quinta-feira, 9 de junho de 2011

O HÁBITO não faz a MONJA


Há uns tempos que andava com Ela debaixo de olho. Elegante, alta, loira, bem vestida, charmosa, nariz empinado, andar de manequim. Até comentei com um amigo. "Eh pá, há que tempos não chegava aqui uma "coisa" assim". Após algumas manhas e artimanhas lá travei conversa com Ela. Dei uma de cavalheiro que lhe agradou. Esboçou um sorriso num rosto habitualmente bastante fechado. Dois ou três dias depois dei com Ela de caras...Na plena acepção da palavra...Com os rostos tão perto fascinaram-me os olhos verdes brilhando por entre cabelos loiros caídos em desordem pelos ombros. Sentia que estávamos cada vez mais próximos com estes encontros esporádicos cada vez mais frequentes. Havia algo no ar...
Ou porque a temperatura subisse ou porque estivesse de folga, Ela "despiu-se", ou melhor, substituiu toda aquela roupa vistosa que a modelava como uma jóia por calções muito curtos de ganga e uma camisola de alças. O resultado foi trágico. A magia desvaneceu-se. E a mulher-fatal também. Uma decepção visual perante o que antes imaginara sob as vestes elegantes d' Ela. Confirmou-se que o hábito não faz o monge...e muito menos a monja. Agora só trocamos os olhares enquanto damos os bons dias, tardes ou noites. A "chama" apagou-se...Como o cachimbo do Popeye quando se lhe acabam os efeitos dos espinafres...Mas, como nunca fui virado para a Marinha, decididamente não consigo apreciar Olívias Palitos... 

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