sábado, 22 de junho de 2013

A NOITE MAIS CURTA DO ANO




Sempre adorei o solstício de Verão por uma razão simples: a partir de agora, as noites começam a ser mais longas e os dias mais curtos, o que a minha costela de lobisomem agradece e até coincidiu com a Lua Cheia. Auuuuuuuuuuuh! Bom, para começar, uma vez que a minha prima Vera estava de saída, dei uma vista de olhos (cada vez vejo pior e umas lunetas já davam um certo jeito) rápida pelo Big Brother Vip na vã esperança de uma aparição retumbante da Raquel Henriques, a "brasa incendiária" que um tal de Edmundo não vasculha diligentemente nem sai de cima.
Quem me saltou para cima, a propósito, foi a minha gata "Nika", persa-tartaruga-azul-mesclada e peluda, que se enroscou no meu peito e mal me deixava ver o ecrã da televisão ao fundo da cama, tendo de espreitar por entre os longos pêlos dela o jogo final da NBA entre os Miami Heat e os Santo Antonio Spurs. Os Heat eram o "meu" Benfica e os Spurs esse tal clube de pijama às riscas verdes. 

LeBron James & Cª jogam o tipo de basquetebol de rua: gingão, improvisado e individualizado por pinceladas de génio, como o triplo de Chalmers a dar vantagem à rapaziada da Florida dos pântanos dos "uoligatores" frente ao sistema muito arrumadinho e organizadinho, comandado por esse tipo com ares de quem não parte um prato, o esfíngico Tim Duncan. Yessssssssss, triunfaram os Miami Heat e por cada cesto deles saía um berro que fazia estremecer o novelo de pêlo que ressonava em cima de mim. 
Acabado o prélio da bola ao cesto, deu-me a fome. Uma sandes de queijo flamengo, ao qual me esqueci de tirar o plástico e depois uma cigarrada no local mais sagrado de qualquer lar, o WC. 
Novo mergulho na cama e a atenção fixa no filme "Era Uma Vez na América". Desta vez sem a "Nika" empoleirada em cima de mim mas a "Dolfa", com o cio, a clamar desalmadamente pela presença do "Tomassas", que não perde uma...Ah pois...
O filme de gangsters é longo e pode dividir-se em duas partes: cerca de dois terços da história está ao nível excelente do cinema americano, mas o último terço assemelha-se às chachadas dos filmes portugueses e para ser essa pobreza franciscana completa só faltou aparecer por lá um tal Nicolau Breyner, a bojuda figura que aparece à frente de toda a aparelhagem relacionada com a sétima arte...
Já era dia mas não hora de dormir. A bem nutrida sandes de queijo inchava cá dentro e mais uma cigarrada despertava umas tossidelas. O "Tomassas", entretanto, já cumprira os deveres conjugais felinos com a "Dolfa" e a "Nika" ajeitou-se em cima do roupão.
O filme "Encontro Acidental" (salvo erro porque os olhos já estavam turvos...) não é uma obra-prima como a minha prima Vera que está noutro "post", mas entretém sem compromissos intelectuais complexos. É um caso de amor à primeira vista mas com muitos desencontros até ao encontro "imediato" de primeiro grau, que não acabou na cama, como é costume, mas numa pista de gelo, como o briol que entrava pela minha janela. Eu também ando desencontrado aí com uma eventual mais-que-tudo. A discrição, no entanto, é a melhor armadilha que se pode montar a uma tipa 12 numa escala de 0 a 10...
E foi já com a população que ainda tem a sorte (ou o azar) de estar a bulir no emprego que eu finalmente adormeci. E até sonhei com uma frondosa amiga aqui do Face...

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