quarta-feira, 16 de março de 2011

Telemóvel (novo) para a sucata

 Telemóvel para a sucata (via fabricante)...

Há anos que a "coisa" estava para acontecer. Foi hoje. Cada vez que compro algo novo com livro de instruções fico pior que um touro frente a um capote vermelho. Ou eu sou muito burro ou os livros de instruções foram feitos apenas para Albertos Einstseines...Irra que é demais !!! Ontem despedi-me aqui muito carinhosamente do meu velhinho telemóvel, intermediário inseparável de tantas conversas.  Hoje era dia de mudar o cartão para o novo aparelho que comprei. Ok. Enquanto dava uma vista de olhos pelo futebol e via o José Mourinho eliminar o Lyon com o seu imparável Real Madrid comecei a operação de mudança do cartão. Livro de instruções aberto, lido, relido e nada de explicar como abrir o aparelho. Dizia apenas aquele estúpido manual: "Abrir a tampa posterior e introduzir o cartão". Ora porra, até aí sei eu que é preciso abrir...mas como? Folheei o prospecto para trás e para a frente mas quanto ao modo como fazer a dita cuja operação...nada...rien...niente...Após 300 tentativas falhadas subiu-me à carola a fúria acumulada há tantos anos provocada por manuais imprecisos e idiotas que não resisti...Zás...Pum...Catrapum...Torci o telemóvel todo, arranquei-lhe tudo o que era possível e imaginário, deitei as peças a monte para dentro da caixa e remeti-o para a marca com a indicação "Vejam lá se aprendem a fazer livros de instruções"...
Não sei porquê acho que em breve vou receber uma chamada do fabricante...:P 

2 comentários:

  1. Olá. Bom dia.

    O meu pai costumava dizer-me que o material tem sempre razão. È inerte, irracional, não tem ambições nem sentimentos, embora muitas vezes manifeste tremenda teimosia. Quando assim é podem aplicar-se outras técnicas, que não a de esganar o telemóvel.

    Lembro-me do meu pai dar uns murros na televisão, ainda a preto e branco, enquanto simultaneamente pronunciava umas palavras mágicas, as quais não recordo, e que por vezes funcionavam. Creio que ele invocava, na altura, os tremendos poderes do Voodoo.

    Na época, em causa estavam os aparelhos de TV, os rádios a válvulas, e outros pequenos electrodomésticos. Bem sei que estes aparelhos evoluiram bastante e sofreram mutações. A partir deles nasceram as calculadoras, os telemõveis, os computadores, os desumidificadores, os vibradores, os PDA, os GPS, e tantos outros. Agora talvez o Voodoo não seja tão eficaz. Eu mesmo já experimentei sem sucesso.

    Vistas as coisas de outro lado, do lado do fulano que irá abrir o pacote (leia-se "encomenda"), gostava de ver a cara dele ao ler o "recado".

    Com receio, não lhe irá telefonar. Certamente irá receber uma encomenda postal contendo um novo telemóvel, um manual de instruções em 32 línguas, nenhuma das quais elucidativa do seu funcionamento, e, espante-se, um voucher para um curso intensivo denominado "Como retirar a bateria do seu telemóvel em 30 minutos".

    Resta-me desejar-lhe então boa sorte.

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  2. Pois é, o material tem sempre razão, dizem, mas na minha casa quem manda sou eu...:P

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