segunda-feira, 23 de maio de 2011

Discurso de Sócrates dia 5 de Junho

Apoiantes socialistas despedem-se de Sócrates

"Portugueses, paquistaneses, siks, indianos, africanos, vietnamitas, sunitas, apaches, comanches, apolimas-araras, aricapus, chamacocos, cintas-largas, paracatejês-gaviões, xiitas, gitanos, calancós, sioux, pés-negros, miritis-tapuias, parintintins, tremembés-de-almofada, sefarditas, uapixanas, gurkhas, sherpas, bangladeshianos, caxagós, yupiks, maoris, aljauaras e outros camaradas socialistas que me acompanharam por todo o país na campanha eleitoral. 
Os ingratos dos eleitores não nos deram a vitória nestas legislativas. Nós, socialistas, que durante seis anos tantos nos sacrificámos pelo povo e que colocámos Portugal na vanguarda da tecnologia, do progresso e do bem-estar. A propaganda ultraliberal, demagógica, bota-abaixista, comunista e bloquista cobriu com um manto de mentiras e falsidades o nosso trabalho que está à vista de toda a gente. Cumprimos as nossas promessas. Consegui os 150.000 empregos do nosso programa. O Jorge Coelho foi para a Mota-Engil, o Armando Vara foi para o BCP e os outros 149.998 socialistas são assessores, consultores, secretárias, motoristas e seguranças do PS, desculpem, do governo. As crianças nascem felizes em Badajoz e os doentes do Alto Minho têm todas as condições de saúde nos hospitais de Tuy e Vigo. O aeroporto está pronto. Não é na Ota, não é em Alcochete, é em Beja e já temos garantidos um voo por semana com 45 passageiros para admirarem os chaparros à volta. 
Nas estradas, as IP1, 2, 3, 4, 4, 6, 7, 8, 9, os IC 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27,28,29,30,31,32,33,34,35,36,37 e as AE 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27,28,29,30,31,32,33,34,35,36,37,38,39,40,41,42,43,44,47 e 48 foram concluídas pelo nosso governo e só não alcatroamos o quintal da Dª Almerinda para construirmos a A50, entre os números 5 e 9 da Rua da Internacional Socialista,em Barrancos, porque estes ultra-liberais, demagogos, botas-abaixistas, comunistas e bloquistas provocaram a queda da nossa bondosa, caritativa e tecnológica de ponta política de estado social.
Poderia alongar-me no infindável progresso do país sob a nossa égide de igualdade e fraternidade. Cedemos o Centro Cultural de Belém para o Berardo guardar os tarecos, os nossos rios estão mais belos com o cimento das barragens, os montes ganharam vida com as florestas de ventoinhas que vêm discriminadas na factura da EDP, hoje somos um país produtor e exportador de sucata do nosso camarada Godinho, os tribunais condenam os criminosos com severas penas do perigo de andar em liberdade, a boca do inferno da Manuel Moura Guedes desapareceu dos ecrãs de televisão de HD, a geração à rasca foi dar novos mundos ao Mundo como os nossos valentes marinheiros dos Descobrimentos, as equipas portuguesas dominam a Liga Europa e o Parque Mayer estará recuperado até ao final do século e a Feira Popular daqui a mais quatro intervenções do FMI. 
Agora, camaradas, despeço-me de vocês porque amanhã tenho de me levantar cedo para começar as Novas Oportunidades e ainda tenho de procurar o meu diploma que não me lembro onde está".  




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