produzido no Largo do Rato conduziu milhões de portugueses até ao limiar da miséria.
A vencedora de dois Oscar da Academia deixa-nos, aos 79 anos, com um sentimento misto de nostalgia e saudade; O socialista-mor abandona o cargo aliviando quem não suportava mais a sua histeria, incompetência e arrogância. 
De Elizabeth Taylor serão recordadas as suas participações magistrais, além dos filmes atrás referidos, em "Um Lugar ao Sol", "Assim Caminha a Humanidade", "Os Farsantes", "A Megera Dourada" ou "Disque Butterfield 8". A actriz nascida em Londres foi uma generosa filantropa na causa da SIDA, especialmente após a morte do seu colega e grande amigo Rock Hudson, vítima daquela doença. 
O legado de José Sócrates é bem diferente. O opressivo governante deixa a dúvida sobre a genuidade do seu diploma, o envolvimento em casos obscuros como a Cova da Beira, Freeport e Face Oculta, a promiscuidade entre a PT e o Tagus Park para controlar a Media Capital e silenciar a jornalista Manuela Moura Guedes e a rábula das escutas telefónicas com o seu "compagnon de route" Armando Vara silenciadas pelo Procurador-Geral da República e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, enfim um longo rasto de capítulos sinistros de um tempo que felizmente chegou ao fim. 
E foi assim que a bela (Elizabeth Taylor) e o monstro (José Sócrates) dividiram ontem os meus sentimentos. 








GOVERNO à RASCA

E  depois do adeus? 


A horas de caírem redondos no chão da Assembleia da República o Governo à Rasca já procura novos horizontes profissionais:
José Sócrates vai vender "Magalhães" de porta em porta ou desenhar galinheiros na Guarda; 
Luís Amado vai recolher-se na tenda do Kadhafi junto aos camelos mais fiéis;
Teixeira dos Santos inscreve-se nas Novas Oportunidades para aprender a tabuada; 
Silva Pereira vai fazer um casting para Os Morangos Com Açúcar; 
Santos Silva fica como marinheiro a dias no submarino do Portas; 
Rui Pereira vai tirar um curso de segurança na Prosegur e ser colocado na Cova da Moura;; 
Alberto Martins volta a cantar o fado "Governo tem mais encanto na hora da despedida" em Coimbra; 
Vieira da Silva passa a recibos verdes como porteiro da sede do PS no Largo do Rato; 
António Serrano vai dedicar-se à pesca à linha e semear nabos ao fim-de-semana; 
António Mendonça inscreveu-se para pica-bilhetes no TGV; 
Dulce Pássaro vai voar não se sabe para que ambiente; 
Helena André mantém a sua especialidade: o desemprego; 
Ana Jorge fica no centro de saúde para deixar o Vara passar à frente da bicha; 
Isabel Alçada vai devolver o "P" ao EGITO;
Mariano Gago é...é...é... voluntário para colonizar Marte no programa da NASA;
Gabriela Canavilhas aproveita a experiência em piano para teclar num call-center; 
Jorge Lacão foi sempre político e não sabe fazer nada...vai engrossar a lista dos subsídiodependentes.
FIM



terça-feira, 22 de março de 2011

Comunistas sanearam Artur Agostinho


Artur Agostinho, um "artista" completo

Quando entrei na área da Comunicação Social o Artur Agostinho encontrava-se no exílio, no Brasil, na sequência da sua prisão durante o PREC, no tempo dos mandatos de captura em branco emanados do COPCON. 
Tinha sido director do "Record" até 1974 e, ao contrário do que se disse ontem profusamente durante o dia, não saiu daquele jornal desportivo por passar de bissemanário a trissemanário, mas sim porque os comunistas e mrpp's do "Diário Popular" correram com ele por motivos políticos. 
Um desses comunistas empedernidos, um conhecido locutor que passa pelas televisões com ar de anjo celestial, sonegou-lhe o lugar. Pior, os comunistas do "Diário Popular" fizeram vários plenários com o objectivo de encerrarem o "Record", com o argumento de que o jornal desportivo devia 10 mil contos ao diário que pertencera a Brás de Medeiros e, salvo erro, ao tio de Pinto Balsemão. 
Artur Agostinho, entretanto, voltou do Brasil, refez a sua vida com o êxito que todos conhecem, enquanto a corja comunista que o saneou e que pretendia fechar o "Record" anda por aí no reino da sua mediocridade reciclados em democratas da primeira hora, à excepção de um apresentador-locutor que se pavoneia com um ar angélico pela televisão e não só. 
É esta a verdadeira história da passagem de Artur Agostinho pelo "Record" e não aquelas que ontem foram falsamente divulgadas. 
"Eles" sabem do que eu estou a falar...

Bandeira preta no Castelo de São Jorge

"1 Milhão" à reconquista de S.Jorge

Os integrantes da marcha "1 Milhão na Avenida da Liberdade" deveriam encetar uma acção muito mais incisiva do que apenas um "passeio" do Marquês de Pombal até aos Restauradores, uma "romaria" muito "dejá vu" e rotineira...  Precisa-se de uma concentração mais incisiva e simbólica de modo a que o seu impacto afecte definitivamente a consciência da classe política. Por que não este movimento "1 Milhão" desaguar no Castelo de São Jorge e hastear na torre mais alta do majestoso  símbolo da independência nacional uma bandeira negra e faixas negras penduradas nas ameias, simbolizando o repúdio geral pelo estado a que Portugal chegou por manifesta incompetência e ganância pessoal de quem nos tem (des)governado ao longo das últimas décadas?
A revolta contra as forças invasoras francesas também se iniciou quando o general Junot hasteou a bandeira francesa no Castelo de São Jorge. Esta manifestação de desagrado pela actuação danosa dos políticos portugueses poderia repetir, duzentos anos depois, a indignação popular de então e que encorajou os portugueses a oporem uma resistência firme e corajosa contra as hordas napoleónicas . Estou certo que a "reconquista" desse monumento pelo povo constituiria um sério aviso para os putativos candidatos à vida política reflectirem futuramente sobre o seu comportamento quando detentores de cargos públicos.  

Governo de lobo a cordeiro

A partir de amanhã tem de ser "engenheiro"...

O governo está a naufragar. Amanhã, 23 de Março, os partidos da Oposição vão deixá-lo estatelar-se estrondosamente na Assembleia da República. Porém, tal como aconteceu, com a tragédia do Titanic, a orquestra da propaganda continua a soar. Na iminência de se verem despojados dos seus majestosos cargos, os ministros do governo já dizem, angustiados, que negoceiam tudo e mais alguma coisa em relação ao PEC (Processo de Escravidão em Curso) IV, que as medidas apresentadas em Bruxelas afinal não o eram, que não passavam de simples traços gerais. Muito próximo de ficarem sem carros, ordenados e suplementos chorudos, cartões de crédito e telemóveis à custa dos contribuintes, os lobos da matilha do "animal feroz" travestiram-se de ovelhas mansas e fofas e suplicam por clemência pelos estragos que causaram a Portugal. Mário Soares, qual Egas Moniz com a corda ao pescoço, choraminga num artigo do "Diário de Notícias" por perdão ao PSD. Noutro acto de desespero, aprovou-se uma concertação social, há poucas horas, entre o governo, as confederações e a UGT, tudo correias de transmissão socialistas, unidos apenas pela anunciada queda do império rosa. 
O teatro trágico da agonia dos privilegiados dos diplomas domingueiros, faces ocultas, freeports, covas da beira e outras manigâncias perderam repentinamente toda a sua altivez e arrogância. Surgem agora nos ecrãs das televisões com voz embargada, olhos vermelhos de lágrimas reprimidas e promessas de um mundo novo se os deixarem continuar nos seus ricos (literalmente) lugares. A vertigem do poder deixou-os inebriados durante seis anos. A perspectiva da partida dos seus palácios dourados e de começarem a trabalhar no país real deixa-os em pânico. A descida do pedestal do Olimpo para junto da multidão anónima assusta-os profundamente. 
É pena não terem de pagar por todos os danos que causaram a Portugal.

domingo, 20 de março de 2011

"1 MILHÃO" SEM PANINHOS QUENTES !


Aprecio a ideia de "1 Milhão na Avenida da Liberdade Pela Demissão de Toda A Classe Política". Ok. estou de acordo. Não gosto de Política, não gosto de Políticos e muito menos dos que nos têm governado desde o 25 de Abril e conduziram o País ao estado miserável em que se encontra. 
A Geração À Rasca saiu à rua, juntou um número assinalável de 300.000 manifestantes, mas o "passeio" agradável pela Avenida da Liberdade entrou por um ouvido e saiu por outro de quem nos governa. No sábado passado, mais um mar de gente circulou por aquele itinerário e a Política continua a desenrolar-se nos bastidores sem qualquer sinal de ter sido minimamente incomodada. 
Daí a pergunta: esta "Marcha de 1 Milhão" vai efectuar-se nos mesmos termos que as duas reuniões anteriores? Se assim for obviamente que nem um presidente de Junta de Freguesia se irá demitir. Quanto muito aparecem umas imagens nas televisões, uns comentadores com ar de gozo a ridicularizar a iniciativa e os Políticos impávidos e serenos a continuarem a sua obra sinistra de arruinar Portugal. 
Vamos pressionar para demitir o Presidente da República?
Vamos pressionar para demitir o Governo?
Vamos pressionar para demitir a Assembleia da República?
Vamos pressionar para demitir os governadores-civis, os autarcas, as administrações das empresas públicas? 
Não creio que ninguém se incomode sequer com "1 Milhão na Avenida da Liberdade" se tudo decorrer como uma Meia Maratona de Lisboa feita a passo de caracol. 
É preciso responsabilizá-los pela falta de credibilidade das instituições e acusá-los com factos concretos que têm passado ao lado da indignação geral. Não bastam uns cartazes irónicos sobre Fulano ou Beltrano. É preciso chamar os "boys" pelos nomes, números, estatísticas que provem quanto mal têm causado ao País. Mas tudo isto de modo acutilante, sonoro, explícito, que especifique visivelmente a carreira de cada uma das sanguessugas que têm vivido à custa do Estado e convencê-los de uma vez por todas que para eles não há mais votos e terminou a confiança dos cidadãos nas suas acções lesivas do Estado Português. 
Isto com paninhos quentes não vai a lado nenhum !

O feitiço da Lua Cheia

A lua "gorda" vista da minha janela

A Lua passeou cheia e iluminou a minha rua. Lembrei-me do Luar de Agosto do meu livro da terceira ou da quarta classe. Recordei as histórias de infância ouvidas numa aldeia da Beira Baixa, Alcafozes, um lugar perdido entre os inúmeros cabeços nas franjas da Meseta Ibérica. Nos anos 50 e 60 não havia electricidade por ali. Ao pôr-do-sol acendiam-se os candeeiros a petróleo dentro das casas de pedra. A cozinha no andar superior, logo a seguir às escadas, iluminava-se timidamente com a chama da candeia de azeite sobre a lareira. Em baixo, instalavam-se os animais, burros ou machos, galinhas e cabras, e sentia-se o cheiro seco do feno. 
Depois de jantar a família reunia-se na soleira da porta, sentada em "mochos" de cortiça ou cadeiras de vime entrelaçado na armação de madeira. Nas noites de lua cheia os serões prolongavam-se um pouco mais. A maioria das histórias versavam as noites de luar. Os contos que mais me fascinavam e simultaneamente arrepiavam eram os que envolviam  lobisomens transformistas que surgiam  nas encruzilhadas nos caminhos de pêlo hirsuto e dentes arreganhados, a "má-hora" que fustigava quem não se refugiava a tempo desse indesejável encontro, os pássaros empalados nos ramos mais afiados das silvas, a loucura acentuada pela lua cheia e um sem fim de outras lendas e narrativas inspiradas no brilho mais cintilante do belo astro.
Com o decorrer dos anos fui observando a Lua dos lugares mais diversos, desde o mar ao deserto, das montanhas às florestas, das cidades às planícies. O luar que mais me influenciou e interiorizei com uma paz de espírito indescritível e me deixou uma recordação inesquecível foi na ponte sobre o rio Cobrão, um pequeno curso de água antes de Vila Velha de Ródão e no início da estrada para a Sertã. A magia do sussurrar das águas que espelhavam com milhões de pontos brilhantes a luminosidade da Lua prenderam-me para sempre na memória o feitiço daquele lugar intenso e único.  






sábado, 19 de março de 2011

Que raio de País é este?

Bairros sociais, um "paraíso" subsídiodependente

Este país está virado do avesso, merece reflexão e sobretudo...acção ! Estes exemplos que vou relatar exemplificam o "estado a que isto chegou". E como estes quantos mais não existirão neste país virtual? 
Uma amiga minha sofre de uma doença psiquiátrica muito grave, encontra-se acamada em casa, onde residente apenas com a mãe. A jovem de 30 anos só se levanta para ir ao WC, não consegue sair à rua (agorafobia) nem ficar sozinha em casa. A mãe trabalha a dias numa casa particular onde aufere 200 euros mensais. Depois de pagarem 180 euros de renda de casa ficam com 20 (vinte) euros para (sobre)viverem. 
A Segurança Social pagava-lhe 150 euros por mês, o que dava para os medicamentos e comer bananas e beber leite. Nada mais. Entretanto chegaram os PEC's do Governo e as funcionárias da Segurança Social deslocaram-se à sua residência, vasculharam toda a casa em busca de sinais "interiores de riqueza" e foi longamente questionada como tinha adquirido um portátil, desconfiando da justificação (verdadeira) de que tinha sido uma oferta de uma pessoa amiga para lhe atenuar a solidão. O PC  é a sua única janela para o Mundo. Indiferentes à doença da jovem, no entanto, ameaçaram-na que se ela não se deslocasse ao hospital lhe retirariam todo o apoio. Ela não é incapaz de sair de casa e por incrível que pareça não existe um único médico do serviço público que se desloque ao domicílio para observá-la. Aliado a tudo isto, que já é grave,  as funcionárias da Segurança Social reduziram-lhe a prestação social quando a mãe lhes contou que a patroa lhes tinha dado 40 euros  para elas não morrerem de fome. Assim, desde Agosto do ano transacto, a jovem passou a receber a espantosa quantia de 5,48 euros por mês da Segurança Social. Isso mesmo 5 (cinco), 48 (quarenta e oito) euros. 
Mas esta vergonhosa rábula não ficou por aqui. Nem os PEC's. Como ela não compareceu à consulta marcada, por incapacidade de controlar os fortes ataques de pânico que sente quando tenta sair ou fica sozinha em casa, a decisão da Segurança Social foi pura e simplesmente cortarem-lhe também os 5,48 euros de apoio social. 

Agora o reverso da medalha. Outra amiga minha trabalha na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Ontem encontrei-a e estava revoltada. E com razão. Uma cigana entrou pela secção de atendimento dentro, sentou-se, apresentou um par de gémeos a juntar aos cinco filhos que já tinha e imediatamente a sua prestação social subiu de 1100 euros (mil e cem euros) para 1500 euros (mil e quinhentos euros). A cigana em causa vive com um companheiro que vende nas feiras mas não é tributado, faz centenas ou milhares de euros todos os fins-de-semana, vivem à borla numa casa oferecida pela Gebalis, não pagam luz porque têm uma baixada tirada directamente dos fios eléctricos que passam à porta, deslocam-se num Audi A4, para os passeios, ou numa carrinha Mercedes para as feiras e em casa não lhes falta televisores LCD's, Playstation's para os miúdos e toda a gama de electrodomésticos e outras comodidades. 
Diz-me essa minha amiga da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que não é raro o dia em que os ciganos lá vão e ameaçam os funcionários com porrada ou facadas e saem com subsídios de 800, 900, 1000 e mais euros. 
Estabelecendo um paralelo entre estes dois casos a pergunta que se impõe é a seguinte: em que porcaria de país é que vivemos? 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Adormecer e acordar com Sócrates aos berros

Bzzzzzzzzzzzzzz !!!

Normalmente durmo sempre com a TV ligada. Umas vezes faço "zapping" furiosamente até encontrar algum programa que me interesse, o que nem sempre acontece, outras vezes adormeço com o comando na mão, sem tempo para me fixar num canal qualquer. 
Esta noite adormeci durante um noticiário, por volta das 5h00 da manhã, quando o primeiro-ministro José Sócrates debitava um chorrilho de frases feitas aos pobres dos jornalistas de microfone em punho a levarem uma seca  da milionésima versão socrática acerca da "crise". O homem estava de tal modo alterado a expelir mais decibéis que um Jumbo 747 a descolar que me virei para o lado e adormeci convicto que hoje seria um novo dia com um novo PM. 
Qual quê !!!
Acordei com a mesma vozearia do mesmo personagem a ecoar vibrante e histérica na Assembleia da República, completamente assanhado contra o PSD, o CDS, o BE, o PCP e tudo o que politicamente mexesse, novamente com a "crise" em pano de fundo, a biolionésima versão do PEC IV apresentada com o som no máximo, a repetição papagaiada de palavras como "demagogia", "populismo", "responsabilidade" berradas até à náusea, mas sempre teimoso, hirto e firme num lugar que não larga   por muitos milhões de "deolindas" e "jels" que desçam à rua.
O diabo do homem nunca mais percebe que a "crise" é ele mesmo. Se ele desandar de S. Bento os "ratings" do país sobem e os juros descem imediatamente com longos suspiros de alívio. O "nosso primeiro" parece aqueles treinadores de futebol que, jornada após jornada, com a equipa a escorregar pela tabela classificativa abaixo, vão sobrevivendo ao naufrágio, semana a semana, agarrados desesperadamente ao discurso "estamos a trabalhar para melhorar e dignificar o clube" de derrota em derrota até à derrota final. 
Até quando esta algazarra que não deixa dormir em paz? 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Gosto de BOMBOCAS e do WOODSTOCK

Paula e Rita, as Bombocas não são todas iguais...

Sempre fui muito guloso mas isso agora não vem para o caso. Os putos gostam de bombocas e eu gosto das Bombocas. Apesar de, tenho de ser sincero como sempre e estar prestes a cometer um pecado mortal, não o da gula, mas sim o de confessar que não sou um grande apreciador de música portuguesa. Nasci no Bairro Alto e detesto Fado, com todas aquelas lamurias e lamechices, e quanto aos outros estilos não me aquecem nem arrefecem. Há sempre uma razão para se ser como é. Obviamente. Fui "gerado" musicalmente no Woodstock ao ritmo da Joan Baez, Carlos Santana, Arlo Guthrie, Jimi Hendrix, The Doors, The Who, Rolling Stones, Paul & Garfunkel, Peter, Paul and Mary, Ten Years After, Jefferson Airplane, Crosby, Still, Nash & Young e muitos outros ícones mundiais dos palcos e concertos, a alguns dos quais assisti ao vivo nas deambulações pelo Mundo. 
Em Portugal há um par de Bombocas, um mix de loira e morena, que eu acho uma delícia. Não é por serem muito elegantes e bonitas, não é também pelas letras das canções, nomeadamente o "Eles São Todos Iguais"...ai...ai...ai..., mas sim pela alegria, doçura e simpatia que irradiam do palco, um je ne sais pas quoi que consegue animar o mais sisudo. São assim uma espécie de ABBA latina, com a vantagem de não terem dois gajos ao lado a atrapalhar...E, paradoxalmente, "elas não são nada iguais"...
A Rita, loira e serpenteante, faz-me lembrar a minha mãe. Quando era nova, claro...É uma bela presença em palco e não sei se é mais eficaz na voz melodiosa ou com os olhares ladinos...A Paula é o vice-versa da Rita e talvez seja esse o segredo do sucesso de ambas. A Paulinha é um sonho de Natal  com muito açúcar. É de uma beleza indefinida, um cocktail de muitas belezas e escorre doçura dos seus cabelos longos e negros, do olhar, dos movimentos graciosos e da sua simpatia endógena. 
É assim que as vejo, é assim que gosto delas e é por aqui que lhes mando beijinhos !

Janis, oh Lord !


Telemóvel (novo) para a sucata

 Telemóvel para a sucata (via fabricante)...

Há anos que a "coisa" estava para acontecer. Foi hoje. Cada vez que compro algo novo com livro de instruções fico pior que um touro frente a um capote vermelho. Ou eu sou muito burro ou os livros de instruções foram feitos apenas para Albertos Einstseines...Irra que é demais !!! Ontem despedi-me aqui muito carinhosamente do meu velhinho telemóvel, intermediário inseparável de tantas conversas.  Hoje era dia de mudar o cartão para o novo aparelho que comprei. Ok. Enquanto dava uma vista de olhos pelo futebol e via o José Mourinho eliminar o Lyon com o seu imparável Real Madrid comecei a operação de mudança do cartão. Livro de instruções aberto, lido, relido e nada de explicar como abrir o aparelho. Dizia apenas aquele estúpido manual: "Abrir a tampa posterior e introduzir o cartão". Ora porra, até aí sei eu que é preciso abrir...mas como? Folheei o prospecto para trás e para a frente mas quanto ao modo como fazer a dita cuja operação...nada...rien...niente...Após 300 tentativas falhadas subiu-me à carola a fúria acumulada há tantos anos provocada por manuais imprecisos e idiotas que não resisti...Zás...Pum...Catrapum...Torci o telemóvel todo, arranquei-lhe tudo o que era possível e imaginário, deitei as peças a monte para dentro da caixa e remeti-o para a marca com a indicação "Vejam lá se aprendem a fazer livros de instruções"...
Não sei porquê acho que em breve vou receber uma chamada do fabricante...:P 

terça-feira, 15 de março de 2011

Despedida de um telemóvel !

Adeus AMIGO !

O meu telemóvel vai-se embora. Está velho, cansado, sem energia. É verdade que tudo tem sua hora mas deixa-me neura de nostalgia.Tantas conversas que ouviu, tantos segredos que guardou, como um fiel amigo que nunca me atraiçoou. Vão com ele recordações, alegrias, desilusões, tristezas e boas-novas, más notícias e preocupações. 
Este inseparável companheiro de tantos anos não merecia que lhe batesse para funcionar, que o torcesse para carregar, que me apetecesse atirá-lo contra a parede para arrebitar. Mas a idade não perdoa. A antena acusava surdez, o visor cataratas, as teclas reumático, a bateria bicos-de-papagaio e o carregador anemia. 
Também com ele leva algumas fotos que imobilizaram momentos no tempo. Inesquecíveis uns, outros nem por isso, mas de outro modo importantes. Hmmm e aqueles fotos marotas, seu malandro, lembras-te? E aquele video...xiu...fica só cá para a gente, companheiro.
Deprimente mesmo é tirar os números, copiá-los com atenção e reparar quantas pessoas, entretanto, deixaram a nossa vida. E na longa lista quantas vezes parei para recordar quem é Fulano ou Fulana e se vale a pena continuar com o contacto Deste ou Desta. Mas, pronto, está feito. Já sem números, fotos ou contactos é como se a alma já tivesse abandonado o meu velho telemóvel. 
De uma coisa, porém, estou certo: posso confiar que ele não passará os meus segredos a ninguém. E nem sequer fico aborrecido contigo por me teres interrompido tantas conversas por já estares exausto. Tu também nunca te chateaste comigo por eu não conseguir acertar as horas. E safaste-me tantas vezes à noite, não foi?  Obrigado, old friend