quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dia de cão e noite de águia !

Há dias assim. Um tipo acorda e o mundo está virado do avesso. Não tinha televisão, nem internet, nem telefone, nem telemóvel, sem carga e com pouca vontade de captar energia, e a comida que me trouxeram para os gatos foi trocada e eles não tocavam naquela papa para eles estranha.
Por onde começar um dia assim?
Bem. Lá me vesti com a alma cinzenta e fui à rua à procura de alguém que me emprestasse um telefone para começar a resolver os meus problemas. Estava o sol a pique, algo a que não estou habituado, morcego como sou.
O dono de uma loja deu-me autorização para usar o telefone dele. Ligo para a Zon e sai-me na rifa uma brasileira simpática mas que não entendia peva do que eu lhe tentava explicar. "Esteja ao pé dos seus equipamentos da Zon", ordenava-me repetidamente, sem perceber que não podia. A chamada felizmente desligou-se e atendeu-me depois um português que me percebia, por um lado, mas não conseguia meter naquela cabecinha pensadora que eu sem telefones no meu lar doce lar não podia dar-lhe os números dos modens que ele pretendia saber.
Após quase duas horas desesperantes ao telefone lá descobriu que havia uma avaria da Zon na minha zona.
Eureka !
Vim para casa e ligaram-me para o telemóvel para me darem o número da equipa técnica que me iria devolver a vida à televisão, à internet e ao telefone. O raio do telemóvel, preguiçoso em carregar, desligava-se de minuto a minuto.
Aos bocadinhos a casa foi ganhando contacto com o exterior. Primeiro a tv. Ufff ! Pelo menos ia acompanhando a revolta árabe no Médio Oriente. A seguir regressou a internet em todo o seu esplendor. Óptimo, já podia trabalhar. Por fim o telefone. Hip! Hip! Hurra!, já estava ligado ao mundo exterior.
Os gatos iriam ter no prato a sua comida favorita depois de mais uns telefonemas com referências para aqui, referências para ali e mais umas trocas e baldrocas da menina do hipermercado.
A tarde finou-se neste labirinto intrincado da tecnologia.
Refastelo-me para ver o FC Porto-Benfica. Boca no jantar e olhos na televisão. Fábio Coentrão, o puto reguila do bairro de pescadores das Caxinas não deitou as redes ao mar mas enfiou a bola na baliza dos dragões. Braços no ar e uma nódoa na camisa. Que se lixe. A máquina lava. Mais umas mastigadelas e mais uma nódoa na minha camisa amarela, que um dia me fez perder a cabeça e uma boa fatia do cartão multibanco. De Espanha nem bom vento nem bom casamento mas o espanhol Javi Garcia disparou de longe um tiro mais certeiro que os dos célebres 88 alemães da II Guerra Mundial. Que estoiro.
Como já se desvaneciam na memória do tempo as atribulações assim que pus os pés fora da cama, graças ao Glorioso SLB !
Bem, vou meter a camisa na máquina de lavar... 

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