terça-feira, 31 de maio de 2011

O camião TIR do amor !


Aqui pelo meu sítio qualquer anormalidade é...normal. Um camionista de longo curso tem uma amante num prédio perto do meu. Nada de especial. Quem é que não tem uma amante ou um amante real, virtual, platónico ou em pensamento? Pois bem, o nosso amigo recebeu luz verde da "outra", que tinha o marido fora nessa noite, e acelerou, que não era hora de perder tão atractiva oportunidade,  até à avenida principal aqui da zona. Como não é fácil arrumar um camião TIR à meia-noite numa zona semi-dormitório estacionou-o em segunda fila. E lá foi cumprir os seus deveres extra-conjugais. O problema foram os outros carros estacionados em "espinha" que ficaram entalados entre o veículo pesado e um muro. Nada menos que oito veículos ligeiros perderam qualquer hipótese de sair dali para fora. Para complicar a situação nada menos que três "empata-amantes" resolveram sair àquela hora da noite. Depois de esperarem um bom bocado desataram a carregar nas buzinas dos respectivos automóveis e acordaram toda a gente que tem a estranha mania de se deitar cedo para cedo se erguer. Milhares de janelas depois e umas centenas de pessoas à janela em pijama, camisas de noite e pelados/as apareceu a Polícia. A avenida alegrou-se com a luz azul do pirilampo rotativo do carro das autoridades, a que se juntou um outro e posteriormente um reboque. Os donos dos pópós encurralados pelo monstro de 16 rodas que pretendiam sair dali para fora exigia que a Polícia removesse aquele obstáculo dali para fora. Fora de questão, explicavam os agentes da ordem. "Não temos reboques para tirar veículos deste tamanho", tentava o graduado convencer os furiosos automobilistas reféns de um camionista apaixonado ao domicílio. Entre apitadelas, conferências entre as partes interessadas no imóvel caso a populaça aglomerava-se em redor do cenário. Quando se junta um português, juntam-se dois ou três...ou umas centenas...
Já a madrugada ia bem alta e a "manifestação" animada quando surgiu um indivíduo esguio, ainda a ajeitar as calças e a camisa, que se dirigiu para a porta do camião, subiu o degrau da cabina, voltou-se para trás e perguntou:
-- Há algum problema ? 
Nãããããããããõ !!!!!!!

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