sexta-feira, 8 de abril de 2011

O silêncio dos modelos



Não vou entrar por julgamentos sumários pessoais porque não tenho elementos concretos para o fazer. O Carlos Castro foi assassinado pelo Renato Seabra, desconheço as circunstâncias que o levaram a matar e a mutilar e espero que se faça justiça. Só isso. Mais anos ou menos anos de cadeia é um caso para o juiz decidir. No entanto não auguro nada de bom para o jovem modelo porque, pelos poucos pormenores que a notícia contém, o magistrado recusou que a confissão fosse retirada do processo e não me parece disposto e engolir a tese da "loucura". 
Os sonhos dos jovens parecem-me demasiado influenciado pelos programas televisivos. Há horas, numa escola perto de mim, os alunos fizeram uma festa. Um desfile de moda, claro. A "speaker" anunciava o nome dos jovens dos 10 aos 16 anos, de ambos os sexos, e em seguida a aspiração profissional de cada um. Mais de 80 por cento dos miúdos e miúdas disseram que queriam ser modelos quando fossem "grandes", o que não deixa de ser significativo. Algumas raparigas referiram a profissão de cantora ou bailarina e apenas uma delas saiu desta quase unanimidade ao dizer que prefere ser veterinária. Os poucos rapazes que não optam pelas passadeiras da moda sonham em ser estrelas de futebol e só um se prepara para ser construtor civil. 
Esta "amostragem" é significativa acerca do futuro dos adolescentes. Estas televisões...ai...ai...

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