sábado, 16 de julho de 2011

O SALTEADOR da ARCA PERDIDA


Actualmente ando numa onda de vasculhar os cantos mais recônditos da casa. Meto o nariz (e não só) em lugar para os quais nem sequer olho durante anos a fio. Ontem à noite fui dar com um cofre coberto de pó num móvel muito alto num dos quartos. Recordo-me de ter comprado essa caixinha-forte não sei onde e nem sei para quê. Ao abaná-lo ouvia alguma coisa a chocalhar lá dentro...tipo papéis. Seriam notas? Hummm! Para abrir o cofre é preciso uma combinação. Tentei uma, dez, cem vezes, rodava a chave e...nada! Adepto dos grandes males para os grandes remédios tinha duas hipóteses para abri-lo: ou martelava até abrir espaço para uma alavanca ou, mais radical ainda, rebentava-o com uma "receita caseira". Medindo os prós e os contras, e tendo em conta o adiantado da hora, 02h30 da madrugada, enfiei uma espécie de pé-de-cabra na junção da tampa e com o maior martelo que tenho na caixa da ferramenta bati sem para até a estrutura de aço começar a ceder. Centenas de marteladas depois, o cofre abriu apesar da luta que deu para manter os segredos invioláveis, metade dos vizinhos acordaram e eu fiquei com uma série de papéis velhos sem utilidade e já fora de prazo na mão. Nem uma nota ou um grama de ouro.  A minha única consolação foi não ter dado descanso durante uma hora a meia dúzia de trastes que têm a honra de habitar perto da minha ilustre pessoa...:P
Os meus gatos, esses, não mexeram um pêlo; já estão habituados às minhas "operações" nocturnas...eheheh.

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